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Cuide bem da Natureza

sexta-feira, 11 de abril de 2014

“Hoje acordei cedo, contemplei mais uma vez a natureza.
A chuva fina chegava de mansinho.
O encanto e aroma matinal traziam um ar de reflexão.
Enquanto isso, o meio ambiente pedia socorro.
Era o homem construindo e destruindo a sua casa.
Poluição, fome e desperdício deixam o mundo frágil e degradado.
Dias mais quentes aquecem o “planeta água”.
Tenha um instante com a paz e a harmonia.
Reflita e preserve para uma consciência coletiva.
Ainda há tempo, cuide bem da natureza.”

Poema: Gleidson Melo

Fonte: http://pensador.uol.com.br/poemas_sobre_meio_ambiente/


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O calor e o comportamento humano

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Se na natureza, o efeito verão provoca transformações, na vida dos homens também. De acordo com a psicóloga Adriana Maria Pivatto, sempre que se pensa ou se ouve alguém falar em verão, perpassa no pensamentos a imagem do calor, sol, praia, piscina, festas e corpo malhado. “Partindo disso, nossos comportamentos também acabam sendo modificados a fim de nos ‘adaptarmos’ à nova estação calor”, explica.
Segundo ela, pode-se dizer que todo comportamento é uma ação do organismo diante de uma determinada situação. “Assim, se durante o inverno permanecemos mais isolados, abusando de alimentos calóricos, não realizando atividades físicas, o estímulo do verão, que pede roupas leves, com o corpo mais exposto, uso de biquíni, por exemplo, faz com que a nossa preocupação com a aparência aumente consideravelmente.” Como consequência, o organismo se mobiliza a fim de adotar novos comportamentos que venham ao encontro da nova realidade do ambiente, no caso, o verão e o calor.
“Então, percebemos as pessoas iniciando dietas, indo para a academia, andando de bicicleta,  jogando futebol aos domingos, fazendo caminhadas no fim de tarde.” A psicóloga explica que ao “ver” os resultados, ocorre uma elevação da autoestima, o que leva a pessoa a se sentir melhor e mais alegre para sair com os amigos, entrar naquele vestido do Réveillon passado, colocar um biquíni novo, frequentar a piscina do clube. “E como os dias estão mais longos, curtir no fim de tarde um gostoso happy hour com agradáveis companhias.” Assim, o estímulo do verão é o principal responsável pela mudança do comportamento das pessoas nesta época do ano.
“Nosso comportamento nunca é uma ação isolada, e sim uma relação com precedentes e com consequências que modificam o organismo e o ambiente”, pontua Adriana. Portanto, qualquer pessoa que queira modificar seus comportamentos pode aproveitar o estímulo do calor para fazer as coisas. “Pois é no verão que tudo de bom acontece ou começa a acontecer”, convida.
Rodrigo Nascimento
rodrigon@informativo.com.br
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Efeito do verão:Tempo de transformação e calorão aos seres vivos

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A explicação sobre calor é um tanto quanto complicada. De acordo com a bióloga Cátia Viviane Gonçalves, calor é transferência de energia, e se alguém contasse que quanto mais baixa for a temperatura ambiente, mais calor há; e que quando a temperatura ambiente sobe para valores próximos à temperatura corporal, o mal-estar associado deve-se não ao excesso, mas sim à falta de calor, isso certamente chamaria a atenção. “Pois, cientificamente falando, é exatamente isso que ocorre no caso dos organismos homeotérmicos, como o do ser humano”, explica.

Quando a temperatura ambiente sobe acima da temperatura ideal, há uma redução na diferença de temperaturas entre o organismo e o ambiente. Isso gera uma redução da taxa de calor dirigida ao ambiente. “Para evitar esse aumento de temperatura, o organismo reage de forma a reduzir o máximo possível seu metabolismo, o que aumenta o desânimo nos dias quentes.” A reação no corpo humano é suar. O corpo precisa “se molhar”. Com a saída e evaporação do suor, o corpo consegue eliminar calor, equilibrar energia e aguentar as altas temperaturas.
Com os animais, a atenção está ligada ao bem-estar. Os cães não transpiram como nós. A respiração é a única forma de controlar o processo de refrigeração e manutenção da temperatura corpórea ideal. Por isso, quando submetidos a calor intenso ou situações de estresse, os cães podem não ter condições de perder calor e entram num processo conhecido como hipertermia. “O primeiro sinal que o animal precisa de resfriamento é quando se mostra muito ofegante. No quadro de hipertermia, a temperatura corporal pode atingir até 42°C, provocando vômitos, coagulação intravascular disseminada, edemas pulmonares, parada cardíaca e até mesmo chegar ao estado de coma,” explica o médico-veterinário Marcelo Quinzani.
Durante o verão também é mais comum a proliferação de pulgas e infestação por carrapatos. Nesse período, os banhos devem ser mais frequentes, pois diminuem o período de ação da maioria dos produtos usados no controle dos ectoparasitas. Neste caso, manter a pelagem do animal curta ajuda na visualização dos possíveis parasitas. “Na hora do banho é preciso observar se existe ou não a presença de parasitas, possíveis lesões por picadas, áreas avermelhadas pelo corpo ou mesmo hematomas” recomenda o veterinário. “No caso da presença de pulgas ou carrapatos, deve-se procurar um veterinário para fazer a indicação da aplicação dos preventivos e antiparasitários e de exames de sangue, se necessário.”
As plantas no verão precisam de muita água. Espécies de flores desabrocham na estação mais quente do ano, mas precisam do líquido que sai da terra para se recompor. “Cuidado para molhar as plantas no início da manhã ou no fim da tarde, quando já não tem mais sol, senão perdem bastante água com evapotranspiração”, recomenda a bióloga Cátia. No mais, é aproveitar as férias escolares que vêm chegando, mantendo o corpo e a natureza em sintonia com o sol mais quente.

Rodrigo Nascimento
rodrigon@informativo.com.br 

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Saúde da terra: Solo saudável é úmido, com ar e vitaminado

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Você deve estar se perguntando: a Terra fica doente? Sim, ela fica, às vezes, é doente de natureza. Na verdade, o termo doença atualmente é utilizado para descrever um solo que sofreu com uso de agrotóxicos e produtos químicos da indústria. Mas o solo também sofre de outras maneiras. De acordo com o mestre em agroecossistemas André Michel Müller, a formação rochosa e geográfica de determinadas regiões é que diz qual a qualidade da terra em que se pisa ou se planta. “Alguns autores defendem que solos doentes são solos contaminados. Existem solos férteis e inférteis. E também aqueles que sofrem com a atuação do homem e da agricultura”, explica.

Como descobrir a “saúde” do solo?

Existem algumas formas bem fáceis de saber se a terra está bem, sem problemas. A análise visual é uma delas. O engenheiro-agrônomo da Emater/RS-Ascar Ricardo Martins explica que ao retirar do solo uma pequena porção de terra, usando um anel metálico, é possível identificar a formação do solo. “Quanto mais fofa for a terra, melhor nutrida ela está”, diz. A amostra retirada do solo tem que ter umidade e pouca densidade – a terra não pode estar muito compacta.

De acordo com ele, a composição correta do solo é 50% de material mineral; 25% de água e 25% de ar. Dentro do material mineral está a composição orgânica, que pode ser formada por folhas mortas. Outra forma de analisar a terra é cavando uma pequena trincheira. Com a pá se sente: a terra precisa ser mais compacta na superfície e mais aerada nas camadas inferiores.

O engenheiro diz que todo o solo é “bom” por natureza, mas sofre influência das camadas inferiores formadas por rochas. “Na nossa região, a rocha é o basalto. Ele dá aos solos  fertilidade natural. O basalto está mais presente em solos de várzea, aqueles que desceram das encostas para o vale. Os terrenos próximos do rio e dos arroios são normalmente mais férteis”, compara. Por conta disso, o Vale do Taquari é classificado como terceiro vale mais fértil do mundo.

Sintomas

As próprias plantas dão os sinais da saúde da terra. Quando “falta” ou “sobra” algum componente na terra, o que está acima dela dá o sintoma. Em solos compactos, é comum perceber a presença da guanxuma – uma planta difícil de sair. Em solos com muita acidez, que pode ser a presença excessiva de algum mineral, a barba-de-bode se procria. E quando a terra tem nutrientes demais, como alumínio em grandes quantidades, as samambaias deitam e rolam.

A cromatografia é o “exame” clínico mais moderno aplicado ao diagnóstico de solos. As análises de amostra são caras, e dependendo da quantidade de elementos para ser verificados, se tornam um pesadelo para o estudioso. “A cromatografia não é nova. Seu uso na análise de solos sim. Reagentes químicos são adicionados a porções de terra e mudam de cor. Dependendo da cor, o tratamento para a correção do solo é indicado”, completa Müller.

Que tipo de solo combina com

Agricultura: o solo agrícola é aquele que tem maior profundidade. Os solos avermelhados de Teutônia e Bom Retiro do Sul são exemplos de solos bons para a agricultura. Eles se misturam com a rocha nas camadas mais profundas.

Pecuária: solo raso. O plantio de alimento para o gado não requer profundidade. Um campo nativo pode receber o plantio direto de pasto e árvores frutíferas.

Jardinagem: a terra para um jardim precisa ser preparada. É necessário material orgânico – esterco, restos de comida e folhas de árvores, que ajudam a fazer essa composição. O processo de compostagem é indicado para esse tipo de terra.

Rodrigo Nascimento
rodrigon@informativo.com.br

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Árvore: a mãe da vida na Terra

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. O provérbio árabe diz que a parte de ter um filho, segundo a sabedoria oriental, mostra a responsabilidade e a missão do homem: transmitir e reproduzir a espécie. Escrever um livro significa transmitir o ensinamento. Já plantar árvore é garantir a preservação da natureza, da água e a vida dos filhos. Cultivar uma árvore é semear sementes de sobrevivência pela Terra. A botânica é a ciência que estuda a vida dos vegetais. Nela, o papel das árvores pode ser descrito como o termômetro regulador do clima; filtro para a redução da poluição atmosférica; melhoria do ciclo das chuvas – pois as árvores equilibram a umidade, reduzem a velocidade dos ventos, melhoram as condições do solo adubado com folhas e material que se decompõe; aumento da diversidade e quantidade da fauna nas cidades, especialmente de pássaros, e reparo das condições acústicas. Acredite, as árvores reduzem a poluição sonora. São também opção de recreação e lazer em parques, praças e jardins, e até valorizam a sua casa. Para a bióloga Cátia Viviane Gonçalves, todos sabem “o que” fazer com uma árvore quando ela vem de presente. “Lembramo-nos de folhas na calçada, manchas das flores, alergia ao pólen, tombos em razão da umidade, e acabamos não plantando.” Para cada “lembrança” negativa, a bióloga tem, no mínimo, dez motivos para cultivar árvores. “O que nós, cidadãos, precisamos nos convencer é de que precisamos parar de achar motivos para não plantar. Árvore, assim como a água, é sinônimo de vida.”

Árvore nativa, árvore exótica

Você conhece a diferença entre essas duas espécies?
- Nativas são aquelas que fazem parte da natureza do local. Já estavam plantadas antes mesmo de nós chegarmos. Elas carregam as características originais da floresta e da geografia local.
- Exóticas são as que foram plantadas em locais diferentes. Elas podem ser decorativas, frutíferas ou até mesmo para o reflorestamento.

Como funciona uma árvore

Uma árvore adulta pode absorver do solo até 250 litros de água por dia. Plantada próximo de rios, pode ajudar a reduzir a quantidade de enchentes. Com toda essa água absorvida, muitos nutrientes de matérias orgânicas, como as fezes dos animais, são levados até as raízes e transformados por meio da fotossíntese em alimento para a toda a planta.

As folhas, frutos, madeira e raízes servem de alimento para diversos seres vivos. Os animais fazem cocô, e as folhas e frutos que não serviram de alimento caem no solo. Com as folhas, frutos e fezes de volta à terra, todo o ciclo recomeça, assim garantindo a vida na natureza.

O que mais se tira da árvore

- Sombra;

- Madeira: quase tudo que possuímos em casa, tem algum tipo de madeira: até nos móveis mais modernos é usada, em parte deles, lascas das árvores. Atualmente, as empresas têm preocupação com o reflorestamento. E o consumidor consciente só deve comprar móveis e utensílios domésticos de madeira que vem de áreas reflorestadas;

- Papel: o papel que serve para imprimir jornais, livros e o caderno que você estuda vem da celulose, retirada da árvore;

- Oxigênio: quem respira, sabe da importância do ar;

- Frutas: frutas não são produzidas em laboratório. Aliás, muito delas vai para o laboratório e se transforma em refrigerante, doces e aromas. Elas chegam à sua mesa porque as árvores produziram;

- Fauna: assim como os seres humanos, incontáveis espécies animais sobrevivem das árvores. Pássaros fazem ninho, cantam e se alimentam em cima das árvores. Sem elas, muitas vidas são prejudicadas.

Rodrigo Nascimento

rodrigon@informativo.com.br

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As cores que ajudam a reciclar

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Para cada tipo de lixo, uma cor. Esse é o papel das lixeiras seletivas: auxiliar na separação das diversas modalidades de descarte e facilitar a reciclagem. A organização proporcionada por elas multiplica a possibilidade de êxito do reaproveitamento dos materiais e serve como um alerta à população para a importância de selecionar os rejeitos pensando em um novo jeito de usá-los no futuro. Aliás, você sabia que a maior parte do que é descartado por nós pode ser reutilizado ou reciclado? Pois é. E, para que os materiais possam passar pelos processos necessários até retornar ao nosso dia a dia, com novas utilidades, estes não devem estar contaminados, nem misturados com outros resíduos.

Separar o que jogamos fora evita a inutilização de valiosas matérias-primas para fabricar novos objetos.
O uso da lixeira para coleta seletiva possibilita a separação dos materiais recicláveis dos não recicláveis, pré-selecionando estes entre seus tipos. Essa primeira classificação contribui para a redução do acúmulo progressivo de resíduos em locais não apropriados, sobretudo os não degradáveis e os que demoram centenas de anos para se decompor.

A reciclagem tornou-se uma ação de grande importância na vida moderna graças ao aumento do consumismo e diminuição do tempo médio de vida da maior parte dos acessórios, os quais se tornaram indispensáveis no nosso dia a dia. Com isso  surgiu um grande problema: qual o destino correto de cada material?  Antigamente, os detritos produzidos pelas pessoas tinham como destino lixeiras comuns, que não possibilitavam a separação dos materiais. Lixo era de um tipo só. Tudo na mesma lata, com o mesmo endereço: aterros sanitários. O aumento exponencial da quantidade de rejeitos e da evolução tecnológica, aliado ao interesse econômico de busca de mais matérias-primas de baixo custo, o até então vulgarizado “lixo” começou a perder o caráter pejorativo do nome e a ser considerado um resíduo passível de ser reaproveitado.

Prosperidade para catadores

Em Lajeado e nas demais cidades do Vale, a reciclagem contribui também para inclusão de muitos desempregados, gerando postos de trabalho e rendimento para pessoas que vivem nas camadas mais pobres. Nisso, as lixeiras para coleta seletiva também são de grande ajuda. Evitam a contaminação das pessoas que trabalham com a coleta e ainda permitem a classificação dos materiais, um trabalho muitas vezes penoso, pesado e sujo.
No nível doméstico e empresarial, o uso de lixeiras para coleta seletiva é uma forma simples e eficaz de participar efetivamente desta que é uma grande ação a favor da vida e do planeta, e só pode se realizar a partir da contribuição de cada um.

Univates é exemplo

A Univates possui lixeiras seletivas para materiais secos e úmidos. Segundo Cátia Viviane Gonçalves, bióloga, responsável pela Gestão Ambiental do campus, a maioria dos funcionários da universidade tinha dúvidas sobre o destino correto e depositavam o material na lixeira marrom, destinada aos orgânicos. Com a classificação de duas cores, o processo de separação ficou mais eficaz.

A Univates utiliza, ainda, sacos plásticos de cores diferentes: preto para as lixeiras laranja, e azul para as azuis. Os azuis são encaminhados à Central de Triagem da universidade, e os pretos, depositados em caçambas e recolhidos três vezes por semana pelo Poder Público Municipal e encaminhados ao Aterro Sanitário de Lajeado.


Bruna Lovato
brunal@informativo.com.br

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A natureza como fonte de cura: chás

segunda-feira, 16 de abril de 2012

 

A utilização de plantas medicinais para prevenir e até curar doenças é uma prática milenar, utilizada pelo homem desde a Idade da Pedra. A cultura passou de geração para geração, e hoje é difícil encontrar uma pessoa que não saiba que determinada planta é boa para algum órgão do corpo ou para combater alguma moléstia.

Pensando nessa tradição, a Emater/RS-Ascar de Santa Clara do Sul desenvolve um projeto em que mostra as utilidades das mudas para os grupos que são atendidos pela instituição. Nesses encontros, se aprende a fazer pomadas, repelentes, elixir, chás, a maneira correta de utilizar as substâncias e para que servem determinadas plantas. “Realizamos um levantamento e ensinamos práticas conforme a necessidade dos interessados”, destaca a extensionista de bem-estar, Sandra Gerhardt.

Também é frisada a necessidade de se conhecer o nome científico da planta, seu uso correto e que, em casos graves, ela não pode ser substituída por medicação. “Incentivamos a sabedoria popular, mas é preciso usar com segurança, pois assim como o remédio, as plantas, se usadas de forma incorreta, tornam-se tóxicas.”

Os pedidos mais frequentes são a pomada de calêndula, para alergia e queimaduras; boldo, para estômago; cidreira, para febre e gripe; citronela, para fazer repelente.

A Emater mantém o relógio do corpo humano, que funciona da seguinte forma:

- É feita uma horta em formato de relógio, com o plantio de diversas plantas em lugares estabelecidos.
- Isso porque, no nosso corpo, cada um dos órgãos apresenta duas horas máximas de atividade diária.
- Portanto, o relógio do corpo humano simboliza de forma didática os horários e as plantas medicinais com maior atividade em relação ao órgão correspondente.

 

Faça você mesmo

Pomada de calêndula

Utilização
Alergia, manchas, queimaduras

Ingredientes
30ml de tintura de planta de calêndula
1 colher de lanolina (opcional)
2 colheres de vaselina sólida

Preparo
Ferver, em banho-maria, 30ml de tintura até terminar o líquido, ressaltando o extrato mole na parede do prato. Juntar a lanolina com uma espátula, retirar todo o extrato mole, misturando bem. Acrescentar a vaselina e misturar bem. Deixar descansar por 24 horas.

 

Bruna Lovato
brunal@informativo.com.br

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Fitoterapia – Uma farmácia no quintal

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Há mais de dez anos a dona de casa Claedis Ströher, moradora do Centro de San­ta Clara do Sul, tem mais de 30 tipos de plantas nos fundos de casa. As mudas são utilizadas como chás para tratar alguma moléstia não muito grave e para temperar a comida. Os vizinhos também batem na porta de Claedis para buscar algumas plantas.

Anis, cidró, babosa, chapéu-de-couro, alcachofra, carqueja e mais uma infinidade são utilizados por ela e pela família que não toma nenhuma medicação. “Eu e meu marido temos colesterol um pouco elevado e tomamos chá de carqueja. Hoje não uso nenhum remédio para nada, só as plantas. Tenho tudo do que preciso aqui nos fundos de casa.”

Outra muda bastante utilizada por ela é a hortelã, para o funcionamento do intestino. “Agora todas as que tenho aqui estão um pouco murchas por causa da seca, mas logo elas retomam a força”, garante.

 

Adubo orgânico

Para manter a qualidade das plantas, Claedis não deixa de regá-las de manhã bem cedo e utiliza apenas adubo orgânico. O engenheiro agrícola da Folhito Adubos Orgânicos, Daltro Gonçalves Machado, explica que o insumo natural é importantíssimo para a planta por fornecer quantidades e diversidade de nutrientes que habilitam as lavouras e pastagens a desenvolver seu potencial produtivo, contribuindo para a redução de custos de tais atividades. “E é fundamental que se destaque que ao dar destinação racional aos resíduos não os deixando chegar aos lixões urbanos e às fontes d’água contribuem para um meio ambiente saudável e, ao reduzir o uso de produtos sintéticos – os agroquímicos -, possibilitam que se ofereçam alimentos mais limpos ao consumidor”, observa.

 

Adubo x agrotóxico

Quando se fala em plantio pergunta-se logo sobre a utilização ou não do adubo orgânico ou do agrotóxico. Machado acrescenta que o adubo orgânico é o alimento da planta. Os agrotóxicos são os “venenos” utilizados para o combate ou prevenção às pragas e doenças das lavouras e pastagens.

“Agora, é importante que se lembre que uma planta bem nutrida resiste mais ao ataque dos insetos, das plantas invasoras, bactérias, fungos, etc. E planta bem nutrida só em solo bem nutrido, o que ocorre com a inclusão do adubo e da matéria orgânica” 

Bruna Lovato
brunal@informativo.com.br

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Índio na natureza: Relação histórica de sobrevivência

segunda-feira, 16 de abril de 2012
 

 

Difícil visualizar, mesmo que mentalmente, o Brasil de 500 anos atrás. Como era o ambiente? Era o paraíso pouco modificado pela ação do homem? Este olhar, no entanto, fica mais evidente para os indígenas que são nativos e, de geração em geração, tiveram o trabalho de ensinar sua cultura, rituais e costumes aos mais jovens. E, como uma roda que gira, é fácil ouvir um cacique falando de séculos passados como se fossem ontem. A relação do índio com o meio ambiente, embora apresente mudanças, continua sendo estreitamente entrelaçada.

O cacique Francisco Rokãn dos Santos (51), que há dois meses assumiu a Aldeia Fosá, situada no Bairro Jardim do Cedro, Lajeado, considera que o olhar do índio sobre o meio ambiente é diferente que do “homem branco”.

“Quando o Brasil foi invadido, meio ambiente era, para nós, muito agradável, e a gente tirava sustento deste ambiente natural. Hoje dificultou muito. E nosso olhar é tentar defender o que resta.” Seu Francisco nasceu numa tribo, em Nonoai, bem ao norte do Estado.

Em seus anos de viagem pelo Rio Grande do Sul, em contato com diversos territórios, a sabedoria do cacique entende que a proteção do meio ambiente está ligada à sobrevida. “Sem mato, não temos alimento. No passado, fazíamos artesanato para nosso próprio uso, para colher frutas, carregar peixes. Hoje, o mato não tem mais caça, e somos obrigados a comercializar o artesanato para comprar comida na cidade.”

A aldeia

Atualmente, a Aldeia Kaingang Fosá se situa num pedaço de terras com um pouco de mato, à margem da ERS-130. Ali tem oito casas, onde moram 16 famílias. Cerca de 70 pessoas formam o povoado.

A ligação dos indígenas com Lajeado é histórica. O cacique Francisco Rokãn conta que seus antepassados sempre tiveram território nestas redondezas. “Eles deixavam suas esposas na aldeia e utilizavam os rios da região para trazer alimento para a comunidade.” Num certo momento, algo em torno de 60 anos atrás, o caincangue lembra que o governo obrigou as pequenas aldeias a se retirar para os grandes territórios, aglomerando os povos no Alto Uruguai, em Nonoai. “De lá, a gente não podia sair.

Mas em 1988, com a nova Constituição Federal, as leis começaram a reconhecer os indígenas como cidadãos. Hoje nós votamos, elegemos prefeito, vereadores, presidente. De menores passamos para cidadãos com direito de ir e vir, e isso deu ao índio o prazer de voltar aos seus territórios antigos. Diz o mandamento do indígena que ele não pode deixar sua moradia, porque é território sagrado e não dá para sair daqui.”

 

 

Educação

As crianças da aldeia estudam em escolas regulares para aprender o português, mas dentro do povoado há um professor que leciona a língua caingangue. Uma vez por semana, cada turma tem aula com o professor Ezequiel Loureiro que se alfabetizou em Nonoai. “Não importa o lugar onde estamos, temos que manter nossa cultura. A nossa língua não pode ser perdida, temos que valorizá-la. E é importante exercitar ela (sic) porque as crianças já crescem no meio urbano com a influência de outra cultura”, enfatiza Loureiro.

“Os pequenos cooperam, os grandes não”

O cacique conta que, em Nonoai, até seus 9, 10 anos, tomava água de nascente. Hoje não é mais possível porque as fontes secaram. “A água que saía filtrada do próprio chão se acabou e, para nós, isso é uma doença. Nosso Rio Grande do Sul está cheio de eucalipto que suga nossa água, está acabando com nossa floresta e não dá fruto para os pássaros”, protesta o indígena.

Para ele, porém, o maior problema relacionado à escassez dos recursos naturais é a atuação das grandes empresas, as que não têm responsabilidade com o meio onde estão inseridas. “Os pobres, os pequenos cooperaram, os grandes não. Nós não pensamos em dinheiro, em ficar rico. Eu não quero comprar uma aeronave. Minha missão é cuidar do meio ambiente, ter comida decente, ter saúde e educação. Com isso já me considero riquíssimo.”

Artesanato

Se a flecha já fez tanto sentido para o índio nas caças do passado, hoje é o artesanato que garante comida para as famílias. As habilidades manuais com materiais encontrados na própria natureza garantem renda para a aldeia.

O cacique Francisco conta que quando a Fundação Nacional do Índio (Funai) surgiu, em 1967, ela teria orientado os indígenas a ser agricultores. “Meu pai era obrigado a plantar. Mas como sem recurso e com áreas degradadas iríamos produzir? Então, com meus 14 anos, comecei a fazer flechas para vender, e eu entendi que poderia viver do meu próprio artesanato e ter sustento com meus costumes”, relata.

Dessa maneira, a convivência com o meio urbano se aproximou. “A gente convive com a cidade. Temos esse câmbio de vender artesanato lá para comprar comida para nossos filhos.” No entanto, o líder estranha ainda algumas reações dos outros homens. “Ainda existe aquele branco que diz que se eu fosse índio eu tinha que andar pelado, não tinha que estar usando celular. Se eu for andar pelado, eu vou preso. Tivemos que nos adaptar ao modo de viver do branco.”

O cacique faz sim uso de telefone móvel e considera importante essa tecnologia. “A tecnologia facilita a comunicação e temos que aceitá-la.” Só que ele faz questão de salientar que a tecnologia em que mais acredita é a do seu povo. “Esta não falha. A minha experiência está na lua, ela me mostra quando vai chover”, frisa o caingangue.

 

Cintia Marchi
cintia@informativo.com.br

 

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A mágica da natureza que reescreve sua história

segunda-feira, 16 de abril de 2012

 

 

 

 

Eis um grande milagre da natureza: a capacidade de se regenerar. A sucessão ambiental é o processo que automaticamente reconstrói um espaço destruído e remonta a fauna original. Sem qualquer ajuda, as plantas se renovam, basta sair de perto e deixar que a mata se erga outra vez. Na Univates, isso já ocorre com frequência, em diferentes pontos do campus de Lajeado.

São 72 hectares que abrigam a riqueza do saber e a fartura da diversidade natural. Nessas terras, espaços ocupados no passado se transformam em vegetação e se reorganizam. “É um processo que obedece a várias etapas. Primeiro, vem a vegetação rasteira, depois aquela que faz sombra e possibilita a vinda de outras árvores. Tudo ocorre de forma automática”, explica a bióloga Cátia Viviane Gonçalves.

Essa mágica natural é aplicada também na reconstrução de áreas de extração de terra. “A gente vê que havia vegetação no entorno, e aí começa a introduzir de maneira natural o reflorestamento.” Existem correntes dentro do estudo da Biologia que defendem a recuperação de uma área desmatada apenas com o isolamento dela. “Deixar fechado, sem pisoteio de animais. No caso de uma lavoura velha, não adianta isolar a área e deixar o gado lá dentro.” Os passos dos ruminantes afundam o solo, do qual pequenas plantas nascem. O ideal é fechar o terreno e deixar a vida se reorganizar.

 

Beira do rio

 

Processo semelhante de recuperação ocorre nas áreas que margeiam os rios. Em Áreas de Preservação Permanente (APP), a recomposição da mata ocorre de forma natural, sem a necessidade da interferência humana. “Uma proteção em volta já é o suficiente”, ensina a bióloga.

 

Não precisa nem de tutores – aqueles pauzinhos que amarram as mudas. Segundo a bióloga, o ideal é plantar mudas pequenas que crescem sozinhas. “Árvores menores são mais fortes e naturalmente brigam por seu espaço.” O mesmo acontece quando uma árvore tirada de uma estufa é colocada em um local a sol. A chance de a planta morrer é muito grande. A natureza é sábia no que se refere à reprodução. Ela mesma cria etapas para o desenvolvimento.

Faça você também

Quem tem um terreno um pouco maior e não sabe o que fazer com ele, pode deixá-lo isolado. Essa é uma alternativa de recuperar a vegetação. Primeiro nasce o capim, que mesmo sem valor aparente, representa nutrição para terra que vai receber novas plantas.

 

Rodrigo Nascimento
rodrigon@informativo.com.br

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