Posts com a Tag ‘Estrela’

Corredor Ecológico: Novas vidas para o Rio Taquari

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O Corredor Ecológico do Rio Taquari mantém como foco principal ações que minimizam os im­pactos ambi­entais gerados pela ocupação humana nas áreas ciliares do rio. O objetivo é possibilitar a tomada de atitudes para revitalização desses espaços. A partir de reuniões entre Ministério Público, Departamento de Florestas e Áreas Protegidas (Defap), Emater/RS-Ascar, Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Univates, departamentos e secretarias de Meio Ambiente da região, foram estabelecidos planos de ação para execução de medidas práticas de recuperação dessas zonas.

As áreas consideradas corredores ecológicos seriam fixadas em porções de terra com larguras entre dez e 30 metros, cujas dimensões são avaliadas caso a caso, de acordo com os critérios estabelecidos pela comissão de meio ambiente do Codevat, em parceria com a Univates e a Emater. “As matas ciliares são de vital importância para o equilíbrio ecológico, oferecendo proteção para as águas e o solo, formam também corredores que contribuem para a conservação da biodiversidade, absorvem e fixam dióxido de carbono, entre outros benefícios ambientais. A ausência da mata ciliar provoca uma série de prejuízos ambientais de ampla abrangência”, salienta o biólogo Emerson Musskopf, da Secretaria do Meio Ambiente de Estrela.

Conheça os agentes executores do projeto

São agentes do projeto toda a população abrangida direta ou indiretamente pelo trabalho, não apenas os órgãos executores ou os proprietários das áreas ciliares.
- São órgãos executores o Ministério Público Estadual, as secretarias ou departamentos de Meio Ambiente dos municípios abrangidos pelo projeto e o Departamento de Florestas e Áreas Protegidas (Defap).

- O Ministério Público Estadual, por meio da Comarca de Estrela, coordenada pela promotora de Justiça Especializada, Mônica Maranghelli de Ávila, é o órgão promotor do projeto, encarregado de mantê-lo progredindo ao longo do tempo, realizando as audiências públicas e motivando proprietários e municípios a executar suas funções.

- Cabe aos municípios executar os levantamentos técnicos nas áreas ciliares urbanas e rurais e também fazer os plantios nas áreas ciliares rurais.

- Os proprietários rurais deverão isolar as áreas e zelar pela manutenção dos espaços a serem reflorestados. Os proprietários de áreas urbanas devem executar a recuperação das áreas ciliares, além do isolamento.

- Cabe ao Defap efetivar o licenciamento ambiental dos projetos de recuperação de áreas. Cabe a eles também, se necessário, com apoio do Grupo de Policiamento Ambiental da Brigada Militar, efetivar a fiscalização das áreas do Corredor Ecológico do Rio Taquari.

Tire suas dúvidas

O biólogo Emerson Musskopf, que participa desse projeto, responde a perguntas sobre recuperação de matas ciliares.

- O corredor integra quais municípios e quantos quilômetros?

Integram o projeto os municípios de Estrela, Lajeado, Colinas, Bom Retiro do Sul, Taquari, Cruzeiro do Sul, Venâncio Aires, General Câmara, Encantado, Roca Sales, Muçum e Santa Tereza, numa extensão de mais de 180 quilômetros do rio, gerando ações em cerca de 375 quilômetros de margens fluviais.

- Quantos proprietários de áreas ribeirinhas já firmaram compromisso para recuperação do corredor?
Foram 1.775 vistorias realizadas em áreas ribeirinhas e encaminhadas ao Ministério Público, 1.358 Termos de Ajustamento de Conduta (TAC), 142 mil mudas acertadas para plantio por termos de ajustamento até o fim do inverno de 2012, numa área total de 218,7 hectares de área que será recuperada. Das mais de 142 mil mudas, cerca de 80 mil foram introduzidas na área ciliar.

- Como ocorre o processo de recuperação do corredor?
O corredor vem sendo implantado dentro do planejado. O projeto foi elaborado pensando a longo prazo, planejando sua implementação num período de cerca de 15 anos, com, no mínimo, mais dez de monitoramento. Além do plantio de árvores estão planejadas ações, como obras de contenção de taludes, instalação de estações de tratamento de efluentes e outros.

- Que tipo de árvore se recomenda para a margem dos rios?
Apenas plantas de pequeno porte, com intenso arraigamento e que, naturalmente, ocorrem nessas áreas ciliares como os sarandis, caleandras, mata- olho, camboim e salseiro, entre outras encontradas nas margens conservadas do Taquari. Em muitos casos, se faz necessário primeiro cortar árvores que caracterizem espécies inadequadas para o local.

- Por que é importante ter mata às margens do rio?
A mata ciliar contribui para estabilizar as áreas críticas, pelo desenvolvimento e manutenção de um emaranhado de raízes; atua como tampão e filtro entre os terrenos mais altos e o ecossistema aquático, participando do controle do ciclo de nutrientes na bacia hidrográfica. Essas áreas atuam na diminuição e filtragem do escoamento superficial, impedindo ou dificultando o carreamento de sedimentos para o ambiente aquático, contribuindo para a manutenção da qualidade da água.

- A mata ciliar também contribui para a alimentação de peixes?
A mata ciliar promove a integração com a superfície da água, proporcionando cobertura e alimentação para peixes e outros componentes da fauna aquática. Por meio das copas de suas árvores, interceptam e absorvem a radiação solar, contribuindo para a estabilidade térmica dos pequenos cursos d’água.

Cíntia Marchi
cintia@informativo.com.br

VN:F [1.9.1_1087]
Avalie este post:
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.1_1087]
Rating: 0 (from 0 votes)

De vizinho só a seringueira

terça-feira, 5 de junho de 2012

Ela ainda não virou ponto turístico de Estrela, mas vira e mexe tem gente curiosa querendo ver de perto a seringueira plantada na residência da família Lima. São crianças e adultos que pedem para tirar fotografias na árvore que chama a atenção por conta de suas raízes que nascem em cima do solo. Além dessas, muitas outras estão escondidas embaixo da moradia.

Segundo Elvori Vargas de Lima (66), é da seringueira que se extrai a borracha. “O galho cresce e larga uma haste que depois de alguns dias vira um alicerce, esses alicerces é que dão a sustentação.” Lima destaca que a árvore deve ter em torno de cem anos. “Do outro lado da casa já tem raízes, um dia estava cavocando o solo e consegui enxergar. Tem raízes até embaixo da estrada”, garante o morador que vive com sua família em frente ao viaduto do trevo de acesso ao município de Estrela.

Lima explica que tem verdadeira adoração pela seringueira, mas diz que ela já trouxe alguns problemas para a família. “A casa tem várias rachaduras por conta da força dessas raízes e temos frequentemente problemas no sistema de canalização, mas são situações que por enquanto ainda conseguimos resolver.”

Responsável pela limpeza do pátio, Lima diz não se importar em ter que de dois em dois dias recolher as folhas amarelas que árvore deixa cair. “Como sou aposentado tenho tempo para isso, minha esposa cuida dos afazeres domésticos, da comida e de nossa netinha. Enquanto eu cuido da organização do pátio e dos bichos.”

Ao lado de sua esposa, Sirlei (56) e do filho Rodrigo Veber de Lima (27), Lima diz que o sonho da família é morar no Centro da cidade. “Minha esposa não gosta de viver aqui, tem bastante cupim e isso acaba com os móveis, mas eu adoro, e por mim continuava por aqui.” Sirlei explica que sente falta de ter vizinhos. “Já moramos aqui há 15 anos e é ruim assim não ter a quem recorrer, e com quem conversar.”

A casa onde a família Lima vive há 15 anos, pertence ao Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem (Daer). “Trabalhei durante muito tempo para o Daer e assim sempre moramos aqui, em que pago um aluguel pela moradia. Mas sonhamos sim, em ter a nossa casa própria, mas é claro, que o que mais sentirei falta quando isso acontecer, é da árvore que com o passar dos anos criei esse hábito de cuidar dela e de verificar cada raiz nova que surge.”

Carolina Gasparotto
carolinag@informativo.com.br

VN:F [1.9.1_1087]
Avalie este post:
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.1_1087]
Rating: 0 (from 0 votes)

Bate-papo ambiental – TV Meio Ambiente

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Assista parte do depoimento da catadora Terezinha Ferreira, presidente da Associação Simon Bolívar de Lajeado. Ela falou durante uma hora aos alunos do Ensino Médio do Colégio Santo Antônio em Estrela.

Imagens: Rodrigo Nascimento
rodrigon@informativo.com.br

VN:F [1.9.1_1087]
Avalie este post:
Rating: 1.0/5 (1 vote cast)
VN:F [1.9.1_1087]
Rating: +1 (from 1 vote)

Conscientização no Calçadão

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O grupo União pela Preservação realiza amanhã, a partir das 10h, distribuição de sacolas ecológicas e folders da agenda da coleta seletiva em Estrela. A ação ocorre no Calçadão. Susana Müller Fornari, Francine Fritsch, Caroline Beatriz Gomes da Silva e Isabel Simone Muller buscam conscientizar sobre a importância da separação do lixo e coleta seletiva na cidade.

Gigliola Casagrande
gigi@informativo.com.br

VN:F [1.9.1_1087]
Avalie este post:
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.1_1087]
Rating: 0 (from 0 votes)

Patram apreende redes de pesca

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O 2º Grupo de Policiamento Ambiental (Patram) do Vale do Taquari apreendeu recentemente, no Rio Forqueta, em Putinga, redes de pesca, inclusive com malha predatória e peixes fora do tamanho permitido. Na ocasião, foi lavrado termo circunstanciado por crime ambiental, e o material – um caíque e 540 metros de redes – apreendido, além de oito quilos de peixes que foram incinerados através de termo de destruição. “Essas pessoas vão responder processo judicialmente, e será encaminhado ofício ao Ibama para emissão de multa administrativa. Também será encaminhado relatório à Promotoria de Justiça, sendo que o infrator poderá ser responsabilizado pelo Ministério Público para alguma compensação na esfera cível”, afirma Dari Júlio Scherer, soldado que atua no policiamento ambiental desde 1999 e, a partir de outubro de 2010, é responsável pelo comando da Patram. “O objetivo da fiscalização é melhorar as condições de preservação dos rios, fauna, flora, mineração, disposição de resíduos sólidos e destinação do lixo urbano, atendendo à legislação ambiental.”

Dari e o gerente de meio ambiente da Certel, Ricardo Jasper, mostram material apreendido próximo à área de alague da Hidrelétrica Salto Forqueta/Samuel Dickel Bünecker

A orientação referente à pesca é de que deve haver conscientização. Grande parte dos infratores, segundo o soldado, alega estar pescando por lazer. Os pescadores profissionais, que têm esta atividade como meio principal de sobrevivência e estão habilitados para a utilização de redes, e os amadores deverão pescar dentro dos limites que a sua categoria permitir, sendo que não poderão fazer uso de redes e tarrafas que não estiverem regularizadas. Não se deve pescar peixes que estão na lista de ameaçados de extinção, como o dourado e o surubi, nem com tamanho inferior a 30 centímetros, como piava, gramatã, traíra e jundiá, e 18 centímetros, como pintado. Também é proibida a pesca na distância de 200 metros à montante (lado da nascente, em relação ao rio) e à jusante (lado oposto ao da nascente) de cachoeiras, barragens e hidrelétricas e na confluência de rios e arroios, na mesma distância. A Patram de Estrela está localizada próximo ao porto fluvial do Rio Taquari, e atende 40 municípios. Fonte: Departamento de Relações Institucionais Certel

Gigliola Casagrande
gigi@informativo.com.br

VN:F [1.9.1_1087]
Avalie este post:
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.1_1087]
Rating: 0 (from 0 votes)

Estrela mais verde

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Plantio de mudas envolveu estudantes do Martin Luther/divulgação

A turma 212 do Colégio Martin Luther, de Estrela, plantou árvores em maio. As mudas foram recebidas no começo do ano letivo, em ação que envolveu outras turmas da escola. Fonte: Meio Ambiente na Escola

Gigliola Casagrande
gigi@informativo.com.br

VN:F [1.9.1_1087]
Avalie este post:
Rating: 1.0/5 (1 vote cast)
VN:F [1.9.1_1087]
Rating: 0 (from 0 votes)

Reflexão e compromisso

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Turma 82 doa e planta uma árvore na escola/divulgação

Para lembrar o Dia do Meio Ambiente e o compromisso com o planeta, alunos, professores e funcionários da Escola Municipal Leo Joas, de Estrela, refletiram sobre a missão e a necessidade de cuidar, colaborar e preservar o meio ambiente, que é patrimônio de todos. As professoras Ângela Kuhn, Cristina Hatori e Venilda Coelho organizaram diversas apresentações e reflexões sobre o tema, tendo um significativo envolvimento dos alunos. Na culminância desta data, ocorreu o plantio de uma muda de manacá da serra, doada pelos alunos da turma 82. Fonte: Assessoria de Imprensa

Gigliola Casagrande
gigi@informativo.com.br

Teatro Herdeira das Bruxas/divulgação

 

VN:F [1.9.1_1087]
Avalie este post:
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.1_1087]
Rating: 0 (from 0 votes)

No pátio, um símbolo de Estrela

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Alunos plantam muda de pau-brasil em escola de Estrela/Frederico Sehn

Uma  muda de ipê-roxo ganhou lugar privilegiado no pátio da Escola Estadual Moinhos, esta semana. A árvore-símbolo de Estrela  foi plantada nas atividades iniciais da 6ª Semana Municipal do Meio Ambiente e Semana do Meio Ambiente RS 2011. Outras 15 espécies nativas devem ser cultivadas em volta das quadras de esporte que são usadas por toda a comunidade. O Instituto Estadual de Ensino Estrela da Manhã e a Escola Municipal Pinheiros também receberam mudas de ipê-roxo. “Mas precisamos que as pessoas façam ações não só nesta semana por ser a Semana do Meio Ambiente; é preciso fazer ações sempre, no dia a dia, colocando o lixo nas lixeiras, cuidando dos animais, preservando o ambiente onde se vive”, destaca a educadora ambiental Camila Hasan. A programação continua até a próxima semana, com atividades diversas. Detalhes pelo www.sema.rs.gov.br Fonte: O Informativo do Vale

Gigliola Casagrande
gigi@informativo.com.br

VN:F [1.9.1_1087]
Avalie este post:
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.1_1087]
Rating: 0 (from 0 votes)

Vamos nessa?

sexta-feira, 27 de maio de 2011

No Vale, programação estadual ocorre em Estrela/reprodução

Estrela vai centralizar os eventos da Semana do Meio Ambiente RS 2011, promovida pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente, em transversalidade com órgãos do Estado e pela Assembleia Legislativa, por meio da Comissão de Saúde e Meio Ambiente, com a participação de amplos setores parceiros na construção de um projeto de desenvolvimento sustentável para o Rio Grande do Sul. A abertura, com plantio da árvore símbolo de Estrela em escolas do municípios será em1º de junho, às 9h e 15h. No dia 3, o salão da Soges sedia o Projeto Evolução e Diversidade, às 8h:30min e 14h.  No dia 6, inicia-se a Mostra Itinerante Ano Internacional das Florestas, às 9h. No dia 7, ocorre a Blitz da Compra Verde, com distribuição de sacolas ecológicas em estabelecimentos comerciais, às 9h e 15h. E, no dia 8h, prevista a oficina para professores, sobre arqueologia da BR-386, com Estado e e Dnit, às 14h, na Sala Verde.

A Semana do Meio Ambiente RS é fruto de legislação conquistada em décadas passadas e busca dinamizar a integração entre a realidade e a necessidade de transformá-la, a partir de novos conceitos, novas formas de participação e integração e de um instigante desafio – o de dar consequência, em sintonia com o Brasil, a um projeto de desenvolvimento econômico, social e ambiental que afirme o estado como indutor desse desenvolvimento, da democracia, da justiça social e da soberania da nação brasileira. Vamos, juntos, como em seus versos diz Fernando Pessoa, “com sensíveis movimentos da esperança e da vontade, buscar na linha do horizonte a árvore, a praia, a flor, a fonte, os beijos merecidos da verdade…” Fonte: Sema/RS

Gigliola Casagrande
gigi@informativo.com.br

VN:F [1.9.1_1087]
Avalie este post:
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.1_1087]
Rating: 0 (from 0 votes)

Todos no mesmo barco

terça-feira, 17 de maio de 2011

Mobilização retirou mais de cinco toneladas de lixo do Taquari/Deolí Gräff

Tem gente que se preocupa com o rio só quando dá enchente. Ainda bem que tem gente que se preocupa com o rio em qualquer época do ano. E gente que se une e promove ações como o Viva o Taquari Vivo, em sua quinta edição, realizado sábado. A iniciativa da Acil como voluntária da unidade da Parceiros Voluntários Lajeado, com o apoio de entidades, empresas e órgãos públicos, além da efetiva participação dos bombeiros de Lajeado e Estrela e da Defesa Civil, serve de exemplo. Foram retiradas 5,5 toneladas de lixo nas margens do Rio Taquari, na área urbana das duas cidades – 1,4 tonelada a mais que em 2010 (confira quadro). A finalidade de toda mobilização vai além da coleta de resíduos. “O objetivo é provocar a reflexão da comunidade para a importância do cuidado de preservar o rio, não apenas em um dia, mas continuamente”, afirma a bióloga da Univates Cátia Gonçalves, que coordenou a separação, classificação e pesagem dos resíduos coletados pelos voluntários. Entre eles, materiais cerâmico e restos de construção, sofás, cadeiras, portas, material eletrônico como aparelho de televisão e computadores. Pena que tem gente que ainda joga tudo isso no Taquari. Não lembra que, no fundo, estamos “todos no mesmo barco”. 

Fonte: Unidade Parceiros Voluntários Lajeado

Gigliola Casagrande
gigi@informativo.com.br

VN:F [1.9.1_1087]
Avalie este post:
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.1_1087]
Rating: 0 (from 0 votes)