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Árvore-lixo: É essa “obra de arte” que você quer para o futuro?

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Pode até parecer imitação de ficção futurista, mas o Meio Ambiente na Escola apenas quis provocar uma reflexão sobre que planeta haverá para as próximas gerações. O projeto ousou e promoveu, no fim de agosto, uma ação com alunos da Escola Estadual Erico Verissimo, de Lajeado. Uma turma de Ensino Médio foi convidada a construir uma árvore. Mas não uma árvore semelhante às outras. Toda ela foi erguida com lixo catado no entorno da instituição de ensino, no Bairro São Cristóvão.

A planta metálica ganhou forma com o uso de ferro, plásticos, lata, papel, balde, pantufa, isopor, borracha. Todos os elementos se transformaram em “folhas” e “flores” naquela estrutura sem vida. Bastaram poucas quadras para recolher todo esse lixo que poluía o ambiente vivo. E as garrafas, chinelos, embalagem de cigarro, copos foram parar nos galhos de sucata. Ao final da ação, o Projeto Meio Ambiente na Escola deseja saber: é essa “obra de arte” que você quer para o futuro? As próximas gerações terão o privilégio de conhecer uma mata nativa, de tirar fruto de árvores enraizadas na terra, de pendurar balanço nos galhos verdes, de montar um piquenique sob a sombra? A árvore-lixo ficará exposta no saguão da escola pelo menos até o dia 21, Dia da Árvore.

ode até parecer imitação de ficção futurista, mas o Meio Ambiente na Escola apenas quis provocar uma reflexão sobre que planeta haverá para as próximas gerações. O projeto ousou e promoveu, no fim de agosto, uma ação com alunos da Escola Estadual Erico Verissimo, de Lajeado. Uma turma de Ensino Médio foi convidada a construir uma árvore. Mas não uma árvore semelhante às outras. Toda ela foi erguida com lixo catado no entorno da instituição de ensino, no Bairro São Cristóvão.A planta metálica ganhou forma com o uso de ferro, plásticos, lata, papel, balde, pantufa, isopor, borracha. Todos os elementos se transformaram em “folhas” e “flores” naquela estrutura sem vida. Bastaram poucas quadras para recolher todo esse lixo que poluía o ambiente vivo. E as garrafas, chinelos, embalagem de cigarro, copos foram parar nos galhos de sucata. Ao final da ação, o Projeto Meio Ambiente na Escola deseja saber: é essa “obra de arte” que você quer para o futuro? As próximas gerações terão o privilégio de conhecer uma mata nativa, de tirar fruto de árvores enraizadas na terra, de pendurar balanço nos galhos verdes, de montar um piquenique sob a sombra? A árvore-lixo ficará exposta no saguão da escola pelo menos até o dia 21, Dia da Árvore.

Cíntia Marchi
cintia@informativo.com.br

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Flagelados. A força das águas remove vidas

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Depois que as águas do Taquari subiram pela segunda vez, Ana Maria Koch decidiu pegar os pertences e encarar a realidade de quem fica no caminho das águas: abrigos públicos ou porões emprestados. Ela e mais 12 famílias habitaram por mais de meio ano o salão da Paróquia Santo Inácio, em Lajeado. No local, nada de privacidade, muito desconforto e problemas de vizinhança, separada apenas por uma lona. “Eram pais de família que ficavam bêbados, colocavam música alta, era uma falta de respeito generalizada.” 

Mas Ana não podia falar. Foi conivente com o silêncio das vítimas da enchente. Ana conta que os banheiros – femininos e masculinos – do condomínio improvisado eram disputados. “Dos três assentos no banheiro feminino, apenas um funcionava. Chuveiro, só no banheiro dos homens e sem porta. 

Com uma filha adolescente, ela revezava a vigília: “Primeiro meu marido cuidava a porta. Aí eu e minha filha tomávamos banho juntas, pois ela é uma mocinha, tem 16 anos. Depois, eu ficava na porta cuidando enquanto ele tomava banho e vice-versa.” Fora isso, ninguém controlava. “Um desrespeito total com os outros. Eu nunca mais desejo passar por isso.” 

Flagelada em 11 enchentes, Ana está ressabiada da força das chuvas. No tempo em que ficou hospedada, o marido, doente de câncer no estômago, ficou ainda mais doente. A pressão de ver filha e mulher amontoadas em um monte de roupas e móveis atulhados subiu, o cérebro não aguentou e deixou seu Vladmir com isquemia. Ele não fala direito, não caminha, não vai ao banheiro, não come sozinho e é 100% dependente de Ana. “Não tenho como trabalhar. A gente vive com menos de R$ 500 porque, quando ele se aposentou, tomamos alguns empréstimos e até hoje é descontado do salário.” A esse valor, somam-se R$ 70 do Bolsa Família. 

No fogão, a água apita. Naquela manhã, Ana não ia ter carne para o almoço, reflexo da falta de renda. Enquanto Vladmir ficava em casa, por conta do câncer, ela podia trabalhar; hoje, nem isso. “Uma faxina e outra, para equilibrar as contas. Mas nada mais.”

Transformação negativa

Da Francisco Oscar Karnal, a família Koch se mudou para a General Osório, no mesmo bairro, e perto da enchente. O aluguel da casa – R$ 300 – é pago pela Secretaria de Trabalho, Habitação e Assistência Social (Sthas). Mas o prazo de permanência já venceu. A princípio, seriam seis meses sob a guarda da prefeitura. “Nós fomos conversar com a assistente social que nos disse que não é preciso se preocupar. Nós vamos ganhar uma casa da prefeitura no Bairro Santo Antônio, parece que adaptada para meu marido, agora cadeirante.”
No endereço tudo está à mão. Cama especial para seu Vladmir, televisão instalada, chimarrão e esperança de quem já passou poucas e boas na vida. Vez por outra ela escuta: “Tu és uma mulher forte, pode trabalhar, não precisa estar nessa situação”, replica. Como trabalhar com o marido acamado, que não tem condições sequer de ir ao banheiro sozinho? “Ele tem vergonha da menina. Só eu que dou banho e ajudo ele. Ele está dependente de mim em tempo integral.”
A filha, de 16 anos, espera um filho. O turbilhão de lama que arrasou a vida da família tirou do compasso também o andamento normal das coisas. “O namorado dela pediu uma prova de amor. Deu no que deu.” A menor está grávida de dois meses. O futuro pai já sabe do filho. O que foi amor, virou amizade, e a responsabilidade vem a reboque. “O importante é que estamos todos vivos, e a única coisa que eu perdi com essa enchente foi a nossa casa. Estamos aí, só que se houver uma próxima enchente, eu vou embora. Não fico mais aqui.”

Força de vontade

Líder do grupo de desabrigados que ficou mais de meio ano sob a guarda da igreja, Ana tira força de uma infância e adolescência difícil. Com todos os motivos para abandonar o marido e a filha e sumir, ela encheu o peito e encarou os fantasmas da vida real. “Eu não me abalo por pouca coisa. (…) Vim de uma família pobre, fui violentada pelo meu pai, ele foi preso. Eu acho que por ter passado por tudo isso, por ter vivido sozinha, eu aprendi a ser assim, como vocês dizem, forte.”

 Rodrigo Nascimento
rodrigon@informativo.com.br  

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Ativismo: unidos pelo amor a natureza

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Os quatro personagens escolhidos para ilustrar as páginas 6 e 7 são exemplos de dedicação às causas ambientais. Veja se você se identifica com algum deles.
 

“Me sinto jovem no meio do arvoredo” 

Seu Walter Hugo Schlabitz (91) aprendeu com o pai, Frederico, e já repassou o ensinamento aos quatro filhos: o arvoredo é fonte de vida e juventude. Morando desde 1926 na Rua Germano Berner, no Centro de Lajeado, seu Schlabitz mantém praticamente um oásis em meio à cidade de “concreto”. Ele lembra que, em 1926, seu pai comprou aquela propriedade. Ali tinha um armazém de secos e molhados, pouso para os viajantes e muitas árvores. “Meu pai sempre me dizia que se eu ficasse por aqui deveria cuidar bem do arvoredo. Assim é a vida. Agora ensino os meus filhos. Quando eu me for, peço para que eles continuem cuidando disso”. Diversas árvores que formam o jardim de Schlabitz têm mais de cem anos. As mais “jovens” foram plantadas por ele ao longo das décadas. Tem 13 frutíferas e outras tantas nativas. Todo dia, Schlabitz passeia entre elas. Para, repara, modifica alguma coisa quando preciso. Senta num dos bancos, contempla o verde e não se importa com as folhas que encobrem o pátio. O maior ganho, segundo ele, é a mocidade. “Me sinto jovem no meio do arvoredo”. 

 

 

Legado de Lutzenberger 

Nascido em Porto Alegre, em 1926, José Antônio Lutzenberger formou-se engenheiro agrônomo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1950. Trabalhou até 1957 em empresas de adubos químicos no Estado e depois passou pelos quatro cantos do planeta. Em dezembro de 1970 pediu demissão por não poder mais combinar sua visão ecológica com as práticas da agroquímica. Ao constatar os estragos causados pelos agrotóxicos, assim como a devastação ambiental em geral, ajudou a fundar um movimento ambiental militante e criou a primeira ONG do país dedicada à natureza, a Associação Gaúcha de Proteção Ambiental (Agapan). 

Por fazer sua defesa em cinco idiomas (alemão, inglês, português, francês e espanhol), acabou tornando-se conhecido mundialmente, embarcando em intensiva atividade de palestras e participação em movimentos na Europa, América, Ásia e África. Em 1987, criou a Fundação Gaia para promover consciência ecológica e desenvolvimento sustentável. Dentro deste contexto, Lutzenberger preocupava-se, além disso, com energias limpas, renováveis e todo o panorama de tecnologias ecologicamente sustentáveis e socialmente desejáveis. 

Lutzenberger reuniu, ao longo de sua vida, 85 prêmios e condecorações. Em 1988, recebeu, na Suécia, o prêmio “The Right Livelihood Award”, conhecido como Nobel Alternativo na área de ecologia. Em suas atividades e lutas, Lutzenberger costumava usar linguagem forte e emotiva, mantendo-se, porém, dentro da disciplina científica. Em algumas oportunidades visitou Lajeado. Segundo a Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental, “nas décadas de 1970 e 80, não havia como fazer um enfrentamento jornalístico de certas questões sem se ouvir o Lutzenberger”. Faleceu há 10 anos, em 14 de maio de 2002. 

 

 

Abraço ao Guapuruvu

Em meados da década de 1970, um grupo de jovens de Lajeado se mobilizou em torno de uma árvore que era símbolo da Rua Júlio de Castilhos. Com raízes fincadas em frente ao “Bolicho do Gringo” ninguém queria vê-la ir ao chão. O espécime, chamado Guapuruvu, foi o personagem principal de um protesto depois dela ter sido podada com desleixo. “Por causa disso, o professor Friedhold Altmann comparou a árvore podada com um punho fechado. O discurso foi lindo. Me marcou muito”, conta o advogado Jerson Zanchettin. A causa pelo Guapuruvu fez com que Zanchettin ousasse como pichador. Ele revela que, na companhia de Luis Fernando Ruschel, preparou tintas na sua casa, na madrugada, e com elas escreveu palavras de ordem nos muros do Centro: “Defesa a natureza!”. “A partir da pichação começou a surgir um movimento muito grande. Foi feito um desfile na avenida, pessoas saíram para as ruas com cartazes”, recorda. 

  

O ato “apaixonado” que acabou gerando uma reflexão na comunidade é relembrado pelo jornalista Celso Prediger, que participou da cobertura do episódio. Ele diz que aquele momento foi o embrião de uma consciência ambiental que até então não existia. “Na época, até se falava em proteger a natureza, mas, na prática, não se fazia nada. O fato mexeu com as pessoas e tenho impressão que com toda a opinião pública”, salienta. O ex-prefeito Leopoldo Feldens, outro manifestante, se lembra: “Houve passeata, manifestações as mais entusiastas e significativas do ponto de vista da formação da nova consciência ecológica que engatinhava no país. 

  

Consciência se cria com exemplosA casa de Margit Koelln (59) é um exemplo de boa educação. Uma série de cuidados e sistemas montados por ela e a família ajudam a evitar desperdícios e a colaborar com o meio mais sadio. Margit revela que sua conduta é fruto do que aprendeu em casa, mas nada é planejado, tudo vem do inconsciente. “É educação não desperdiçar, cuidar das coisas, não ter espírito consumista. No interior das cidades, as pessoas pensam mais assim. Antigamente, quando as famílias tinham uma vida mais difícil, não era permitido nenhum tipo de desperdício”. A enfermeira também acredita que a profissão do marido, que é geólogo, e dos filhos que são biólogo, arquiteto e engenheiro mecânico, colaborou para que a residência seguisse uma linha sustentável.

Margit tem lixeiras para separação do lixo; mantém uma composteira que reúne os resíduos provenientes da cozinha e de podas; cisterna para uso da água no jardim e calçadas; aquecimento solar para chuveiros; doação de jornais velhos para entidade; uso de lâmpadas econômicas e sacola de pano para as compras no mercado. Margit ainda devolve ao O Informativo todos os saquinhos que envolvem os jornais em dias de chuva para serem reutilizados. A fim de economizar energia com climatizadores ela também tem o cuidado de, no verão, abrir a casa nos períodos mais frescos e, no inverno, fazer o contrário, abri-la nos períodos mais quentes. “A gente costuma notar uma diferença de 5º graus na comparação de dentro e fora de casa”, revela Margit que fica atenta a oscilação dos termômetros instalados no lar que é rodeado de árvores nativas.

 

 

 

Cintia Marchi
cintia@informativo.com.br

 

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Outros tempos: A herança ambiental dos jovens da década de 1970

segunda-feira, 18 de junho de 2012

 

Nascia, nesta época, uma maior valorização do meio ambiente. Até então calada pela Ditadura Militar, a juventude pode começar a expressar seus anseios e sua paixão pela natureza. Em Lajeado, um grupo abraça uma árvore para protegê-la do corte

Leopoldo Feldens (71), ex-prefeito de Lajeado, viveu sua juventude numa época em que o Brasil convivia com a opressão da Ditadura Militar (1964-1985). Integrante do movimento estudantil contra este regime, Feldens acredita que, naquele momento, houve uma simbiose entre sua vocação política e o meio ambiente. “Na época, os jovens eram engajados politicamente e eu sempre tive uma consciência ecológica, desde a minha infância”, conta o agrônomo. Com o fim da ditadura e o estabelecimento de uma nova situação institucional, a partir do final dos anos 1970 as camadas sociais e políticas começam a entraram em ebulição. “Iniciam-se novas ideias, planos, sonhos, enfim, o acordar de um pesadelo que já durava quase 20 anos. E as entidades representativas destes anseios eram conduzidas por pessoas que acreditavam numa maior valorização do meio ambiente”.

 

No Rio Grande do Sul, em 1971, surge a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), liderada por José Lutzenberger, Magda Renner e outros pensadores ambientalistas. A entidade puxou lutas contra podas de árvores, agrotóxicos, desmatamento e núcleos dela se proliferaram no interior do Estado, conduzidos por estudantes universitários, professores e profissionais da área. Em Lajeado, cria-se o grupo “Guapuruvu” que surge de um protesto público contra a poda e corte de um espécime de Guapuruvu (schizolobium parahybum) em frente ao Hospital Bruno Born (HBB).

 

Feldens acredita que os movimentos na década de 1970 foram importantes para que a sociedade tomasse consciência da preservação da natureza. “Era um movimento mais passional, de coração, de alma, do que racional ou técnico”. Hoje, o ex-prefeito acredita que o jovem tem uma visão diferente, reflexo de uma alienação política que perdurou nas décadas de 1960, 70 e 80. “A partir daí, os meios de comunicação, a informática, todo este modernismo estão, de certa forma, tirando o interesse do jovem de questões políticas e ambientais”, considera.

 

Vocação política e meio ambiente

Feldens, depois de passar pelo mundo acadêmico e ingressar no mercado de trabalho, teve a chance de colocar ideias ambientalistas em prática ao se tornar prefeito de Lajeado, de 1992 a 1996. Neste período, ele criou a coleta seletiva de lixo e manteve um processo educativo para conscientizar sobre a separação entre o seco e o orgânico. “No início foi um processo meio difícil até que a população passasse a aderir a ideia”, lembra. Em 1993, criou a primeira Estação de Tratamento de Lixo onde já se podia reciclar o lixo seco recolhido. Nesta época, também foram ampliados os aterros sanitários e foi criada a associação de selecionadores que trabalhavam com exclusividade dentro da usina. “A associação já permitia, na época, o sustento de algumas famílias com resultado financeiro proveniente da reciclagem”, recorda. Feldens também fundou o Jardim Botânico de Lajeado, criado nos moldes internacionais, em setembro de 1995.

 

Cintia Marchi
cintia@informativo.com.br

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Produção de lixo e as diferentes soluções para a produção contínua

terça-feira, 5 de junho de 2012

Alternativas para desafogar a produção constante de lixo adquirem formas e alcances diferentes, mas em comum visam proteger os recursos naturais. A cadeia produtiva de resíduos está atrelada ao consumo. Uma ida ao supermercado, por exemplo, envolve uma série de materiais – orgânicos e inorgânicos – que depois de descartados viram lixo. De resíduo a problema ambiental, a linha é tênue. A diferença começa dentro de casa com a separação adequada dos dejetos. A dica é simples: resíduos recicláveis como plástico, papel e vidro – para citar os principais – tem uma destinação diferente dos inorgânicos, que se decompõem.

Mas a produção de lixo vem sendo cada vez mais cumulativa. Tendo-se em vista este aspecto, municípios consorciados ao G8 preparam a execução da Elaboração Intermunicipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. O projeto é desenvolvido por meio de um convênio assinado entre a União por intermédio do Ministério do Meio Ambiente, por meio de sua Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano e o Cipae G8. O programa consiste na elaboração de Diagnóstico, Prognóstico, Regulação, Elaboração de Proposições, Consolidação e Aprovação de etapas que visam instituir a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A necessidade de dar conta dos não resíduos aparece mais evidente nos dados do Censo Demográfico de 2010. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 16 municípios apresentaram algum percentual de lixo acumulado em logradouros. Além disso, dados do Consórcio Público Intermunicipal para Assuntos Estratégicos (Cipae), dão conta de que o maior produtor de lixo do G8 é o município de Cruzeiro do Sul. O diagnóstico preliminar do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos revelou que das 272 toneladas mensais, sozinho o município da Casa do Morro produz 112 mil quilos. Boqueirão do Leão, Sério, Canudos do Vale, Progresso, Marques de Souza, Santa Clara do Sul e Forquetinha produzem, juntos, as demais 160 toneladas. O plano deve ser executado no segundo semestre de 2012.

Audiências públicas

Na última semana, os municípios conveniados realizaram audiências públicas para apresentar dados do diagnóstico do Plano Intermunicipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. A apresentação é feita pela empresa Lógica Gestão Ambiental Inteligente de Lajeado, contratada para a realização do Plano. O diagnóstico tem como objetivo o levantamento de dados “in loco”, para o direcionamento das ações, que visam o Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos, gerados em nos municípios. As audiências encerraram ontem, em Cruzeiro do Sul.

 Catadores fazem do lixo fonte de renda

 Nem tudo o que é depositado nas lixeiras jaz no aterro sanitário. Catadores cooperativados e autônomos se encarregam de um serviço praticamente invisível aos olhos da sociedade: eles separam os resíduos que tem algum valor e fazem do descarte de lixo a matéria-prima para o seu sustento. Materiais como papelão, garrafas pet, alumínio, por exemplo, são vendidos. A remuneração é modesta, mas o que motiva esse trabalho é o ganho ambiental. Enquanto os materiais estão sendo vendidos, livram-se de serem depositados no aterro sanitário, além de ajudarem a diminuir as estatísticas de lixo acumulado, conforme mostra o IBGE. A catadora, Teresinha Ferreira, presidente da Associação Simón Bolívar, no Bairro Santo Antônio conta como o trabalho não é nada fácil. Para quilo de polietileno, a garrafa pet, é pago R$ 0,50. Eles têm de juntar 120 garrafas para atingir o valor mínimo. Antes de vender, os catadores precisam arrecadar uma quantia significativa de resíduos. Para isso, eles acumulam três meses de trabalho recolhendo e separando os itens até o momento da venda. “Recebemos em média R$ 40 a cada três meses”, revela Teresinha.

Na célula de reciclagem, do aterro sanitário de Lajeado, também funciona uma cooperativa de catadores. Lá trabalham aproximadamente 40 pessoas. São reciclado em média 13.140kg de plástico mole; plástico rígido 21 mil Kg; pet 13.900 kg; alumínio 2.936Kg; papelão 10.900Kg; papel misto 7.760Kg.

 

Univates investe há dez anos em programa de separação de resíduos

O Programa Interno de Separação de Resíduos (PISR) da Univates foi criado em fevereiro de 2002, com o objetivo principal de sensibilizar a comunidade acadêmica para a questão do lixo. Atualmente responde por diversos procedimentos de controle ambiental da Instituição. As atividades de separação de resíduos e uso adequado dos recursos naturais são direcionadas de forma que a comunidade acadêmica desenvolva visão crítica da situação atual e perceba que apenas com a atitude e o comprometimento de cada um é possível a criação de um meio ambiente próximo do sustentável.

 Susana Leite
susana@informativo.com.br

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Repórter de O Informativo vive realidade do dia a dia de um catador

segunda-feira, 14 de maio de 2012
O olhar de Terezinha busca, em cada canto, algo que faz mal ao meio ambiente

Para entender e tentar transmitir o que faz um catador, o Meio Ambiente na Escola “vestiu” a personagem da vida real. Acompanhado de Terezinha e mais três trabalhadoras, vivemos um dia de separar a riqueza daquilo que não serve mais. Sob olhares curiosos, o carreto puxamos. Opinamos sobre a melhor forma de acomodar a carga generosa no carrinho.

Na volta ao local de separação, a PET de refrigerante é separada da embalagem de óleo de soja. Vasilhames plásticos de produtos de limpeza vão para outro ponto. Papelões dobrados e plásticos separados por cor. Muito trabalho e uma cantiga para distrair. “Quando sobe, o carreto pesa. Quando desce, o carreto solta.”

Na sinfonia da estrada, comum é encontrar a comunidade dando força. “Olá meninas. Opa! Hoje tem um menino”, risos. Mesma comunidade que já entendeu o recado. Ajuda a separar o que se transforma e oferece como produto aos que se dedicam a classificá-lo profissionalmente. Ser catador por um dia desafia o mundo fora da associação. É frio, úmido e tem mau cheiro.

Suja as mãos, mas limpa a alma. Liberta de uma culpa de gerações passadas. Desde que o homem pensou que era evoluído e decidiu viver melhor, nas custas da natureza. Reciclar, no que diz Terezinha, é também limpar o corpo. Mesmo que, para isso, seja preciso sujar os sapatos.

Na volta para casa, uma pausa para a respiração. O peso da carga de quem trabalha às vezes até no fim de semana é aliviado com o descanso no barracão do estoque. É lá que a coleta é classificada. Cada produto vai para um canto, encontrar seus pares. Quem cansa muito, fica. Os outros voltam.

E o Santo Antônio está generoso, tem muito resíduo para recolher. Não dá para deixar para o dia seguinte. É nos bairros que a coleta acontece. No Centro, o acesso é restrito. Inclusive ao banheiro. O preconceito aparece. “Quando estamos no Centro, ou se corre para casa ou se segura até voltar à associação”, diz Terezinha.

Mais do que não separar o lixo. Muitos da cidade não gostam dos catadores. O pecado mortal deles: fazer da vida um motivo de sobrevivência e fazer da profissão a continuidade da vida na Terra. Simples assim. Ninguém deixa de ser catador por ter o “pipi” negado. O que eles querem é ganhar a vida e fazer o bem.


Rodrigo Nascimento
rodrigon@informativo.com.br

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Catador, Uma profissão invisível

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Não é lixo, é resíduo. Essa primeira frase rasga a garganta ofegante de Terezinha Ferreira (53). Pela boca, escapa a resposta seca quando se pergunta com que produto ela trabalha.

Há 12 anos na função, ela viu no que todo mundo joga fora a oportunidade de ajudar a criar as filhas. Hoje motiva outros a fazerem o mesmo. E ajuda a criar os filhos de outrem também. Terezinha faz mágica no quintal da associação que preside. “Não há escolha, o que existe é a necessidade. Criar filhos e ajudar no sustento de uma família leva a pessoa a vários caminhos.”

A asma impede Terezinha de caminhar mais. No Bairro onde funciona a Associação Simón Bolívar, que faz parte do Movimento dos Trabalhadores Desempregados de Lajeado (MTD), todo mundo colabora. Coloca na calçada, em caixas, sacos e sacolas, o sumo do trabalho dos 30 associados: material de reciclagem. Eles pouco aparecem, mas a Terra sente sua grande presença.

São latas de alumínio, garrafas de refrigerante, papelão que se transforma em dinheiro no bolso dos catadores. Quando o galpão enche, vem o caminhão, pesa e paga tudo que eles cataram. Não muito mais que R$ 40 para cada membro, a cada três meses. Essa é a folha de pagamento dos recicladores. Não é mole viver de resíduo.

As sobras da humanidade pesam mais no planeta do que na balança da associação. “Querendo ou não, a gente se sente parte da natureza, porque em cada lugar por onde se passa, a gente junta um papel que está no chão. Somos todos, sim, responsáveis. Nós, um pouco mais, porque vivemos disso.”

O futuro pela coleta

Terezinha e seus apadrinhados enxergam com nitidez a importância de coletar e separar materiais para a reciclagem. Confundido como “lixo” pelo senso comum, o produto principal deles é o futuro do planeta. Essa lição ela aprendeu com a vida. A 8ª série incompleta lhe ofereceu o que todo mundo sabe, aprende e repete. Já a importância de preservar, essa veio da observação particular. É na rua que a vida acontece. E ela ensina. Transpira conhecimento. Aos mais jovens, transborda: “O futuro da humanidade está na nossa atividade. É preciso ter consciência disso”.

Nas estradas do bairro

Faça chuva, sol ou tempo nublado, lá está o pequeno exército comandado por Terezinha, recolhendo os resíduos deixados pela civilização. Histórias de superação, alegria e realização profissional andam lado a lado ao carreto. Ora puxando, ora empurrando.

Ninguém sai sozinho e volta sem nada. Numa puxada, um pouco mais, noutra, nem tanto. Os catadores fazem o trabalho de formiguinha limpando a Terra e levando para o ninho a riqueza do terceiro milênio.

Cada vez que o sol se levanta, desafia a trabalhadora a ajudar na tarefa de limpar o meio ambiente. Trabalho que inspira os mais jovens. O neto mais novo, aos 4 anos quer acompanhar Teresinha. Ela resiste. Lugar de criança é em casa. Quando tem idade, na escola. Ela gosta de encontrar ferro usado. Difícil de carregar, mas rentável na conta, o ferro é a esperança da Teresinha, que tem nome de santa.

Sem carteira de motorista, ela pilota o carreto. Desvia dos carros estacionados, dos que passam, dos cães e dos pedestres. “Todo mundo tem que fazer seu trabalho bem. Conosco não é diferente.” O gosto pela profissão de catador faz a resignação de operária de rua se reduzir no meio do asfalto. “Trabalho é trabalho. O nosso é bom também.”

A catadora Lurdes Pereira dos Santos começou juntando material de reciclagem com charrete. Desde muito cedo, semeava a preservação ambiental como a prática que faz bem ao bolso e à humanidade. Nascida e criada em Lajeado, ela ajuda a sustentar a família do filho surdo – excluído do mercado de trabalho. Lurdes sonha alto e realiza.

Com tudo o que tira da lixeira, ela mantém a casa e satisfaz pequenos sonhos. Pequenos para quem não tem alma grande. Pergunte a uma dona de casa qual a importância de uma máquina de lavar roupas. Em 2011, depois de muito juntar tudo, Lurdes comprou a sua lavadora.

Luiza, a mais idosa do grupo, é também a mais entusiasmada. Antes mesmo de colocar o carreto nos trilhos da coleta, ela já circulava com o chimarrão e questionava: “Quando é mesmo que a gente vai sair?”. Foi a hiperatividade que a levou ao galpão dos catadores. “O serviço aqui, mesmo sendo com resto de material, é limpo. Todo mundo gosta.” Nas subidas e decidas das ruas e vielas desvendadas a cada semana, não vê obstáculos. As pernas não doem. “Dói na consciência de quem não recicla.”


Rodrigo Nascimento
rodrigon@informativo.com.br

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Índio na natureza: Relação histórica de sobrevivência

segunda-feira, 16 de abril de 2012
 

 

Difícil visualizar, mesmo que mentalmente, o Brasil de 500 anos atrás. Como era o ambiente? Era o paraíso pouco modificado pela ação do homem? Este olhar, no entanto, fica mais evidente para os indígenas que são nativos e, de geração em geração, tiveram o trabalho de ensinar sua cultura, rituais e costumes aos mais jovens. E, como uma roda que gira, é fácil ouvir um cacique falando de séculos passados como se fossem ontem. A relação do índio com o meio ambiente, embora apresente mudanças, continua sendo estreitamente entrelaçada.

O cacique Francisco Rokãn dos Santos (51), que há dois meses assumiu a Aldeia Fosá, situada no Bairro Jardim do Cedro, Lajeado, considera que o olhar do índio sobre o meio ambiente é diferente que do “homem branco”.

“Quando o Brasil foi invadido, meio ambiente era, para nós, muito agradável, e a gente tirava sustento deste ambiente natural. Hoje dificultou muito. E nosso olhar é tentar defender o que resta.” Seu Francisco nasceu numa tribo, em Nonoai, bem ao norte do Estado.

Em seus anos de viagem pelo Rio Grande do Sul, em contato com diversos territórios, a sabedoria do cacique entende que a proteção do meio ambiente está ligada à sobrevida. “Sem mato, não temos alimento. No passado, fazíamos artesanato para nosso próprio uso, para colher frutas, carregar peixes. Hoje, o mato não tem mais caça, e somos obrigados a comercializar o artesanato para comprar comida na cidade.”

A aldeia

Atualmente, a Aldeia Kaingang Fosá se situa num pedaço de terras com um pouco de mato, à margem da ERS-130. Ali tem oito casas, onde moram 16 famílias. Cerca de 70 pessoas formam o povoado.

A ligação dos indígenas com Lajeado é histórica. O cacique Francisco Rokãn conta que seus antepassados sempre tiveram território nestas redondezas. “Eles deixavam suas esposas na aldeia e utilizavam os rios da região para trazer alimento para a comunidade.” Num certo momento, algo em torno de 60 anos atrás, o caincangue lembra que o governo obrigou as pequenas aldeias a se retirar para os grandes territórios, aglomerando os povos no Alto Uruguai, em Nonoai. “De lá, a gente não podia sair.

Mas em 1988, com a nova Constituição Federal, as leis começaram a reconhecer os indígenas como cidadãos. Hoje nós votamos, elegemos prefeito, vereadores, presidente. De menores passamos para cidadãos com direito de ir e vir, e isso deu ao índio o prazer de voltar aos seus territórios antigos. Diz o mandamento do indígena que ele não pode deixar sua moradia, porque é território sagrado e não dá para sair daqui.”

 

 

Educação

As crianças da aldeia estudam em escolas regulares para aprender o português, mas dentro do povoado há um professor que leciona a língua caingangue. Uma vez por semana, cada turma tem aula com o professor Ezequiel Loureiro que se alfabetizou em Nonoai. “Não importa o lugar onde estamos, temos que manter nossa cultura. A nossa língua não pode ser perdida, temos que valorizá-la. E é importante exercitar ela (sic) porque as crianças já crescem no meio urbano com a influência de outra cultura”, enfatiza Loureiro.

“Os pequenos cooperam, os grandes não”

O cacique conta que, em Nonoai, até seus 9, 10 anos, tomava água de nascente. Hoje não é mais possível porque as fontes secaram. “A água que saía filtrada do próprio chão se acabou e, para nós, isso é uma doença. Nosso Rio Grande do Sul está cheio de eucalipto que suga nossa água, está acabando com nossa floresta e não dá fruto para os pássaros”, protesta o indígena.

Para ele, porém, o maior problema relacionado à escassez dos recursos naturais é a atuação das grandes empresas, as que não têm responsabilidade com o meio onde estão inseridas. “Os pobres, os pequenos cooperaram, os grandes não. Nós não pensamos em dinheiro, em ficar rico. Eu não quero comprar uma aeronave. Minha missão é cuidar do meio ambiente, ter comida decente, ter saúde e educação. Com isso já me considero riquíssimo.”

Artesanato

Se a flecha já fez tanto sentido para o índio nas caças do passado, hoje é o artesanato que garante comida para as famílias. As habilidades manuais com materiais encontrados na própria natureza garantem renda para a aldeia.

O cacique Francisco conta que quando a Fundação Nacional do Índio (Funai) surgiu, em 1967, ela teria orientado os indígenas a ser agricultores. “Meu pai era obrigado a plantar. Mas como sem recurso e com áreas degradadas iríamos produzir? Então, com meus 14 anos, comecei a fazer flechas para vender, e eu entendi que poderia viver do meu próprio artesanato e ter sustento com meus costumes”, relata.

Dessa maneira, a convivência com o meio urbano se aproximou. “A gente convive com a cidade. Temos esse câmbio de vender artesanato lá para comprar comida para nossos filhos.” No entanto, o líder estranha ainda algumas reações dos outros homens. “Ainda existe aquele branco que diz que se eu fosse índio eu tinha que andar pelado, não tinha que estar usando celular. Se eu for andar pelado, eu vou preso. Tivemos que nos adaptar ao modo de viver do branco.”

O cacique faz sim uso de telefone móvel e considera importante essa tecnologia. “A tecnologia facilita a comunicação e temos que aceitá-la.” Só que ele faz questão de salientar que a tecnologia em que mais acredita é a do seu povo. “Esta não falha. A minha experiência está na lua, ela me mostra quando vai chover”, frisa o caingangue.

 

Cintia Marchi
cintia@informativo.com.br

 

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Arborização: Entre o concreto e o verde

segunda-feira, 16 de abril de 2012

 

procura por explicações sobre como plantar árvores e a forma de construir canteiros na área urbana é tanta que, em Lajeado, a saída foi a implantação do Plano Municipal de Arborização Urbana. “Tarefa que não foi fácil, e após cerca de um ano de discussões, chegou-se ao final do trabalho que constitui o plano que traça as diretrizes a serem seguidas por qualquer cidadão de forma prática e objetiva”, comenta a secretária de Meio Ambiente, Simone Schneider.O documento começou a ser elaborado por meio de uma câmara técnica, formada pela parceria entre o Conselho Municipal de Meio Ambiente e a Secretaria de Meio Ambiente.

São 300 áreas verdes institucionais distribuídas pela cidade. Mas na área de maior circulação do Centro, impera concreto. A falta de arborização é lembrada no verão, quando a falta de um refúgio para o sol castiga quem transita nas principais ruas de comércio. A secretária considera que as árvores estão bem distribuídas, mas o Centro ainda preocupa. “Precisa haver uma mudança de cultura”, diz Simone. Se de um lado as árvores são praticamente nulas, por outro, a falta de planejamento ao plantá-las também provoca prejuízos.

Quando a cidade começou a ser urbanizada, não havia planejamento arbóreo. Dessa forma, existem muitas antigas plantadas inadequadamente que, em razão do porte, provocam danos à fiação elétrica, por exemplo. “Isso faz com que tenhamos problemas nas calçadas e com podas drásticas”, cita a secretária.

A alternativa para solucionar este tipo de problema é, a médio prazo, inventariar as espécies que apresentam problemas mais significativos e substituí-las por outras mais adequadas. “Mas a curto prazo, já está se trabalhando com os empreendedores de novos loteamentos, por exemplo, que a arborização das calçadas seja aprovada pela secretaria, para que possamos evitar problemas futuros.”

A flora condensada na cidade

Os parques e áreas verdes nas cidades cumprem um papel fundamental nos centros urbanos. As áreas verdes se constituem em espaços públicos com algum tipo de vegetação dentro do perímetro urbano.

Neste conjunto, são englobadas praças, jardins públicos e parques urbanos, que cumprem funções estéticas, ecológicas e de lazer. “Arborização urbana não é feita somente de árvores nas calçadas”, defende Simone.

Plano Diretor

O Plano de Arborização está em vigor desde 7 de junho de 2010. Segundo a secretária de Meio Ambiente, Simone Schneider, o documento considera o princípio do desenvolvimento sustentável, da precaução, a importância da arborização urbana para a qualidade de vida da população, a contribuição da arborização urbana para amenizar os efeitos da alta temperatura nas cidades e propiciar um ambiente visualmente agradável aos habitantes e visitantes. O plano encontra-se disponível no site da Prefeitura de Lajeado, no www.lajeado.rs.gov.br

Susana Leite
susana@informativo.com.br

 

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Lançamento do Meio Ambiente na Escola 2012 – TV Informativo

segunda-feira, 26 de março de 2012

Reportagem do Informativo Notícias, com o lançamento do
projeto Meio Ambiente na Escola 2012

 

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