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22 de março é o Dia Mundial da Água

quinta-feira, 21 de março de 2013

Tida como recurso essencial para a manutenção da vida na terra, a água está se tornando o centro das atenções em debates e reuniões quando o assunto é sustentabilidade. A preocupação é tanta, que fez com que a ONU – Organização das Nações Unidas – definisse o ano de 2013 como o Ano Internacional de Cooperação pela Água. Além disso, no dia 22 de março é comemorado o Dia Mundial da Água, estabelecido desde 1992.

Abundante em algumas regiões e escassa em outras, atualmente 145 países tem que compartilhar uma grande bacia hidrográfica com pelo menos mais uma nação. O consumo não planejado e o crescimento da população, estão deixando estudiosos e cientistas atentos a uma possível escassez.

Foi por isso que em 2005, a ONU lançou a resolução Década Internacional para Ação “Água, Fonte de Vida”, que deve durar até 2015. A resolução afirma que o objetivo principal da Década deve ser um foco maior nas questões relacionadas à água em todos os níveis, bem como na implementação de programas relacionados à água de forma a atingir os objetivos acordados internacionalmente sobre questões ligadas à água contidos na Agenda 21, nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas e no Plano de Implementação de Johannesburgo.

Em dezembro de 2010, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 2013 como o Ano Internacional das Nações Unidas da Cooperação pela Água. Foi decidido que o Dia Mundial da Água 2013, celebrado em 22 de março, também terá como tema a Cooperação pela Água. A campanha, que é coordenada no Brasil pela Unesco, tem cinco objetivos estratégicos:

1.    Conscientizar sobre a importância, os benefícios e os desafios da cooperação em questões relacionadas à água;
2.    Gerar conhecimento e construir capacidades em prol da cooperação pela água;
3.    Provocar ações concretas e inovadoras em prol da cooperação pela água;
4.    Fomentar parcerias, diálogo e cooperação pela água como prioridades máximas, mesmo após 2013;
5.    Fortalecer a cooperação internacional pela água para abrir caminho para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável defendidos por toda a comunidade que trata sobre água e atendendo às necessidades de todas as sociedades.

Entende-se que a cooperação pela água é crucial para a erradicação da pobreza, a igualdade social e a igualdade de gênero. O acesso à água potável é a fundação para a realização das necessidades básicas humanas e contribui para o alcance de todos os objetivos de desenvolvimento do milênio. A governança inclusiva e participativa da água e a cooperação entre diferentes grupos podem ajudar a superar a desigualdade no acesso à água e assim contribuir para a erradicação da pobreza e para a melhoria das condições de vida. A cooperação pode levar a um uso mais eficiente e sustentável dos recursos hídricos como, por exemplo, por meio de planos de manejo compartilhado que criam benefícios mútuos e melhores padrões de vida.

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terça-feira, 20 de novembro de 2012

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Código Florestal: Florestas vetadas

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

No apagar das luzes desta quarta-feira, o governo federal anunciou o veto parcial à Medida Provisória do Código Florestal, encerrando mais um capítulo de desmonte da legislação ambiental brasileira e passando um claro recado àqueles que por anos desmatam nossas florestas e apostam na impunidade: o crime valeu a pena.

Mesmo com os vetos, a lei mantém a anistia. O perdão a quem desmatou ilegalmente permanece com o estabelecimento de limites menores de recuperação a quem derrubou floresta até 2008. Além disso, com a nova lei a insegurança jurídica no campo continuará. A norma tratará como desigual proprietários que tenham as mesmas condições, o que pode causar questionamentos na Justiça. Infelizmente, mesmo com vetos, o novo Código Florestal deixa de ser uma lei das florestas para ser uma legislação que consolida desmatamentos ilegais.

“Apesar dos avisos de cientistas e estudiosos sobre o assunto, e da clara oposição de vários e diferentes setores da sociedade, Dilma escolheu o caminho do retrocesso ruralista. Durante todo o processo de desmonte da lei ambiental, o governo foi omisso ou foi conivente com a proposta do que existe de mais atrasado no agronegócio brasileiro”, diz Marcio Astrini, da campanha Amazônia do Greenpeace.

Daqui em diante, o país deixa de ter uma das legislações florestais mais modernas do mundo para dar lugar a uma lei sob medida para os interesses de um agronegócio ávido por expandir-se sobre áreas de floresta. A legislação virou uma colcha de retalhos em que o agronegócio – não a floresta – é a questão central. Além da anistia a desmatadores ilegais, a nova lei beneficia grandes latifúndios e traz brechas legais para mais devastação propositalmente deixadas na nova lei.

“A questão ambiental vive um de seus piores momentos sob a tutela do atual governo. Nunca vimos tantas más notícias vindas do Planalto em tão pouco tempo de gestão”, afirma Astrini.

Nos últimos dois meses, o desmatamento na Amazônia, maior floresta tropical do mundo, voltou a crescer, se comparado com o mesmo período do ano passado. Em agosto, houve um aumento de mais de 200% nas derrubadas. Nos últimos 50 anos, a Amazônia já perdeu mais de 720 mil km2, uma área equivalente à soma dos estados de Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Os problemas em relação à ofensiva de desmatamento sobre as florestas estão apenas começando. A bancada ruralista já ataca também as unidades de conservação, as terras indígenas e quilombolas e a revisão dos índices de reforma agrária. O aumento no uso de agrotóxicos, a ampliação dos limites para a compra de terras por estrangeiros no país e, até mesmo, o enfraquecimento da legislação trabalhista no campo também estão na mira do agronegócio. “A agenda ruralista sempre foi clara. A diferença é que agora encontraram um governo disposto a barganhar com essa agenda”, diz Astrini.

As florestas são fundamentais para assegurar o equilíbrio do clima, a conservação da biodiversidade e o sustento de milhões de pessoas que dela dependem diretamente para sobreviver. No Brasil, essa vegetação é responsável por grande parte das chuvas que irrigam nossas plantações e que abastecem nossos reservatórios de água. Além disso, com o que já temos atualmente de terras abertas, podemos duplicar nossa produção de alimentos sem precisar derrubar mais nenhum hectare de floresta. Há atualmente mais de 30 milhões de hectares de terras degradadas somente pela pecuária improdutiva.

Para assegurar a proteção das nossas florestas é urgente que o Brasil tenha uma lei de desmatamento zero. Essa lei de iniciativa popular já conta com o apoio de quase 600 mil pessoas que assinaram a petição. “O texto escrito pelos ruralistas e aprovado pelo Planalto não traz regras para aumentar a proteção ambiental ou combater o desmatamento. Eles fizeram uma lei para o desmatador. Faremos uma lei pelas florestas.”

Fonte: Greenpeace

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Trabalho que aproxima homens e animais

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

 

Alguns animais sempre foram meios de transporte para os homens. Mas na propriedade do entregador de jornal O Informativo Vitor Hugo Mello Augustin (39), os animais também servem para aproximá-lo das pessoas e estar em contato com a natureza. Ele mantém em sua chácara, no Bairro Igrejinha, Lajeado, três cavalos petiços, dois jumentos e cachorros. Os cavalos puxam uma carroça, no estilo “Cedelinho”, que pode carregar adultos e crianças. Essa carroça já serviu para transportar noivos, em Progresso, que comemoravam bodas de diamante (60 anos de casamento). Mas o meio de condução é preferido mesmo pelos pequenos. “Muitas creches me contratam para levar as crianças. Elas adoram, aprendem a valorizar os animais, sempre com todo o cuidado e bastante segurança”, salienta Augustin.

 

O dinheiro que o entregador de jornal ganha com os animais ele reverte em bons cuidados aos próprios bichos e melhorias na propriedade. De tanto lidar com eles, Augustin se apegou. Cavalos, ele sempre teve, mas resolveu aumentar a quantidade de animais para se aproximar dos filhos. A tática deu certo. Enquanto ele trata, encilha, tira e coloca os bichos no potreiro, estreita o relacionamento com Weslei (11), Tainã Monique (16), Estefani Jordana (14), Isadora (4) e a enteada Vitória (5). “Os animais têm a capacidade de aproximar as pessoas e ajudam a gente a fazer novas amizades. Por causa das trilhas com a minha carroça, eu estou sempre conhecendo gente e frequentando outros lugares.”

 

Augustin ainda sonha ampliar o projeto. Há pouco mais de um ano, ele planeja criar um parque de animais, tanto que já solicitou à Prefeitura de Lajeado uma licença para este fim. O alvará ainda não saiu, mas a proposta se mantém de pé.
O entregador de jornal gostaria de fazer dos animais um instrumento de educação, lazer e contato com o meio ambiente. “Toda pessoa que se cria no meio dos animais e tem um pouco de coração se apega aos bichinhos. O animal te conquista. Hoje, basta um assovio e eles vêm correndo ao meu encontro. Eu sei que é preciso entendê-los para que depois eles me entendam”, ensina Augustin com a sabedoria adquirida no convívio com as pessoas e os animais.

 

Cintia Marchi
cintia@informativo.com.br

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Fauna aquática: poluição constante mata peixes

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Encantado, Estrela, Lajado, Forquetinha, Santa Clara do Sul, Muçum e Cruzeiro do Sul registraram denúncias de poluição em seus arroios que resultaram em morte de peixes em 2012. O dado é confirmado pela patrulha ambiental do GPA. De acordo com o solado Dari Júlio Scherer, responsável pelo monitoramento de 40 municípios da área baixa da Bacia Taquari-Antas, não existe um número fechado da mortandade de peixes. Mas ela existe e é motivo de ação constante dos policiais.

Os agentes mais poluentes são os dejetos dos chiqueiros e aviários, que por falta de cuidado dos produtores, caem dentro dos arroios. Os arroios são os galhos que se ligam ao tronco do Taquari. Nesses “galhos” que fica a podridão poluente. Neles que ocorre a mortandade de peixes. “Instalações malfeitas e a falta de preocupação com a água resultam nesse problema.”
Algumas empresas também depositam seus efluentes – água suja da produção – dentro dos arroios. Em épocas de seca, a vazão da água suja chega a ser maior do que da própria nascente. “É visível e não há como não notar o descumprimento da lei que proíbe a poluição da água”, completa o solado Dari.

 

Os peixes do Vale

Existem cinco espécies nativas de peixes nos arroios e dentro do Rio Taquari na região. Peixes nativos são aqueles que naturalmente se criam na água, sem a interferência humana. São eles pintado, piava, jundiá, cascudo e grumatã. Os lambaris estão entre os nativos e os exóticos, porque algumas subespécies desse peixe nasceram em açudes, que quando abertos os conduzem para dentro dos arroios e rio. Já a carpa é natural de tanques. Ela é encontrada dentro dos arroios nas mesmas circunstâncias do lambari.

 

Como acontece a morte dos peixes

Quando a quantidade de poluição, ou matéria orgânica decomposta, como fezes e os próprios peixes mortos, aumenta, o nível de oxigênio dentro da água cai. Com menos oxigênio, não há vida dentro ou fora da água. A maioria dos peixes que morrem dentro dos arroios tem esse trágico fim por causa da falta de oxigênio.

Um exemplo de falta de oxigênio que causou um desastre natural, matando toneladas de peixes, foi a poluição do Rio dos Sinos, em 2006, que atingiu níveis tão elevados de efluentes que impossibilitou a vida dos alevinos. As imagens rodaram o mundo e chamam a atenção do papel fiscalizados da comunidade. “Todos somos fiscais e todos temos o dever de acionar a patrulha quando se vê alguma irregularidade”, afirma o soldado.

 

Custa caro matar os peixes

O artigo 54 da Lei 9.605 estabelece prisão de um a quatro anos para quem comete crime ambiental, no caso, a poluição de arroios e rios. Além da prisão, quem polui é punido de forma administrativa com uma multa que vai de R$ 50 mil a R$ 50 milhões – dependendo da quantidade de peixes mortos e o impacto
disso na vida natural.

 

Poluição compete com a piracema

 

Perto da piracema, época em que os peixes se reproduzem, a quantidade de flagrantes de poluição se torna um problema a mais para a sobrevivência das espécies. Além de conviver com a pesca ilegal nesse período, o grande depósito de matéria orgânica nos leitos dos arroios e rios dificulta o nascimento de novos peixes.

Na piracema, que ocorre de novembro a 31 de janeiro, os machos sobem o rio atrás das fêmeas que colocam os ovos. Por isso, a pesca nesse período fica restringida a algumas áreas do rio – com limites de margens e barragens – onde as fêmeas e os filhotes se concentram.

 

Rodrigo Nascimento
rodrigon@informativo.com.br

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Abandono de animais:um problema constante

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

 

Se andarmos pelas ruas das cidades e observarmos além do habitual, veremos uma situação preocupante. É visível o número de animais abandonados perambulando pelas vias. Bichos magros, que não recebem apoio e, muitas vezes, com donos que não se preocupam em mantê-los em boas condições. Acontece que cães e gatos sem cuidados podem adquirir parvovirose, cinomose, leptospirose, babesiose, giardíase, sarna, entre outros, inclusive doenças que podem ser passadas para humanos. 

  

A dirigente da Equipe de Controle Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente de Lajeado, Juliana Fava e Silva, explica que para evitar essas moléstias, é essencial a vacinação e cuidados básicos dos animais. “A falta de respeito das pessoas aos animais deixando-os expostos ao tempo, sem abrigo, sem alimentação e água, e até mesmo abandonando-os, é uma situação preocupante. As pessoas devem ter cuidados com seus animais, e isso é uma obrigação imposta pela legislação”, diz. O abandono e a falta de cuidados deixam os animais expostos a tudo que tem relação direta a zoonoses, que são doenças transmitidas ao homem. “Então, a conscientização da população sobre a posse responsável é importante para garantir não só a saúde animal, mas também a saúde humana”, fala. 

Ela cita ainda a Lei Municipal nº 7.960, de 15 de janeiro de 2008, no artigo 13, que é de responsabilidade dos proprietários a manutenção dos animais em perfeitas condições de alojamento, alimentação, saúde e bem-estar. Ainda as providências pertinentes à remoção dos dejetos por eles deixados em vias públicas e em locais particulares que possam gerar incômodo aos vizinhos, ficando o proprietário sujeito a penalidades previstas. Além disso, manter animais em lugares anti-higiênicos ou que lhes impeçam a respiração, movimento ou descanso, ou os privem de água ou luz, é considerado maus-tratos. 

Cuidados

Ao decidir ter um animal de estimação, a pessoa deve estar ciente de suas responsabilidades, ou seja, são responsáveis pelos mesmos até o final de sua vida. Os proprietários devem conhecer as necessidades básicas do animal quanto à alimentação, comportamento, higienização do bicho e do local que está alojado, sendo que é necessário sempre manter a carteirinha de vacinação e desverminação atualizada, seguindo orientação de um médico-veterinário. “Além disso, é necessário esterelização ou cuidados básicos para evitar uma cria indesejada”, aponta. 

Trabalho voluntário para salvar os bichos 

Há dez anos, Maria Izabel da Silva viu uma cena que a deixou consternada. Uma mulher batia com raiva em um gato. Apavorada, ela procurou alguém que protegesse os animais da ira e do descaso de alguns humanos. Como não achou, ela teve a ideia de fundar uma entidade. Então, em 4 de outubro de 2002 surgia a Associação de Proteção aos Animais São Francisco de Assis (Apasfa), de Lajeado. 
Hoje, atuando como presidente, Maria Izabel lembra que foi a pioneira na área. “Depois disso, outras associações na região surgiram, e a nossa é uma das poucas que ainda não têm um canil adequado para abrigar os animais”, fala. O espaço que a associação possui é uma espécie de canil improvisado, construído pelas voluntárias, com seis baias. Atualmente são cerca de 150 cachorros e 70 gatos que também ficam nos chamados lares de passagem, que são as casas de voluntários que abrigam os bichos até a adoção. Na casa da presidente são 20 cachorros e dois gatos. 
Depois da associação criada, Maria Izabel pode ver que os maus-tratos vão além do que ela imaginava. “Vemos muitas coisas por aí, sem falar que o abandono é imenso. São várias as vezes que simplesmente deixam animais no pátio da minha casa”, narra. Para tentar amenizar o problema, a presidente pede que as pessoas denunciem quando virem alguém abandonando um animal, atitude esta que tem aumentado com o passar dos anos. “É crime! Anote a placa e denuncie”, fala, lembrando que a Apasfa está precisando de voluntários que possam abrigar animais até a adoção. 

Maltratar animais é crime! 
Confira o que diz o artigo 32 da Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, sobre o assunto. 
“Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: 
Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa. 
1º – Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. 
2º – A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.” 
Responsabilidade 

Ter um animal em casa requer responsabilidade. “Ele precisa comer, tomar água, fazer suas necessidades fisiológicas e, provavelmente, pode estragar os móveis ou as plantas. E não adianta bater, para educar tem que ser com carinho e amor”, orienta. Também é necessário que o bicho seja castrado e receba todas as vacinas. 

Como adotar?  

O Centro de Controle de Zoonoses e Vetores (CCZV) de Lajeado realiza o recolhimento de caninos de rua, ou seja, sem proprietário conhecido, em situações críticas e necessitando de cuidados veterinários. Para dar o início a este processo de recolhimento, qualquer pessoa pode fazer a solicitação de serviço por telefone ou pessoalmente na Secretaria do Meio Ambiente. Após a solicitação, é realizada vistoria para avaliação e cuidados do canino. Depois dos procedimentos e sendo atestada a aptidão, os animais ficam disponíveis para adoção. 
As adoções ocorrem por meio do Programa Adote um Amiguinho, e a pessoa interessada deve levar CPF, carteira de identidade (RG) e comprovante de residência. O cãozinho pode ser levado na hora. O local para adoções é na Avenida Benjamin Constant, s/nº, no Bairro Conventos. Já o horário é de segunda a quinta-feira, das 8h30min às 11h30min e das 13h30min às 16h. Nas sextas, das 8h30min às 13h, sem fechar ao meio-dia. As visitações podem ser feitas de segunda a domingo, das 8h30min às 11h30min e das 13h30min às 17h. 

 

Bruna Lovato
brunal@informativo.com.br 

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Fauna silvestre: O papel dos animais no meio ambiente

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Os animais não estão no planeta por acaso. O biólogo Hamilton Grillo argumenta que a fauna silvestre presta, gratuitamente, serviços ambientais e outros de extrema importância para o planeta e para nós, humanos. “A fauna fornece alimento, aduba, ara e planta solos, incrementando a instalação de comunidades vegetais e recuperando áreas de solos degradadas. Auxilia a conservação de mananciais hídricos. A fauna poliniza, aumentando a produção agrícola e de vegetação nativa. Pode controlar vários tipos de pragas agrícolas ou urbanas – desde que estudadas suas necessidades biológicas e ecológicas e, a partir daí, estabelecidas técnicas de manejo”. Grillo complementa que os animais ainda têm sido fonte de conhecimento e produção de medicamentos importantes aplicados na manutenção da saúde humana, especialmente em doenças do coração.

 

“Se considerarmos as estimativas de valor para os serviços ambientais que os diferentes ecossistemas (e como parte imprescindível deles, a fauna) prestam para a humanidade, são cerca de US$ 33 bilhões anuais que a natureza fornece, tentando manter o planeta vivo, enquanto a humanidade, e seu estilo vaidoso de viver, faz exatamente o oposto”, compara o biólogo. Grillo chama a atenção, inclusive, para a conservação ambiental, quando ressalta que muitos dos ecossistemas se encontram em estado crítico de funcionamento. “Para os que só conseguem entender o mundo através da luz polarizada das cifras, este valor parece razoavelmente substancioso para pensar conservação e uso racional da fauna, da flora, da paisagem.”

 

Ciclo

A fauna silvestre é transformadora da matéria orgânica quando se alimenta de outro organismo ou serve de alimento, quando ingere e digere animais e plantas mortos e quando produz fezes e outros subprodutos da fisiologia de seu organismo. Quando um animal se alimenta de outro, transforma a matéria digerida do outro em seus próprios tipos de matéria corporal. A fauna silvestre também é transportadora de energia por meio de um ecossistema e mesmo entre ecossistemas diferentes (deslocamentos e migrações).

 

Museu de Ciências Naturais da Univates

 

A estruturação do espaço iniciou-se em razão da necessidade, surgida em meados de 1989, de organizar material didático e depositar objetos do acervo utilizado nas disciplinas de Zoologia, Botânica e Geologia dos cursos de Ciências. O centro abriga setores de pesquisa e possui sala de exposições aberta ao público, de segunda a sexta-feira, nos turnos da manhã, tarde e noite. As visitas podem ser agendadas pelo (51) 3714-7000, ramal 5504.

 

Susana Leite
susana@informativo.com.br


 

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Tração animal: Cavalo força no trabalho e amizade com o homem

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A vida do pedreiro Armindo Wiland (55) mudou drasticamente quando um problema de coluna o impediu de assentar tijolos na construção civil. Sem condições de fazer força, ele pensou: “Preciso de cavalos para me ajudar. Eu não tenho carro, não sei dirigir e preciso ganhar dinheiro”. Há 15 anos, ele optou por essa lida. 

Sabendo da importância dos companheiros Tostado e Baio, seu Armindo fez até uma escala de trabalho para os animais – um trabalha de manhã, e o outro, à tarde. “Tudo para não cansar demais. Como que se pode maltratar o que lhe dá o pão de cada dia?”, indaga. Armindo coleta papelão e outros materiais de reciclagem. Usa a carroça com a alternância de cavalos para recolher a matéria-prima do trabalho. 

O custo é alto. O ex-pedreiro compra ração, milho e complementa a refeição de Tostado e Baio com pasto. Tratar bem é respeito, não medo. Não há limite quando se ama o que se faz e quando se gosta dos colegas de trabalho Baio e Tostado. 

Armindo já viu gente maltratando cavalos. Ele explica que em Lajeado presenciou, há algum tempo, um proprietário surrando o bicho que estava doente. “Ele batia em cima das feridas do cavalo. O animal caía no chão de tanto apanhar”, lamenta. O carroceiro nunca mais viu o animal que apanhava, acha que deve ter morrido. 

A paixão de Armindo por seus colegas de trabalho é tanta que no fim de semana tem até outra condução para se locomover. No domingo, ele desfila de charrete com Baio e Tostado. Exibe seus animais, motivo de seu orgulho. 

Projeto de lei não sai do papel 

   

A secretária substituta de Meio Ambiente de Lajeado, Andréia Vieira Brisolara, explica que a cidade não tem uma lei que regulamenta – com regras claras – a utilização de animais para tração. “O município usa uma legislação federal, que prevê o resguardo da saúde do animal. O que fazemos também é verificar as condições a que ele é submetido”, explica. 

Assim como seu Armindo, Andréia já presenciou maus-tratos com cavalos. Em 2010, um animal teve de ser recolhido para tratamento. Logo após ele morreu. Quem sabe foi o mesmo que o carroceiro viu apanhando. 

Em 2009, um projeto de lei da Câmara de Vereadores de Lajeado tentou regulamentar o uso de cavalo na cidade. Na Lei CM Nº 010-01/2009, o município teria que cadastrar os animais para o controle do uso, com a inclusão de um chip de identificação. O cadastro seria gratuito, e os animais seriam monitorados quanto à utilização. Isso quer dizer que teriam jornadas de trabalho e cuidados especiais quando circulando pela cidade puxando carroças. 

Contudo, o projeto não vingou. O Legislativo retirou da votação a pauta. “Hoje, a gente controla a saúde dos animais e trabalha com denúncia. Quem vê maus-tratos tem que nos avisar”, avisa a secretária. 

Como cuidar de um cavalo que trabalha

  

Assim como qualquer trabalhador, quem executa uma atividade profissional tem que ser remunerado. No mundo dos cavalos, a remuneração entra como bons tratos e cuidados especiais, que começam na carga que ele pode transportar. 

Para o veterinário Luiz Clos Vallandro Marçal, um cavalo que pesa 300 quilos não pode carregar mais de cem – isso contando a carroça. “Se bem cuidado, ele pode trabalhar até oito horas por dia”, explica. O bicho que fica na lida oito horas tem que no mínimo descansar por 11 horas. A próxima jornada, só no dia seguinte. Cavalo não faz hora extra, e não dá só para cuidar da alimentação – que é muito importante. As partes locomotoras – as patas – são vitais para o animal. 

 ”Cavalos precisam estar com cascos bem aparados e também com ferraduras nas quatro patas. As vacinas têm que estar em dia. O uso de minerais na alimentação é importante. Eles precisam de força”, diz o veterinário.

 Fortes e frágeis 

Mesmo que o cavalo seja o símbolo da força, da virilidade e até da bravura, e eles são tudo isso, esses animais são dóceis e sensíveis. Captam o que os rodeia e mantêm uma espécie de comunicação extrassensorial com o dono. “Eles são bravos na forma de coragem em relação a cuidados, mas são animais que necessitam de carinho”, justifica o doutor Marçal. 

   

Burros de “carga” 

  

No que se refere aos maus-tratos, o veterinário que trabalha em Encantado, mas atende todo o Estado, conhece a realidade dos equinos. Ele conta que no Vale do Taquari, os registros de trabalho forçado e violência contra os cavalos são poucos. “É claro que existe, assim como em todo o país. Mas na região esse comportamento não é característico.” 
O veterinário diz que quando o cavalo é explorado, ele perde a característica de amigo do homem – dividida com os cães – e se torna “um burro de carga” apenas. “O cavalo, em sua plenitude, vai além do trabalho. Ele é um amigo fiel para toda sua vida. Já dizia Andy Adams: ‘Provavelmente esqueceremos alguns amigos e alguns rostos, mas alguns cavalos, seguro que nunca’.” 

Rodrigo Nascimento
rodrigon@informativo.com.br

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Pomar: Uma fruteira nos fundos de casa

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Bergamotas, goiabas, araçá, figo, jabuticaba, banana, diversos tipos de laranjas e até frutas mais exóticas como lichia, pitaya e pomelo integram o pomar de Helena Weizemann (55). Há mais de 15 anos morando em Forqueta, interior de Arroio do Meio, ela cultiva as delícias por puro prazer e gosto por frutas. Ainda, a produtora não abre mão de alimentos naturais, sem uso de agrotóxico.

Desde pequena, ela gosta de frutas e de ter uma variedade delas em casa. “Antes de 1960, quando ocorreu a chamada revolução verde, em que se desmatou muito para plantar soja e milho, tínhamos de tudo em casa. É algo que está na minha formação”, lembra. Hoje, ela não consegue calcular quantos pés tem nos fundos de casa. “Optei por ter uma variedade grande, não só por que gosto, mas também por a maioria ser estacional. O plantio de frutas também permite que se possa alternar com outras culturas”, diz.

Combate

Para combater as conhecidas moscas das frutas, que estragam o alimento, Helena utiliza uma solução caseira. Ela pendura garrafas PET nas árvores e, dentro, coloca melado. “A mosca sente o cheiro, entra na garrafa e fica grudada no melado. Assim, ela nem chega perto da fruta”, explica. A medida é para evitar o uso de veneno e garantir um alimento saudável. “Nas hortaliças que temos aqui, também não usamos”, conta, lembrando que os produtos são, na maioria, para consumo próprio, mas também vendidos na Feira do Produtor Rural, em casa e utilizados na merenda escolar das instituições do município.


Bruna Lovato
brunal@informativo.com.br

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Bate-papo ambiental: O flagelo das enchentes em sala de aula

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Dando sequência a proposta do Meio Ambiente na Escola em 2012, a equipe do Informativo esteve em Cruzeiro do Sul, com uma das personagens da edição de agosto

A vida da família de Ana Maria Koch (relatada nas páginas 6 e 7) esteve aberta para as turmas do primeiro ano do Ensino Médio da Escola Estadual João de Deus, em Cruzeiro do Sul. Em pouco mais de 50 minutos, ela narrou a experiência devastadora da última enchente, comoveu e promoveu a indignação de alguns alunos.

Para a professora de biologia, Graziela Both, o bate-papo ambiental tem o poder de transformar. “Esses são assuntos que estão sempre em sala de aula, mas sempre é difícil aproximar a realidade. Com essa experiência proposta pelo O Informativo, ajuda a sensibilizar e conscientizar nossos alunos.” O auditório da escola ficou lotado para sentir o que a reportagem não consegue transmitir: emoção ao vivo. 

 

Confira a matéria na edição de agosto do Meio Ambiente na Escola

Rodrigo Nascimento
rodrigon@informativo.com.br

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