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Mais de 400 participam do seminário do Meio Ambiente na Escola

terça-feira, 20 de novembro de 2012

No último dia 30 de outubro, o Meio Ambiente na Escola promoveu um seminário sobre sustentabilidade. A atividade reuniu mais de 400 alunos de escolas de toda a região. Eles estavam lá para ouvir as palavras da catadora de material reciclável Therezinha Ferreira, do professor Henrique Fensterseifer e do acadêmico de Ciências Biológicas Tomás Salvatori.

O primeiro relato foi da catadora de material reciclável e presidente da Associação Simon Bolívar de Lajeado, Therezinha Ferreira. Ela mostrou a história da associação, que surgiu depois de um grupo de moradores do Bairro Santo Antônio, com média de 45 anos de idade, ter desistido de procurar emprego por não possuir qualificação suficiente para uma vaga no mercado de trabalho. Depois de 12 anos, o trabalho organizado tem equipes que ajudam no recolhimento de lixo, na separação dos resíduos e na entrega do material para a empresa que faz reciclagem. O ganho por catador é de, aproximadamente, R$ 40, para cada três meses de trabalho.

O professor Henrique Fensterseifer foi o segundo a explanar, com a temática “Sustentabilidade e o Vale do Taquari”. “Desenvolvimento sustentável é satisfazer as necessidades do presente sem comprometer o futuro”, fala. Para que isso ocorra, é necessário o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico, o desenvolvimento sociocultural e a proteção ambiental. Na região, ele salienta que não existem mais terras adequadas e disponíveis para que se exerça a sustentabilidade. “O uso de agroquímicos ajudou na contaminação de plantas e águas, além da ocupação do espaço urbano. Além disso, os espaços agrícolas competem com as poucas áreas de matas nativas que temos.”

O último palestrante foi o acadêmico de Ciências Biológicas da Univates Tomás Salvatori. Ele usou como temática a “Pegada Ecológica”, que representa o espaço que cada um tem no mundo. “Cada opção nossa representa um tanto de recurso que será usado”, fala. Ele deu ainda dicas simples para tentar fazer a diferença. Uma delas é na ida ao supermercado, quando deve-se utilizar apenas uma sacola plástica para embalar os alimentos pesados na balança. “Coloque todos no mesmo saco e os códigos de barras todos juntos”, comenta. Também sugeriu que espaços como as universidades, por exemplo, tivessem estacionamentos numerados com preferência para aquelas pessoas que carregam vários colegas. “Assim diminuiria o número de pessoas que andam de carro e, consequentemente, poluem o ambiente, pois a liberação de gases poluentes seria menor”, ressalta.


Bruna Lovato
brunal@informativo.com.br

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Reaproveitamento: oficina gratuita da Univates ensina a confeccionar papel artesanal

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Com o objetivo de desenvolver conhecimentos sobre uma das técnicas de reciclagem e reaproveitamento de papel que pode ser realizada com crianças e adolescentes em sala de aula, a Univates promove a oficina gratuita “Confecção de Papel Artesanal”. A atividade ocorre nos dias 21 e 28 de novembro, das 14h às 18h, na Brinquedoteca (sala 102 do Prédio 9).

Atividade busca conscientizar sobre a questão da reciclagem / Foto Tuane Eggers

A oficina busca desenvolver conhecimento teórico e prático dos alunos do curso de Pedagogia e de demais licenciaturas para desenvolver a técnica de reciclagem em atividades práticas em aula. É uma oportunidade de conscientizar ainda mais a comunidade acadêmica sobre a questão da reciclagem.

A atividade será ministrada por um acadêmico de Ciências Biológicas e pela monitoria da Brinquedoteca. Os participantes podem colaborar com a oficina trazendo descartes de papel (folhas de ofício ou de desenho sem clipes ou grampos) para serem aproveitados na reciclagem.

Inscrições podem ser efetuadas pelo site www.univates.br/eventos. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3714-7000, ramal 5543, ou pelo e-mail brinquedoteca@univates.br.

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Meio Ambiente na Escola programa Seminário na Univates

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Para integrar as escolas que participam do projeto Meio Ambiente na Escola e contribuir com a formação de cidadãos responsáveis com a sustentabilidade, o Jornal O Informativo realiza um seminário na próxima terça-feira, dia 30, das 8h às 11h30 no Auditório do prédio 11 da Univates. Conforme a coordenadora do projeto Miriam Volkmer Destefani, o objetivo é contribuir com ações concretas e praticas que envolvam alunos. “Este ano a própria equipe da redação, responsável pelos textos, sugeriu ideias para promover debates sobre os textos com as turmas e um destes debates acabou por ser escolhido como case para o Seminário Ambiental que é outra ação do projeto.” As presenças para o seminário devem ser confirmadas pelo e-mail dani@informativo.com.br ou pelo telefone (51) 3726-6704.

Palestrantes

Therezinha Ferreira (Foto) – A catadora Therezinha Ferreira é presidente da Associação Simon Bolívar em Lajeado. Ela coordena um grupo de catadores de resíduos, no Bairro Santo Antônio. A associação pertence ao Movimento dos Trabalhadores Desempregados e é fonte de renda para 30 famílias. Therezinha conta como é o dia a dia de um catador, e como faz para sobreviver com R$ 40 a cada três meses.

Henrique Fensterseifer – Ele abordará o tema Sustentabilidade ao alcance de todos, que traz o significado de sustentabilidade em nível mundial e especificamente do Vale do Taquari; as questões que implicam em uma avaliação dos recursos naturais disponíveis e utilizáveis nesta região: quais recursos naturais da região que têm limitações, quanto ao seu uso, para as gerações futuras e quais podem ou devem ser as nossas posturas diante desta situação.

Tomás Salvatori – É acadêmico do curso de Ciências Biológicas da Univates e abordará o tema Pegada Ecológica, estabelecendo a relação das nossas escolhas diárias (como o consumo de energia, consumo de alimentos, água) com o impacto ambiental envolvido nestas atividades.

Projetos

No ano passado, o projeto Meio Ambiente na Escola movimentou a região com as apresentações artísticas do grupo argentino de Joselo Schuap e o Show H2O, além do Festival de Música que envolveu as escolas do Vale. Neste ano foi organizado o Concurso de Poesias com o tema O Meio Ambiente é Vida, em que 52 escolas participaram. Está sendo produzido um livro em que serão publicadas as melhores poesias.

O resultado dos ganhadores do primeiro, segundo e terceiro lugar vai ser divulgado no seminário de terça-feira. O prêmio aos selecionados será notebooks que vão ser entregues no lançamento do livro, em data a ser agendada ainda este ano.

O projeto conta com o apoio da Univates, da Certel, Folhito Adubos Orgânicos, Corsan, Charrua, Faros, Conpasul, AES Sul, Prefeitura de Lajeado e HS Contabilidade e Assessoria Empresarial

Renata Leal
renata@informativo.com.br

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CATÁSTROFES Natuais

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O planeta Terra é um sistema dinâmico, ou seja, está em constante modificação pela ocorrência dos fenômenos naturais. Alguns desses fenômenos têm origem na dinâmica interna da Terra, como a movimentação de placas tectônicas que geram atividades vulcânicas, terremotos e tsunamis. Outros são de origem externa e têm como causa principal a dinâmica atmosférica, que pode causar furacões, tempestades, ressacas, vendavais, secas, inundações, estiagem, entre outros. As intervenções humanas, como a exploração dos recursos naturais, o uso e a ocupação dos espaços naturais, também geram impactos. Entre os principais fenômenos naturais que podem ser induzidos ou potencializados pelo ser humano estão os escorregamentos, as inundações e enchentes e a erosão. Denominamos de desastre natural a ocorrência de um fenômeno natural que modifica a superfície terrestre e atinge áreas ou regiões habitadas, causando danos materiais e humanos.

A história da Terra e da espécie humana é caracterizada por várias relações de desequilíbrio, associadas com a ocorrência de desastres naturais. Muitos desses desequilíbrios pressionaram para que os grupos de humanos deixassem sua área e procurassem locais com melhores condições de sobrevivência. Desse passado longínquo, para os dias atuais, a humanidade apresenta uma distribuição pandêmica, com elevada concentração populacional nas áreas urbanas das cidades. Muitas cidades do Brasil e de outras partes do mundo estão localizadas sobre áreas vulneráveis e sujeitas a algum tipo de desastre natural em razão de inundações, secas, vendavais, furacões, granizo, terremotos, tsunamis, entre outros.

A ocupação humana das áreas vulneráveis aos desastres expõe ao risco toda a população localizada nesses espaços. Além disso, quanto maior a densidade da ocupação populacional, maiores serão os prejuízos para a população quando ocorrer um desses eventos extremos. A ocupação urbana das áreas de risco deveria ser restringida, mas como este controle não foi feito no início da expansão das cidades, hoje é necessário conviver com o risco de desastres naturais, mas existem medidas que amenizam ou evitam os efeitos destes acontecimentos. A observação dos eventos que ocorreram no passado em certa área fornecem as informações mais importantes para que se possa evitar surpresas. Hoje, os órgãos governamentais estão incentivando a implantação de sistemas de alerta de desastres naturais, que constitui uma maneira de conviver pacificamente com o desastre, buscando a redução dos prejuízos destes. Esta iniciativa já começou no Vale do Taquari, abalado frequentemente pelas inundações. Em 2003, a Univates iniciou a implantação de Sistema de Alerta de Enchentes, que se mostrou eficiente e ágil na previsão destes fenômenos, permitindo realizar alertas com várias horas de antecedência para que a população ribeirinha fosse removida das áreas de risco. Atualmente, o sistema está sendo revitalizado, e sua estrutura, ampliada.

Quem tem construções ou outras infraestruturas em algum local de risco de sofrer com algum desastre natural, deve ficar alerta às previsões de chuvas extremas, que sempre podem estar associadas a ventos fortes, granizo, descargas elétricas e, dependendo da intensidade e duração das chuvas, a inundações, enxurradas e deslizamentos. Nesse sentido, o seguro dos bens materiais duráveis, como os veículos e a moradia, é uma medida preventiva de primeira ordem. Se ocorrer qualquer situação que gere prejuízos materiais, o seguro fará a reposição do que foi perdido, não desestruturando as finanças da família. É outra dica de prevenção importante.

Prof. Rafael Rodrigo Eckhardt, professor da Engenharia Ambiental da Univates, com contribuições do CIH Univates

 

 

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A importância ambiental e social da reciclagem

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Nos dias de hoje, quando inovações tecnológicas ocorrem constantemente, a preocupação com o meio ambiente torna-se indispensável para que o produto destinado à venda venha a ser consumido de forma consciente.

Cada vez mais, não somente empresas, mas também as pessoas em si, estão se dando conta de que à medida que o consumo aumenta, consequentemente a quantidade de lixo produzido também acaba se elevando. A cada dia que passa, mais lixo é produzido, fazendo, assim, com que este se torne uma problemática não só local, mas também mundial.

O Brasil perde cerca de R$ 8 bilhões por ano por deixar de reciclar os resíduos que são destinados indevidamente aos aterros e lixões das cidades. Este foi o valor estimado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), por encomenda do Ministério do Meio Ambiente.

A coleta seletiva encontra-se como peça-chave para que o processo de reciclagem evolua e ocorra de maneira ideal, já que uma vez separado o lixo, cooperativas, ou até mesmo o próprio município, realizam de forma correta e eficaz a destinação do material. Assim sendo, o resíduo tende a ser reaproveitado, aumentando de maneira significativa a vida útil dos aterros existentes.

Segundo o Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), o volume de material reciclado passou de cinco milhões de toneladas, em 2003, para 7,1 milhões de toneladas, em 2008, o que corresponde a 13% dos resíduos gerados nas cidades. Se considerada apenas a fração seca (plástico, vidro, metais, papel e borracha), o índice de reaproveitamento subiu de 17%, em 2004, para 25%, em 2008. O retorno financeiro é visível: o setor já movimenta R$ 12 bilhões por ano.

Entre 2000 e 2008 houve um aumento de 120% no número de municípios com coleta seletiva, chegando a 994, sendo em sua maioria localizados nas regiões Sul e Sudeste do país. O número, embora importante, ainda não ultrapassa 18% ds cidades brasileiras.

Desta forma, basta que cada um de nós faça a sua parte, evitando, assim, que locais que poderiam ser utilizados para construções de áreas de lazer passem a ser destinados a imensos depósitos de lixo.

Para que as melhorias nessa área ocorram, a política dos 3Rs deve ser difundida e levada em consideração para que inicialmente as pessoas foquem a redução da quantidade de resíduos gerada, seguindo com a reutilização do material e, posteriormente, destinando à coleta seletiva de cada município.

Cabe ressaltar que é de extrema valia que repensemos os nossos hábitos de consumo, procurando, assim, optar por produtos ambientalmente corretos, contribuindo com um ecossistema mais saudável.

Entenda a diferença de lixão e aterro

Lixão: os resíduos coletados são depositados diretamente sobre o solo, sem nenhuma preparação prévia, havendo contaminação do lençol freático, maior poluição através dos gazes e consequente proliferação de doenças.

Aterro Sanitário: depositação de lixo é realizada de maneira adequada por meio de utilização de materiais impermeabilizantes. O tratamento dos gases gerados é controlado, e o chorume produzido é depositado em locais específicos para posterior manejo. Diariamente, uma camada de terra é despejada sobre o material, evitando a proliferação de animais e de doenças.

Entenda a diferença de lixão e aterro

Lixão: os resíduos coletados são depositados diretamente sobre o solo, sem nenhuma preparação prévia, havendo contaminação do lençol freático, maior poluição através dos gazes e consequente proliferação de doenças.


Aterro Sanitário:
depositação de lixo é realizada de maneira adequada por meio de utilização de materiais impermeabilizantes. O tratamento dos gases gerados é controlado, e o chorume produzido é depositado em locais específicos para posterior manejo. Diariamente, uma camada de terra é despejada sobre o material, evitando a proliferação de animais e de doenças.

Autores: professores da Univates
Franciele Dietrich e Keli Hepp

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As cores que ajudam a reciclar

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Para cada tipo de lixo, uma cor. Esse é o papel das lixeiras seletivas: auxiliar na separação das diversas modalidades de descarte e facilitar a reciclagem. A organização proporcionada por elas multiplica a possibilidade de êxito do reaproveitamento dos materiais e serve como um alerta à população para a importância de selecionar os rejeitos pensando em um novo jeito de usá-los no futuro. Aliás, você sabia que a maior parte do que é descartado por nós pode ser reutilizado ou reciclado? Pois é. E, para que os materiais possam passar pelos processos necessários até retornar ao nosso dia a dia, com novas utilidades, estes não devem estar contaminados, nem misturados com outros resíduos.

Separar o que jogamos fora evita a inutilização de valiosas matérias-primas para fabricar novos objetos.
O uso da lixeira para coleta seletiva possibilita a separação dos materiais recicláveis dos não recicláveis, pré-selecionando estes entre seus tipos. Essa primeira classificação contribui para a redução do acúmulo progressivo de resíduos em locais não apropriados, sobretudo os não degradáveis e os que demoram centenas de anos para se decompor.

A reciclagem tornou-se uma ação de grande importância na vida moderna graças ao aumento do consumismo e diminuição do tempo médio de vida da maior parte dos acessórios, os quais se tornaram indispensáveis no nosso dia a dia. Com isso  surgiu um grande problema: qual o destino correto de cada material?  Antigamente, os detritos produzidos pelas pessoas tinham como destino lixeiras comuns, que não possibilitavam a separação dos materiais. Lixo era de um tipo só. Tudo na mesma lata, com o mesmo endereço: aterros sanitários. O aumento exponencial da quantidade de rejeitos e da evolução tecnológica, aliado ao interesse econômico de busca de mais matérias-primas de baixo custo, o até então vulgarizado “lixo” começou a perder o caráter pejorativo do nome e a ser considerado um resíduo passível de ser reaproveitado.

Prosperidade para catadores

Em Lajeado e nas demais cidades do Vale, a reciclagem contribui também para inclusão de muitos desempregados, gerando postos de trabalho e rendimento para pessoas que vivem nas camadas mais pobres. Nisso, as lixeiras para coleta seletiva também são de grande ajuda. Evitam a contaminação das pessoas que trabalham com a coleta e ainda permitem a classificação dos materiais, um trabalho muitas vezes penoso, pesado e sujo.
No nível doméstico e empresarial, o uso de lixeiras para coleta seletiva é uma forma simples e eficaz de participar efetivamente desta que é uma grande ação a favor da vida e do planeta, e só pode se realizar a partir da contribuição de cada um.

Univates é exemplo

A Univates possui lixeiras seletivas para materiais secos e úmidos. Segundo Cátia Viviane Gonçalves, bióloga, responsável pela Gestão Ambiental do campus, a maioria dos funcionários da universidade tinha dúvidas sobre o destino correto e depositavam o material na lixeira marrom, destinada aos orgânicos. Com a classificação de duas cores, o processo de separação ficou mais eficaz.

A Univates utiliza, ainda, sacos plásticos de cores diferentes: preto para as lixeiras laranja, e azul para as azuis. Os azuis são encaminhados à Central de Triagem da universidade, e os pretos, depositados em caçambas e recolhidos três vezes por semana pelo Poder Público Municipal e encaminhados ao Aterro Sanitário de Lajeado.


Bruna Lovato
brunal@informativo.com.br

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TV Meio Ambiente na Escola

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Bate-papo ambiental

Alunos da Escola Estadual Castelo Branco de Lajeado com as professoras Neli Machado (Univates) e Eliane Beatriz da Silva
Imagens: Cintia Marchi

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Sociedades indígenas e a natureza

segunda-feira, 16 de abril de 2012

 

O conceito de sociedade e de natureza é culturalmente produzido. Os arquétipos míticos para a relação das sociedades indígenas com a natureza não são os mesmos das sociedades herdeiras do passado judaico-cristão que, influenciadas pelo mito bíblico por séculos e ao pé da letra, acreditaram que ao homem foi dado o direito de dominar e usufruir rios, animais, plantas e tudo mais que a natureza oferece. A filosofia racionalista prosseguiu nessa linha afirmando que saber é poder e que nosso espírito nos faz senhores e donos dessa mesma terra, causando conflitos filosóficos em qualquer cultura.

Tratando-se especificamente das sociedades ameríndias, é preciso refutar a concepção implícita em discursos que ainda insistem em propagar que os indígenas são os preservadores da natureza até porque, independente etnicamente da descendência, as sociedades humanas vão impactar a natureza.

No Vale do Taquari, tradicionalmente ocupado por sociedades indígenas, circunscritas em territórios principalmente da Bacia Hidrográfica dos rios Taquari-Antas, pesquisas acadêmicas retrocedendo a uma dilatada escala cronológica, anterior ao início da era cristã, atestam a existência de dois nativos: os tupi-guaranis (indígenas guarani) e os jês (indígenas caingangues). A cultura material dessas sociedades é associada a grupos com uma economia baseada na horticultura. Essa oferta facilita a aquisição e exploração de produtos básicos na dieta alimentar e na aquisição de elementos para a elaboração de artefatos.

Tais grupos de ceramistas podem ser pensados sob dois ângulos. Em um deles é possível associá-los aos antigos caçadores e coletores do Planalto das Araucárias. Os caçadores adaptaram-se e mudaram sua relação com o meio e a própria subsistência. Em outra reflexão é possível pensar em um novo grupo social estabelecendo-se na região das araucárias e trazendo consigo novas formas adaptativas. Assim, desde 2000 antes do presente, a Floresta das Araucárias estava ocupada por caçadores produtores de cerâmica. Homens que coletavam grande quantidade de uma semente de modesto teor de proteína – o pinhão – e praticavam indícios de manejo de plantas. Embora não seja regra a dependência da agricultura e a produção de uma cerâmica simples, porém resistente, essa relação vinha acompanhada da seleção de plantas transformadas para fins medicinais, alucinógenos e de consumo.

A adaptação ao clima e ambiente, ou o próprio estilo cultural, fez desses homens grandes engenheiros. Algumas habitações eram construídas abaixo do solo, com túneis interligando as casas. As estruturas feitas no solo estão marcadas na paisagem até hoje. Essa foi uma das transformações físicas na paisagem mais lembradas pelos europeus e descendentes que ali se estabeleceram. Com a representação dos buracos de bugre, o imaginário europeu se desenvolveu sob o medo dos ataques dos nativos e sobre o fascínio pelas populações nativas.

Quanto às planícies florestadas da porção sul do Vale do Taquari, não se sabe exatamente quais grupos a ocupavam até a chegada dos guaranis. Talvez caçadores que, sem a opção dos campos abertos ou com a percepção do avanço da floresta subtropical sobre os pequenos nichos de mata, repaginaram as antigas formas de organização social.

A arqueologia demonstra que o período de ocupação guarani no Vale do Taquari é de 1,5 mil anos antes do presente. No Vale do Taquari, os indícios arqueológicos demonstram a preferência dos guaranis pelas terras baixas, ou melhor, as que acompanham planícies e várzeas férteis. Tais traços fazem referência a uma tradição iniciada na Amazônia para a ocupação desses agricultores e, por diversos fatores, reproduzida nos campos do sul.

Além das várzeas, largamente habitadas por guaranis, questiona-se sobre os limites de ocupação desse grupo. Em relação a isso sabe-se que as áreas de planalto não foram tomadas por guaranis, ao menos até o momento da conquista europeia. Entre os impactos causados pela ocupação guarani no território, a agricultura foi marcante para a paisagem do Vale do Taquari. Mesmo que caçadores horticultores – habitantes das florestas de araucárias – praticassem algum tipo de manejo de plantas, foram os guaranis que mais aproveitaram a floresta subtropical e o solo dessas regiões para a domesticação e a produção de alimentos.

Com o advento humano na América e as sucessivas invenções, a expansão de vegetais e introdução de novas plantas em territórios distintos acabaram por acrescentar novas paisagens aos lugares. Ou melhor, pode-se dizer que foi inaugurado com a sociedade guarani o intercâmbio de plantas de longa distância no Brasil.

A maior parte da paisagem constituía-se de mata. Portanto, as práticas agrícolas utilizadas pelos guaranis requeriam a limpeza do mato para a estruturação de um espaço de plantio. Sabe-se que muitas árvores foram retiradas para o estabelecimento de suas culturas. O principal meio utilizado para tal tarefa era o fogo, técnica conhecida nacionalmente como coivara. Ainda hoje, os agricultores ribeirinhos da Amazônia, assim como os pequenos agricultores do século XIX, até as décadas de 1950 e 1960 do Vale do Taquari, utilizavam a técnica. Além da derrubada do mato para as roças, a coivara buscava a fertilização do solo.

Os machados de pedra, polidos ou apenas lascados bifacialmente, também poderiam fazer o trabalho da derrubada de árvores. A pedra parece ter uma função bastante recorrente para a agricultura guarani e para a ação destes sobre a mata. Talvez mais recorrente do que a cerâmica guarani. A cerâmica foi e continua sendo o traço mais marcante da cultura guarani pré-histórica, estudado, como se sabe, pela arqueologia. Por sua vez, as peças líticas, aliadas ao fogo, foram instrumentos-chave para a derrubada do mato e a fertilização de solos pouco nutridos, tornando-se elementos relevantes para a agricultura. Da mesma forma, a manutenção da roça, feita pelas mulheres guaranis, e em menor escala pelos homens, dependia basicamente de artefatos feitos de pedra, como as enxós e enxadas, e da madeira para os cabos e para a criação de instrumentos, também confeccionados com instrumentos feitos de pedra.

Os territórios guarás, tekohá e teiî (guarani) ou emã e wãre (cainguangue) são os ambientes em que se estabelecem os diversos sistemas de representação e conexões entre o mundo natural (homens, animais, plantas) e o sobrenatural (espíritos humanos, espíritos animais e espíritos das plantas).

Na cosmologia indígena, a natureza não está subordinada ao homem, sendo fundamental o respeito à biodiversidade. Entre os guaranis que viveram no Vale do Taquari até praticamente o século XIX, e que na atualidade ainda não retornaram para esse tradicional território, a concepção existente para essa etnia é que tudo existente na natureza é dual, ou seja, são manifestações de seres cósmicos eternos. Sendo assim, a coleta (mel de abelha, frutos), o cultivo (mandioca, milho, abóbora), a caça (porco do mato, bugio) e a pesca (lambari, traíra) necessitavam de rituais envolvendo dádivas e reciprocidade para com a natureza antes de serem praticados.

Tratando-se dos cainguangues presentes no Vale do Taquari tanto no passado quanto na atualidade, acreditam que na linguagem dos pássaros, a coruja, por exemplo, pode trazer avisos de coisas boas ou não; da taquara, a fibra é utilizada para cestaria; os nós para a contagem do tempo; e o gomo para cortar o cordão umbilical dos recém-nascidos; com o banho no rio, o espírito das águas pode levar os males embora; e o etnoconhecimento de plantas, como a cancorosa, folhas de pitanga, entre tantas outras, possibilitam medidas medicinais pelos espíritos da mata.

Por fim, não é nossa intenção quantificar ou discutir quais os grupos étnicos que mais transformaram a natureza ou as tradições que se mantiveram ou foram reatualizadas, mas, sobretudo, levantar reflexões acerca das relações, principalmente dos indígenas para com esta. Isto é, tratando-se do Vale do Taquari, percebe-se que enquanto as discussões por parte da sociedade não indígena tornaram-se acaloradas nos últimos tempos em decorrência do Novo Código Florestal e criação de um Corredor Ecológico, na Terra Indígena Foxá, as lideranças perceberam e estão preocupadas como qualquer outra sociedade, bem como discutindo a redução das matas e, na Terra Indígena Linha Glória, as matriarcas do grupo encontram-se ansiosas com o que vai acontecer com os passarinhos, os tatus, as borboletas e o capim em decorrência da duplicação da BR-386. Portanto, as perspectivas da relação dos indígenas com a natureza tanto no passado quanto na atualidade realmente ainda continuam sendo outras.

Univates

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A mágica da natureza que reescreve sua história

segunda-feira, 16 de abril de 2012

 

 

 

 

Eis um grande milagre da natureza: a capacidade de se regenerar. A sucessão ambiental é o processo que automaticamente reconstrói um espaço destruído e remonta a fauna original. Sem qualquer ajuda, as plantas se renovam, basta sair de perto e deixar que a mata se erga outra vez. Na Univates, isso já ocorre com frequência, em diferentes pontos do campus de Lajeado.

São 72 hectares que abrigam a riqueza do saber e a fartura da diversidade natural. Nessas terras, espaços ocupados no passado se transformam em vegetação e se reorganizam. “É um processo que obedece a várias etapas. Primeiro, vem a vegetação rasteira, depois aquela que faz sombra e possibilita a vinda de outras árvores. Tudo ocorre de forma automática”, explica a bióloga Cátia Viviane Gonçalves.

Essa mágica natural é aplicada também na reconstrução de áreas de extração de terra. “A gente vê que havia vegetação no entorno, e aí começa a introduzir de maneira natural o reflorestamento.” Existem correntes dentro do estudo da Biologia que defendem a recuperação de uma área desmatada apenas com o isolamento dela. “Deixar fechado, sem pisoteio de animais. No caso de uma lavoura velha, não adianta isolar a área e deixar o gado lá dentro.” Os passos dos ruminantes afundam o solo, do qual pequenas plantas nascem. O ideal é fechar o terreno e deixar a vida se reorganizar.

 

Beira do rio

 

Processo semelhante de recuperação ocorre nas áreas que margeiam os rios. Em Áreas de Preservação Permanente (APP), a recomposição da mata ocorre de forma natural, sem a necessidade da interferência humana. “Uma proteção em volta já é o suficiente”, ensina a bióloga.

 

Não precisa nem de tutores – aqueles pauzinhos que amarram as mudas. Segundo a bióloga, o ideal é plantar mudas pequenas que crescem sozinhas. “Árvores menores são mais fortes e naturalmente brigam por seu espaço.” O mesmo acontece quando uma árvore tirada de uma estufa é colocada em um local a sol. A chance de a planta morrer é muito grande. A natureza é sábia no que se refere à reprodução. Ela mesma cria etapas para o desenvolvimento.

Faça você também

Quem tem um terreno um pouco maior e não sabe o que fazer com ele, pode deixá-lo isolado. Essa é uma alternativa de recuperar a vegetação. Primeiro nasce o capim, que mesmo sem valor aparente, representa nutrição para terra que vai receber novas plantas.

 

Rodrigo Nascimento
rodrigon@informativo.com.br

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Você sabe de onde vem a água?

quarta-feira, 21 de março de 2012

A quantidade de água existente no planeta é praticamente a mesma desde a sua formação. As moléculas de H2O estão em todos os estados físicos. Mas nem todo esse manancial serve para o consumo humano. A água doce corresponde a 2,5% do volume existente. Os outros 97,5% são de líquido salgado. A bióloga e professora da Univates Cátia Viviane Gonçalves explica que esse volume se mantém estável porque a água obedece a um ciclo contínuo. “O homem está no centro desse ciclo, pois representa todas as suas atividades, já que a água faz parte fundamentalmente da vida.”

 Como a água chega até a torneira

1 – Manancial

A água é retirada em estado bruto. Do total de água doce existente, 68,9% estão nas calotas polares; 29,9%, nos reservatórios subterrâneos; e apenas 1,2%  é água superficial.

 2 – Adução

É o caminho percorrido pela água bruta até a Estação de Tratamento de Água. Após esse processo ocorre a mistura rápida. Trata-se da adição de um coagulante para remoção das impurezas. A água, embora indispensável ao organismo humano, pode conter substâncias (elementos químicos e micro-organismos) que devem ser eliminados ou reduzidos a concentrações que não sejam prejudiciais à saúde. As Estações de Tratamento de Água (ETA) foram criadas para remover os riscos presentes nas águas das fontes de abastecimento por meio de uma combinação de processos e de operações de tratamento.

 3 – Floculação

É onde ocorre a aglutinação das impurezas.

5 – Decantação

É a etapa seguinte, em que os flocos sedimentam no fundo de um tanque.

6 – Filtração

É a retenção dos flocos menores em camadas filtrantes. Na sequência desse processo é realizada a desinfecção, em que é adicionado cloro para a eliminação de micro-organismos patogênicos.

7 – Fluoretação

Adição de compostos de flúor para prevenção de cárie dentária. Nas localidades atendidas por poços e fontes, geralmente a água subterrânea necessita apenas das etapas de desinfecção e fluoretação para torná-la potável.

 8 – Distribuição

Bombeamento para as redes e reservatórios de distribuição.

  Tratamento de água

A Corsan mantém o volume de água tratada dentro dos padrões de potabilidade exigidos pela Portaria 518/04 do Ministério da Saúde por meio do controle de qualidade realizado nas estações de tratamento de água e poços ou fontes. São 341 laboratórios físico-químicos e 171 laboratórios bacteriológicos. A companhia ainda conta com um laboratório central, o qual complementa a execução das análises exigidas pela legislação federal. Este é creditado pelo Inmetro de acordo com os critérios que garantem sua competência técnica.

 Como  ela volta ao meio ambiente

 O Ciclo Hidrológico é a contínua circulação da umidade e da água em nosso planeta. É o comportamento natural do líquido quanto às suas ocorrências, transformações e relações com a vida humana.

 1 – O ciclo tem início com a evaporação da água dos oceanos.

2 – O vapor resultante é transportado pelo movimento das massas de ar.

3 – Sob determinadas condições, o vapor é condensado, formando as nuvens que podem resultar em precipitação (chuva, neve, etc.). Esta que ocorre sobre a Terra é dispersada de várias formas. A maior parte fica temporariamente retida no solo próximo de onde caiu e retorna à atmosfera por evaporação e transpiração das plantas.

4 – Parte da água restante escoa sobre a superfície do solo, ou pelo solo para os rios, enquanto a outra porção, penetrando profundamente no solo, vai suprir o lençol d’água subterrâneo.

5 – Dos rios, as águas são descarregadas no oceano. A Bacia Amazônica sozinha é responsável por 16% de toda a água enviada ao mar pelos rios de todo o planeta.

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