Posts com a Tag ‘meio ambiente’

Ministra do Meio Ambiente é contra prorrogação dos lixões

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Brasília – A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse nesta quarta-feira (15) que o governo federal não concorda em prorrogar o prazo, que terminou em 2 agosto deste ano, para que os municípios fechem os lixões. A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (14) o texto da Medida Provisória (MP) 651/14 ampliando o prazo até 2018. A proposta segue para o Senado.

A erradicação dos lixões e instalação de aterros sanitários para destinação adequada dos resíduos sólidos são metas prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em 2010. Na MP aprovada na Câmara, estados e municípios também ganharam prazo até 2016 para elaborar os planos estaduais e municipais de resíduos sólidos. Esse prazo venceu em 2012. Os planos são requisitos para que estados e municípios recebam dinheiro do governo federal para investir no setor.

Uma das alternativas para as cidades que não cumpriram a meta é assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público, que fiscaliza a execução da lei. Os gestores municipais que não se adequaram à política, poderão responder por ação civil pública, por improbidade administrativa e crime ambiental.

Fonte: Agência Brasil

VN:F [1.9.1_1087]
Avalie este post:
Rating: 5.0/5 (1 vote cast)
VN:F [1.9.1_1087]
Rating: +1 (from 1 vote)

Descarte de óleo de cozinha usado

quinta-feira, 27 de março de 2014

O descarte de óleo de cozinha usado pode causar danos ao meio ambiente, quando feito de maneira incorreta; alguns exemplos de descarte inadequados são: jogá-lo na pia, no ralo, no lixo ou diretamente no solo. O óleo quando jogado na pia ou no ralo pode entupir o encanamento e/ou atrair insetos como baratas, ratos ou moscas.

Alguns municípios possuem no tratamento de esgoto uma unidade específica para remoção do óleo, os chamados Separadores de Água e Óleo. O problema é que infelizmente ainda há municípios que não possuem 100% do esgoto tratado, ou seja, há lançamento in natura de esgoto em rios. De acordo com a SABESP 01 litros de óleo pode contaminar 25 mil litros de água. O óleo por ser menos denso forma uma camada sob a água, impedindo que a luz solar penetre e que ocorra a troca gasosa, prejudicando a fotossíntese e desestruturando a cadeia alimentar.

A melhor pratica é separar o óleo de cozinha, colocando-o em um recipiente  íntegro e com tampa e destiná-lo a pontos de coleta ou então você pode utilizá-lo para fazer sabão.

Esta é uma opção barata, ecologicamente correta e financeiramente viável. Viu como há muito mais opções de destino para o óleo usado do que simplesmente jogá-lo no ralo ou no solo?! Pratique esta ideia.

Fonte: http://www.ourofino.com

VN:F [1.9.1_1087]
Avalie este post:
Rating: 5.0/5 (2 votes cast)
VN:F [1.9.1_1087]
Rating: +1 (from 1 vote)

22 de março é o Dia Mundial da Água

quinta-feira, 21 de março de 2013

Tida como recurso essencial para a manutenção da vida na terra, a água está se tornando o centro das atenções em debates e reuniões quando o assunto é sustentabilidade. A preocupação é tanta, que fez com que a ONU – Organização das Nações Unidas – definisse o ano de 2013 como o Ano Internacional de Cooperação pela Água. Além disso, no dia 22 de março é comemorado o Dia Mundial da Água, estabelecido desde 1992.

Abundante em algumas regiões e escassa em outras, atualmente 145 países tem que compartilhar uma grande bacia hidrográfica com pelo menos mais uma nação. O consumo não planejado e o crescimento da população, estão deixando estudiosos e cientistas atentos a uma possível escassez.

Foi por isso que em 2005, a ONU lançou a resolução Década Internacional para Ação “Água, Fonte de Vida”, que deve durar até 2015. A resolução afirma que o objetivo principal da Década deve ser um foco maior nas questões relacionadas à água em todos os níveis, bem como na implementação de programas relacionados à água de forma a atingir os objetivos acordados internacionalmente sobre questões ligadas à água contidos na Agenda 21, nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas e no Plano de Implementação de Johannesburgo.

Em dezembro de 2010, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 2013 como o Ano Internacional das Nações Unidas da Cooperação pela Água. Foi decidido que o Dia Mundial da Água 2013, celebrado em 22 de março, também terá como tema a Cooperação pela Água. A campanha, que é coordenada no Brasil pela Unesco, tem cinco objetivos estratégicos:

1.    Conscientizar sobre a importância, os benefícios e os desafios da cooperação em questões relacionadas à água;
2.    Gerar conhecimento e construir capacidades em prol da cooperação pela água;
3.    Provocar ações concretas e inovadoras em prol da cooperação pela água;
4.    Fomentar parcerias, diálogo e cooperação pela água como prioridades máximas, mesmo após 2013;
5.    Fortalecer a cooperação internacional pela água para abrir caminho para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável defendidos por toda a comunidade que trata sobre água e atendendo às necessidades de todas as sociedades.

Entende-se que a cooperação pela água é crucial para a erradicação da pobreza, a igualdade social e a igualdade de gênero. O acesso à água potável é a fundação para a realização das necessidades básicas humanas e contribui para o alcance de todos os objetivos de desenvolvimento do milênio. A governança inclusiva e participativa da água e a cooperação entre diferentes grupos podem ajudar a superar a desigualdade no acesso à água e assim contribuir para a erradicação da pobreza e para a melhoria das condições de vida. A cooperação pode levar a um uso mais eficiente e sustentável dos recursos hídricos como, por exemplo, por meio de planos de manejo compartilhado que criam benefícios mútuos e melhores padrões de vida.

VN:F [1.9.1_1087]
Avalie este post:
Rating: 5.0/5 (1 vote cast)
VN:F [1.9.1_1087]
Rating: +1 (from 1 vote)

Nossa capa

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

VN:F [1.9.1_1087]
Avalie este post:
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.1_1087]
Rating: 0 (from 0 votes)

Exposição solar: Tempo nublado também é perigoso

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
O verão promete ser de muito calor e com temperaturas perto dos 40°C. Além disso, os raios solares estão cada vez mais fortes e prejudiciais à pele. Mas não é só em dias ensolarados que precisamos ter uma atenção especial na hora de passar o protetor solar e ficar exposto ao sol. Dias nublados são mais perigosos ainda.
Segundo informações do Centro de Informações Hidrometeorológicas (CIH) da Univates, no verão, quando ocorrem dias muito quentes e com maior quantidade de nuvens, a população tem a falsa sensação de que não precisa se proteger dos raios ultravioleta (UV). O tempo encoberto contribui para que os índices de UV não fiquem tão elevados, mas isso não quer dizer que não estejam presentes. É importante saber que os raios também passam pelas nuvens, só que de forma mais amena. Já em situação de tempo parcialmente nublado, quando o sol aparece entre nuvens, o índice de UV pode aumentar. “Neste caso, as nuvens contribuem para espalhar a radiação em direção ao solo. Então, não se pode esquecer de se proteger dos raios UV também em dias com a maior presença de nuvens, usando protetor solar, óculos de sol, bonés e evitando exposição entre as 11h e as 16h”, orienta a técnica do CIH, Juliana Tomasini.
Conforme a dermatologista Sueli Feldens, o uso de protetor solar diariamente, indicado para cada tipo de pele, cada faixa etária e com reposição de três em três horas, é fundamental para evitar os efeitos do sol. “Quando o tempo está nublado, os raios UV diminuem somente 40%”, diz. O ideal é utilizar o fator 15 e com proteção completa contra os raios UVA, UVB e infravermelho. “O período em que se deve ter mais preocupação em passar o protetor solar é dos 6 meses aos 20 anos. É a época em que o corpo está mais propício para que apareçam problemas no futuro, por isso é preciso uma atenção redobrada”, aconselha.
Pessoas albinas, com câncer de pele ou com casos na família devem usar fatores mais altos de proteção. “As áreas mais propícias no corpo para um câncer são a nuca e a parte de cima das orelhas”, alerta. Ela reforça que o tempo de exposição ao sol para curtir somente os seus benefícios varia conforme a idade, o tipo de pele, a cor dos olhos e a cor natural dos cabelos. “Por isso, a necessidade de procurar um dermatologista”, argumenta.
Qual a diferença entre o UVA e o UVB?

Sueli Feldens esclarece: “Para falarmos desse assunto temos que conhecer o Espectro Eletromagnético, que compreende todos os tipos de ondas magnéticas, visíveis e invisíveis ao olho humano. Essas ondas magnéticas  vão desde as ondas de rádio até os raios gama, passando, nesta ordem, das mais curtas para as mais longas. Os raios UV, ultravioleta, não são visíveis ao olho humano. O UVA  são as radiações logo acima da luz visível e são quase a totalidade dos raios UV que chegam à superfície da terra. Ativam a melanina, o pigmento que dá cor à pele, provocando o bronzeamento; ativam a vitamina D, que é obtida nos alimentos e produzida também pela exposição solar e indispensável para a fixação do cálcio nos ossos. Ainda interferem positivamente na produção de insulina, no tratamento de depressão, na regulação da pressão arterial. Por essas razões são indispensáveis para o ser humano. O abuso do UVA é que dá problemas, como queimaduras, envelhecimento da pele, entre outros. Já O UVB chega em menor quantidade à terra, e seu efeito é mais de calor, mas são mais danosos à pele do que o UVA, sendo comprovadamente cancerígenos”, complementa.

Susana Leite
susana@informativo.com.br

VN:F [1.9.1_1087]
Avalie este post:
Rating: 1.0/5 (1 vote cast)
VN:F [1.9.1_1087]
Rating: +2 (from 2 votes)

O calor e o comportamento humano

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Se na natureza, o efeito verão provoca transformações, na vida dos homens também. De acordo com a psicóloga Adriana Maria Pivatto, sempre que se pensa ou se ouve alguém falar em verão, perpassa no pensamentos a imagem do calor, sol, praia, piscina, festas e corpo malhado. “Partindo disso, nossos comportamentos também acabam sendo modificados a fim de nos ‘adaptarmos’ à nova estação calor”, explica.
Segundo ela, pode-se dizer que todo comportamento é uma ação do organismo diante de uma determinada situação. “Assim, se durante o inverno permanecemos mais isolados, abusando de alimentos calóricos, não realizando atividades físicas, o estímulo do verão, que pede roupas leves, com o corpo mais exposto, uso de biquíni, por exemplo, faz com que a nossa preocupação com a aparência aumente consideravelmente.” Como consequência, o organismo se mobiliza a fim de adotar novos comportamentos que venham ao encontro da nova realidade do ambiente, no caso, o verão e o calor.
“Então, percebemos as pessoas iniciando dietas, indo para a academia, andando de bicicleta,  jogando futebol aos domingos, fazendo caminhadas no fim de tarde.” A psicóloga explica que ao “ver” os resultados, ocorre uma elevação da autoestima, o que leva a pessoa a se sentir melhor e mais alegre para sair com os amigos, entrar naquele vestido do Réveillon passado, colocar um biquíni novo, frequentar a piscina do clube. “E como os dias estão mais longos, curtir no fim de tarde um gostoso happy hour com agradáveis companhias.” Assim, o estímulo do verão é o principal responsável pela mudança do comportamento das pessoas nesta época do ano.
“Nosso comportamento nunca é uma ação isolada, e sim uma relação com precedentes e com consequências que modificam o organismo e o ambiente”, pontua Adriana. Portanto, qualquer pessoa que queira modificar seus comportamentos pode aproveitar o estímulo do calor para fazer as coisas. “Pois é no verão que tudo de bom acontece ou começa a acontecer”, convida.
Rodrigo Nascimento
rodrigon@informativo.com.br
VN:F [1.9.1_1087]
Avalie este post:
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.1_1087]
Rating: 0 (from 0 votes)

Efeito do verão:Tempo de transformação e calorão aos seres vivos

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A explicação sobre calor é um tanto quanto complicada. De acordo com a bióloga Cátia Viviane Gonçalves, calor é transferência de energia, e se alguém contasse que quanto mais baixa for a temperatura ambiente, mais calor há; e que quando a temperatura ambiente sobe para valores próximos à temperatura corporal, o mal-estar associado deve-se não ao excesso, mas sim à falta de calor, isso certamente chamaria a atenção. “Pois, cientificamente falando, é exatamente isso que ocorre no caso dos organismos homeotérmicos, como o do ser humano”, explica.

Quando a temperatura ambiente sobe acima da temperatura ideal, há uma redução na diferença de temperaturas entre o organismo e o ambiente. Isso gera uma redução da taxa de calor dirigida ao ambiente. “Para evitar esse aumento de temperatura, o organismo reage de forma a reduzir o máximo possível seu metabolismo, o que aumenta o desânimo nos dias quentes.” A reação no corpo humano é suar. O corpo precisa “se molhar”. Com a saída e evaporação do suor, o corpo consegue eliminar calor, equilibrar energia e aguentar as altas temperaturas.
Com os animais, a atenção está ligada ao bem-estar. Os cães não transpiram como nós. A respiração é a única forma de controlar o processo de refrigeração e manutenção da temperatura corpórea ideal. Por isso, quando submetidos a calor intenso ou situações de estresse, os cães podem não ter condições de perder calor e entram num processo conhecido como hipertermia. “O primeiro sinal que o animal precisa de resfriamento é quando se mostra muito ofegante. No quadro de hipertermia, a temperatura corporal pode atingir até 42°C, provocando vômitos, coagulação intravascular disseminada, edemas pulmonares, parada cardíaca e até mesmo chegar ao estado de coma,” explica o médico-veterinário Marcelo Quinzani.
Durante o verão também é mais comum a proliferação de pulgas e infestação por carrapatos. Nesse período, os banhos devem ser mais frequentes, pois diminuem o período de ação da maioria dos produtos usados no controle dos ectoparasitas. Neste caso, manter a pelagem do animal curta ajuda na visualização dos possíveis parasitas. “Na hora do banho é preciso observar se existe ou não a presença de parasitas, possíveis lesões por picadas, áreas avermelhadas pelo corpo ou mesmo hematomas” recomenda o veterinário. “No caso da presença de pulgas ou carrapatos, deve-se procurar um veterinário para fazer a indicação da aplicação dos preventivos e antiparasitários e de exames de sangue, se necessário.”
As plantas no verão precisam de muita água. Espécies de flores desabrocham na estação mais quente do ano, mas precisam do líquido que sai da terra para se recompor. “Cuidado para molhar as plantas no início da manhã ou no fim da tarde, quando já não tem mais sol, senão perdem bastante água com evapotranspiração”, recomenda a bióloga Cátia. No mais, é aproveitar as férias escolares que vêm chegando, mantendo o corpo e a natureza em sintonia com o sol mais quente.

Rodrigo Nascimento
rodrigon@informativo.com.br 

VN:F [1.9.1_1087]
Avalie este post:
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.1_1087]
Rating: 0 (from 0 votes)

Cuidados: Água boa depende de um solo saudável

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O solo é fator fundamental para fornecer uma água de qualidade tanto para consumo humano quanto para ingestão animal. Se a chuva cair em solo contaminado, o líquido que escoar pelas correntes não será o mais indicado para uso. Para a formação do solo, diversos processos devem ser observados.

Conforme a bióloga Cátia Viviane Gonçalves, é preciso primeiro entender que o solo é formado a partir da rocha, por meio da participação dos elementos do clima -  como chuva, gelo, vento e temperatura – que, com o tempo e a ajuda dos organismos vivos, vão transformando as rochas, diminuindo o seu tamanho até que vira um material mais ou menos solto ou macio, também chamado de parte mineral. “A chuva fornece o principal elemento responsável pelas reações químicas na rocha, a água. A água, além de reagir com outras substâncias, causa um desgaste da rocha pelo impacto sobre ela. São diversos processos que, atuando em conjunto, darão origem ao solo”, explica.

Entre algumas funções do solo, pode-se citar o armazenamento, o escoamento e a infiltração da água da chuva e de irrigação; armazenamento de nutrientes para as plantas; ação filtrante e protetora da qualidade da água; matéria-prima ou substrato para obras civis; cerâmica e artesanato. “Se formos pensar nisso, a água obtida de lençóis freáticos e as águas subsuperficiais nada mais refletem do que o solo em que estão. Se a água da chuva cair sobre um solo contaminado de óleo ou esgoto, ela irá se contaminar. Se a água cair em um solo saudável, sem poluição, ela tenderá a adquirir as características do solo e carear os minerais”, esmiuça. Ela lembra que é fácil ver isso ao olhar o rótulo de duas águas minerais produzidas em lugares diversos. “São diferentes, pois os solos são diferentes. A água reflete o solo por onde ela passou”, esclarece.

O solo é uma entidade viva, tem seus processos e é completamente vulnerável à forma como está sendo utilizado. Além disso, a bióloga salienta que a ação da água da chuva sobre os terrenos continua sendo um dos principais agentes da degradação dos solos brasileiros. “As terras transportadas dos terrenos pelas enxurradas são, em grande quantidade, depositadas nas calhas dos cursos d’água, reduzindo a capacidade de armazenamento da água da chuva, ocasionando inundações, com graves consequências socioeconômicas. Além disso, com a água são arrastados os adubos e materiais orgânicos, contaminando a água”, completa.

Susana Leite
susana@informativo.com.br

VN:F [1.9.1_1087]
Avalie este post:
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.1_1087]
Rating: +1 (from 1 vote)

Saúde da terra: Solo saudável é úmido, com ar e vitaminado

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Você deve estar se perguntando: a Terra fica doente? Sim, ela fica, às vezes, é doente de natureza. Na verdade, o termo doença atualmente é utilizado para descrever um solo que sofreu com uso de agrotóxicos e produtos químicos da indústria. Mas o solo também sofre de outras maneiras. De acordo com o mestre em agroecossistemas André Michel Müller, a formação rochosa e geográfica de determinadas regiões é que diz qual a qualidade da terra em que se pisa ou se planta. “Alguns autores defendem que solos doentes são solos contaminados. Existem solos férteis e inférteis. E também aqueles que sofrem com a atuação do homem e da agricultura”, explica.

Como descobrir a “saúde” do solo?

Existem algumas formas bem fáceis de saber se a terra está bem, sem problemas. A análise visual é uma delas. O engenheiro-agrônomo da Emater/RS-Ascar Ricardo Martins explica que ao retirar do solo uma pequena porção de terra, usando um anel metálico, é possível identificar a formação do solo. “Quanto mais fofa for a terra, melhor nutrida ela está”, diz. A amostra retirada do solo tem que ter umidade e pouca densidade – a terra não pode estar muito compacta.

De acordo com ele, a composição correta do solo é 50% de material mineral; 25% de água e 25% de ar. Dentro do material mineral está a composição orgânica, que pode ser formada por folhas mortas. Outra forma de analisar a terra é cavando uma pequena trincheira. Com a pá se sente: a terra precisa ser mais compacta na superfície e mais aerada nas camadas inferiores.

O engenheiro diz que todo o solo é “bom” por natureza, mas sofre influência das camadas inferiores formadas por rochas. “Na nossa região, a rocha é o basalto. Ele dá aos solos  fertilidade natural. O basalto está mais presente em solos de várzea, aqueles que desceram das encostas para o vale. Os terrenos próximos do rio e dos arroios são normalmente mais férteis”, compara. Por conta disso, o Vale do Taquari é classificado como terceiro vale mais fértil do mundo.

Sintomas

As próprias plantas dão os sinais da saúde da terra. Quando “falta” ou “sobra” algum componente na terra, o que está acima dela dá o sintoma. Em solos compactos, é comum perceber a presença da guanxuma – uma planta difícil de sair. Em solos com muita acidez, que pode ser a presença excessiva de algum mineral, a barba-de-bode se procria. E quando a terra tem nutrientes demais, como alumínio em grandes quantidades, as samambaias deitam e rolam.

A cromatografia é o “exame” clínico mais moderno aplicado ao diagnóstico de solos. As análises de amostra são caras, e dependendo da quantidade de elementos para ser verificados, se tornam um pesadelo para o estudioso. “A cromatografia não é nova. Seu uso na análise de solos sim. Reagentes químicos são adicionados a porções de terra e mudam de cor. Dependendo da cor, o tratamento para a correção do solo é indicado”, completa Müller.

Que tipo de solo combina com

Agricultura: o solo agrícola é aquele que tem maior profundidade. Os solos avermelhados de Teutônia e Bom Retiro do Sul são exemplos de solos bons para a agricultura. Eles se misturam com a rocha nas camadas mais profundas.

Pecuária: solo raso. O plantio de alimento para o gado não requer profundidade. Um campo nativo pode receber o plantio direto de pasto e árvores frutíferas.

Jardinagem: a terra para um jardim precisa ser preparada. É necessário material orgânico – esterco, restos de comida e folhas de árvores, que ajudam a fazer essa composição. O processo de compostagem é indicado para esse tipo de terra.

Rodrigo Nascimento
rodrigon@informativo.com.br

VN:F [1.9.1_1087]
Avalie este post:
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.1_1087]
Rating: 0 (from 0 votes)

Solo: Ele que mantém a vida na Terra

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Assim como a água e o ar, o solo é o suporte para a vida na Terra. Segundo o professor Ernesto Luiz Alves, que é especialista em cuidar da terra, essa combinação  é o que se busca em outros planetas para ver se existe vida, portanto, essa combinação deve estar em equilíbrio para manter o bem-estar humano. “Os solos possuem diversas funções, todas relacionadas a manter a vida na Terra. Entre as funções, uma das mais importantes é a de armazenar e, posteriormente, liberar água para os vegetais”, ensina o professor Ernesto. Essa água “retida” alimenta também o lençol freático – água subterrânea – e, na sequência, os rios. Assim possibilita  a vida dos macro e micro-organismos na superfície e no interior do solo.

Trocando em miúdos, o solo é…

A própria ciência relacionada ao estudo do solo teve origem por intermédio de diferentes áreas do conhecimento, como Geografia, Geologia, Química, Biologia.
Solos são restos de matéria orgânica e sedimentos não consolidados formados pela erosão, desgaste das rochas por meio do intemperismo, ou seja, ação da chuva, vento e temperatura, logo, o clima tem um papel muito importante na formação do solo, influencia diretamente na sua formação, enquanto a vegetação atua indiretamente na estruturação da superfície terrestre. “É possível assim relacionar o tipo de solo com o clima e cobertura vegetal de cada lugar”, diz o professor.
O solo é formado por minerais que são desagregados das rochas, entre eles, quartzo, feldspato, mica e de macro e micro-organismos responsáveis pela decomposição de animais e matéria orgânica que vem da morte dos vegetais.

O solo também é farelo de rocha

A constituição do solo faz parte de um processo de desintegração da rocha, ou seja, a ação do clima, chuva, vento e temperatura. As formas de relevo também têm um papel fundamental, pois as áreas de declividade mais acentuadas terão uma erosão maior. “Temos que pensar ainda que essa formação leva milhares e talvez milhões de anos, com isso, as partículas vão se desagregando e diminuindo gradativamente de tamanho até alcançar tamanhos de grãos de areia, silte e argila”, diz Alves.
Assim, a formação de diversos tipos de solos com características distintas umas das outras, como, por exemplo, solos amarelos, vermelhos, pretos, cinzas; profundos ou rasos; férteis ou pobres em minerais e com quantidades diferentes de matéria orgânica, o que vai diferenciar, inclusive, na cor do solo.
Falando em cor, ela vem da divisão das camadas de solo, de acordo com a profundidade, o contato com o ar, rochas, água e com a matéria orgânica decomposta. As variações verticais são chamadas de horizontes. No primeiro horizonte que está em contato com a atmosfera, a cor do solo é mais escura, por causa da matéria orgânica que vem da decomposição das folhas e galhos da vegetação. No segundo horizonte, a cor avermelhada justifica a presença de ferro oxidado, oriundo do mineral e da existência de argila. O terceiro horizonte, mais profundo, pode ter manchas brancas relacionadas a nódulos de carbonato de cálcio.


Rodrigo Nascimento
rodrigon@informativo.com.br

VN:F [1.9.1_1087]
Avalie este post:
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.1_1087]
Rating: 0 (from 0 votes)