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Ilhas de plástico matam 1,5 milhão de animais por ano, diz especialista

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Cerca de 1,5 milhão de aves, peixes, baleias e tartarugas morrem ao ano por causa de dejetos plásticos no mar. E o problema pode se agravar: segundo estudos científicos divulgados em Quito, cinco “ilhas” desses resíduos flutuam nos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico.

“A cada ano, os plásticos (no mar) matam 1,5 milhão de animais”, afirmou Laurence Maurice, do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD) francês. “No Pacífico Norte, 30% dos peixes ingeriram plástico em seu ciclo de vida”, acrescentou.

Durante a Semana da Água, organizada pela embaixada francesa em Quito, Maurice, que é diretora mundial de pesquisas do IRD, apresentou estudos recentes sobre o que chama de “o sétimo continente”: massas não compactas de dejetos plásticos que estão à deriva nos três principais oceanos.

“A (ilha de dejetos) do Pacífico é a maior. As outras são um pouco menores”, disse Maurice, em entrevista à AFP.

Por volta de 1997, essa massa de resíduos foi avistada pela primeira vez no Pacífico Norte, entre a costa californiana e o Havaí. Desde então, triplicou seu tamanho e, agora, ocupa uma superfície de 3,5 milhões de km². Esta ilha cresce, aproximadamente, “80.000 km2 por ano”, alertou essa doutora em Hidrogeoquímica Ambiental.

Um artigo publicado em 2012 por especialistas da Universidade da Califórnia na revista “Biology Letters”, da sociedade de pesquisas britânica Royal Society, já advertia que esses resíduos de microplásticos – partículas menores a cinco milímetros – formavam uma “sopa mortal” para o ecossistema marinho.

Expedições científicas encontraram esses dejetos a até 1.500 metros de profundidade no mar.

Albatrozes que comem tampas de garrafa Maurice explicou que essas massas flutuantes não chegam à costa, pois as correntes marinhas as arrastaram para o centro de redemoinhos gigantes, onde a água é “como um lago”.

Uma garrafa d’água pode levar vários meses para chegar a esses redemoinhos. “O que acontece é que, no final, não vai se degradar, porque a ação das bactérias e dos fungos não ataca o plástico”, afirmou a especialista, acrescentando que 80% do plástico que está no mar é polietileno, o material do qual esses recipientes são feitos.

Durante a conferência em Quito, Maurice disse que as espécies marinhas confundem os resíduos plásticos com comida e morrem, ao ingeri-los.

“Encontraram no estômago de uma baleia cachalote peças de estufas para cultivo de tomate que foram destruídas por uma tempestade e entraram no mar”, contou a pesquisadora, acrescentando que do animal foram extraídos 20 quilos de plástico.

Aves marinhas como os albatrozes também acreditam que os restos plásticos que flutuam no mar são alimento.

“Os pais dessas aves estão dando pequenos pedacinhos de plástico a seus bebês (…) Um jovem albatroz foi encontrado morto com o estômago cheio de plástico, porque os pais estão confundindo comida com tampas de garrafa”, comentou a especialista.

Em 2011, a Sociedade para a Conservação dos Golfinhos e das Baleias (WDCS, na sigla em inglês) destacou que os resíduos plásticos constituem uma ameaça mortal para golfinhos e baleias, porque eles ingerem, ou se enrolam nesse material.

Fonte: noticias.uol.com.br

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Aplicativo ajuda no combate de atropelamento de animais silvestres

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Um estudo divulgado pelo Centro Brasileiro de Ecologia revelou que, em média, 15 animais silvestres são atropelados por segundo no Brasil – a maioria, nas rodovias do interior de São Paulo. E para proteger os motoristas e os bichos, os pesquisadores desenvolveram o ‘Sistema Urubu’. Um aplicativo para celular que mostra os trechos onde a travessia dos animais é mais comum. Em Bauru (SP), já é possível contar com ajuda desse monitoramento.

Na região de Bauru, já foram registrados 84 acidentes envolvendo animais silvestres nos últimos seis meses. Uma pessoa morreu. “O motorista deve transitar com cuidado, respeitando os limites de velocidade, para evitar esse tipo de acidente. Estando numa velocidade compatível, dentro dos limites, ele terá chances de lesões diminuídas e, muitas vezes, acaba nem sendo vitimado”, ressalta o subtenente da Polícia Rodoviária, Elias Lourenço.

O aplicativo é também uma das ferramentas para auxiliar o motorista e reduzir essas estatísticas de acidentes. Ele pode ser baixado de graça e que promete prevenir os motoristas e proteger os animais. Com ajuda do celular, os motoristas vão se transformar em fiscais das rodovias.

Por meio do aplicativo, é possível enviar fotos e a localização de acidentes envolvendo animais silvestres. Todas as informações vão para um banco de dados que mostra os locais onde a travessia dos bichos é mais comum.

Para que o aplicativo funcione é preciso que o GPS do celular esteja ligado. O centro de estudos fez uma parceria com os zoológicos brasileiros. Em Bauru, os funcionários já estão preparados para orientar todos os visitantes de como usar o programa. “Isso é fundamental para que sejam implantadas políticas efetivas para diminuir estes atropelamentos que para algumas espécies, hoje, se trata de um dos problemas que está levando essas espécies à extinção”, explica o diretor do Zoo de Bauru, Luiz Pires.

Espécies como a onça parda e os tamanduás mirim e bandeira são as principais vítimas de atropelamento na região. A maioria dos animais resgatados é levada para a Associação Protetora dos Animais Silvestres de Assis. Na ONG os bichos ganham cuidados especiais. “Eles são animais propícios para fazer a reprodução em cativeiro para futuramente a gente fazer a soltura dos filhotes para o programa de conservação”, afirma Aguinaldo Marinho de Godoy, presidente da Apass.

Sobrevivência dos animais também depende de atitudes simples. Genilson César Rodrigues é agente de escolta e vive na estrada. Em uma de suas viagens, ele ajudou a salvar um tatu. O bicho estava às margens da rodovia. Genilson parou o carro com segurança, pegou o animal e o devolveu a mata. “Meu gosto, apreço por animais vem desde a infância, desde moleque, tempo de pré, que eu tenho um certo apreço por animais, gosto de manuseá-los. Sempre, desde criança convivi em sítios, fazendas, onde adquiri uma certa experiência no manejo”, explica.

Passagens de fauna – Na região mais de 60 passagens de fauna, que também evitam o atropelamento de animais, serão implantadas até 2015. a primeira fase, a iniciativa está contemplando pontos de instalação na Raposo Tavares (SP-270) e João Baptista Cabral Rennó (SP-225).

As passagens de fauna são túneis construídos ou adaptados sob o asfalto para evitar que os animais cruzem a pista. Nos pontos de incidência de animais de médio e grande porte, também são fixadas telas dos dois lados da rodovia, formando uma barreira que guia o animal até a passagem segura debaixo da pista.

Fonte: G1

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Trabalho que aproxima homens e animais

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

 

Alguns animais sempre foram meios de transporte para os homens. Mas na propriedade do entregador de jornal O Informativo Vitor Hugo Mello Augustin (39), os animais também servem para aproximá-lo das pessoas e estar em contato com a natureza. Ele mantém em sua chácara, no Bairro Igrejinha, Lajeado, três cavalos petiços, dois jumentos e cachorros. Os cavalos puxam uma carroça, no estilo “Cedelinho”, que pode carregar adultos e crianças. Essa carroça já serviu para transportar noivos, em Progresso, que comemoravam bodas de diamante (60 anos de casamento). Mas o meio de condução é preferido mesmo pelos pequenos. “Muitas creches me contratam para levar as crianças. Elas adoram, aprendem a valorizar os animais, sempre com todo o cuidado e bastante segurança”, salienta Augustin.

 

O dinheiro que o entregador de jornal ganha com os animais ele reverte em bons cuidados aos próprios bichos e melhorias na propriedade. De tanto lidar com eles, Augustin se apegou. Cavalos, ele sempre teve, mas resolveu aumentar a quantidade de animais para se aproximar dos filhos. A tática deu certo. Enquanto ele trata, encilha, tira e coloca os bichos no potreiro, estreita o relacionamento com Weslei (11), Tainã Monique (16), Estefani Jordana (14), Isadora (4) e a enteada Vitória (5). “Os animais têm a capacidade de aproximar as pessoas e ajudam a gente a fazer novas amizades. Por causa das trilhas com a minha carroça, eu estou sempre conhecendo gente e frequentando outros lugares.”

 

Augustin ainda sonha ampliar o projeto. Há pouco mais de um ano, ele planeja criar um parque de animais, tanto que já solicitou à Prefeitura de Lajeado uma licença para este fim. O alvará ainda não saiu, mas a proposta se mantém de pé.
O entregador de jornal gostaria de fazer dos animais um instrumento de educação, lazer e contato com o meio ambiente. “Toda pessoa que se cria no meio dos animais e tem um pouco de coração se apega aos bichinhos. O animal te conquista. Hoje, basta um assovio e eles vêm correndo ao meu encontro. Eu sei que é preciso entendê-los para que depois eles me entendam”, ensina Augustin com a sabedoria adquirida no convívio com as pessoas e os animais.

 

Cintia Marchi
cintia@informativo.com.br

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Fauna aquática: poluição constante mata peixes

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Encantado, Estrela, Lajado, Forquetinha, Santa Clara do Sul, Muçum e Cruzeiro do Sul registraram denúncias de poluição em seus arroios que resultaram em morte de peixes em 2012. O dado é confirmado pela patrulha ambiental do GPA. De acordo com o solado Dari Júlio Scherer, responsável pelo monitoramento de 40 municípios da área baixa da Bacia Taquari-Antas, não existe um número fechado da mortandade de peixes. Mas ela existe e é motivo de ação constante dos policiais.

Os agentes mais poluentes são os dejetos dos chiqueiros e aviários, que por falta de cuidado dos produtores, caem dentro dos arroios. Os arroios são os galhos que se ligam ao tronco do Taquari. Nesses “galhos” que fica a podridão poluente. Neles que ocorre a mortandade de peixes. “Instalações malfeitas e a falta de preocupação com a água resultam nesse problema.”
Algumas empresas também depositam seus efluentes – água suja da produção – dentro dos arroios. Em épocas de seca, a vazão da água suja chega a ser maior do que da própria nascente. “É visível e não há como não notar o descumprimento da lei que proíbe a poluição da água”, completa o solado Dari.

 

Os peixes do Vale

Existem cinco espécies nativas de peixes nos arroios e dentro do Rio Taquari na região. Peixes nativos são aqueles que naturalmente se criam na água, sem a interferência humana. São eles pintado, piava, jundiá, cascudo e grumatã. Os lambaris estão entre os nativos e os exóticos, porque algumas subespécies desse peixe nasceram em açudes, que quando abertos os conduzem para dentro dos arroios e rio. Já a carpa é natural de tanques. Ela é encontrada dentro dos arroios nas mesmas circunstâncias do lambari.

 

Como acontece a morte dos peixes

Quando a quantidade de poluição, ou matéria orgânica decomposta, como fezes e os próprios peixes mortos, aumenta, o nível de oxigênio dentro da água cai. Com menos oxigênio, não há vida dentro ou fora da água. A maioria dos peixes que morrem dentro dos arroios tem esse trágico fim por causa da falta de oxigênio.

Um exemplo de falta de oxigênio que causou um desastre natural, matando toneladas de peixes, foi a poluição do Rio dos Sinos, em 2006, que atingiu níveis tão elevados de efluentes que impossibilitou a vida dos alevinos. As imagens rodaram o mundo e chamam a atenção do papel fiscalizados da comunidade. “Todos somos fiscais e todos temos o dever de acionar a patrulha quando se vê alguma irregularidade”, afirma o soldado.

 

Custa caro matar os peixes

O artigo 54 da Lei 9.605 estabelece prisão de um a quatro anos para quem comete crime ambiental, no caso, a poluição de arroios e rios. Além da prisão, quem polui é punido de forma administrativa com uma multa que vai de R$ 50 mil a R$ 50 milhões – dependendo da quantidade de peixes mortos e o impacto
disso na vida natural.

 

Poluição compete com a piracema

 

Perto da piracema, época em que os peixes se reproduzem, a quantidade de flagrantes de poluição se torna um problema a mais para a sobrevivência das espécies. Além de conviver com a pesca ilegal nesse período, o grande depósito de matéria orgânica nos leitos dos arroios e rios dificulta o nascimento de novos peixes.

Na piracema, que ocorre de novembro a 31 de janeiro, os machos sobem o rio atrás das fêmeas que colocam os ovos. Por isso, a pesca nesse período fica restringida a algumas áreas do rio – com limites de margens e barragens – onde as fêmeas e os filhotes se concentram.

 

Rodrigo Nascimento
rodrigon@informativo.com.br

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Animais indesejados: como se livrar deles

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Sabe-se que os animais cumprem um papel importante no ecossistema, cada um no seu lugar, na cadeia alimentar, mantém o equilíbrio ecológico. Mas quando eles “invadem” o espaço, deixam de ser vistos como entes do ecossistema para se tornar um incômodo. Cupins, formigas, mosquitos e até lesmas e caracóis costumam ser alvo de inseticida e veneno que põem fim no ciclo de vida desses bichos. Eliminar insetos não é crime, mas dependendo do produto que se utiliza contra eles, o dano pode ser grande. Na composição dos inseticidas existe a mesma fórmula usada em agrotóxicos. Isso pode acarretar danos ao meio ambiente. Mas para tudo existe alternativa. O Meio Ambiente na Escola, com a colaboração do engenheiro-agrônomo Nilo Cortez, dá algumas dicas para eliminar insetos sem agredir a natureza.

 

Mosquito da dengue

 

Alternativa caseira para acabar com o transmissor da doença: a cafeína mata os ovos, e o cheiro da borra afasta o inseto Aedes aegypti. Salpique borra dentro das bromélias e nos locais onde a água costuma empoçar. Em vez de colocar apenas areia no pratinho dos vasos, misture uma parte de borra para cinco partes de areia, trocando esse composto uma vez por semana.

 

Mosquitos

 

Sacos pequenos cheios de canela afastam os mosquitos de dentro de casa. Para manter o ambiente livre desses insetos, basta espalhar pela casa, nas salas, dormitórios, cozinha, os saquinhos com canela.

 

Formiguinha na cozinha

Encontre o caminho das formiguinhas e aplique a seguinte solução:

- Nos caminhos das formigas coloque dez gramas de tártaro emético (possível de conseguir em farmácias de manipulação) e 80 gramas de açúcar moído;
- Localize onde as formigas estão entrando (como o batente da porta, por exemplo) e, com um aparelho de injeção, aplique a mistura de uma parte de querosene e nove partes de água. Depois, feche com gesso ou cimento branco. Também podem ser usados óleo de soja e água nas mesmas proporções.
- É possível ainda aproveitar a água com sabão em pó na qual ficou a roupa de molho, sempre fechando com gesso ou cimento branco.

 

Cupim

Se o ataque for muito intenso, procure um profissional para a dedetização. Mas se o ataque de cupins for restrito a um móvel, tábua ou gaveta, existem algumas alternativas:
- Quando possível, substitua a peça atacada e queime-a;
- Injete cupimicida (agrotóxico), querosene ou benzina e feche com cera ou parafina;
- Derreta cera de abelha em banho-maria, juntando essência de bergamota até formar uma pasta. Passe nos furos e na madeira. Funciona como repelente.

 

Susana Leite
susana@informativo.com.br

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Abandono de animais:um problema constante

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

 

Se andarmos pelas ruas das cidades e observarmos além do habitual, veremos uma situação preocupante. É visível o número de animais abandonados perambulando pelas vias. Bichos magros, que não recebem apoio e, muitas vezes, com donos que não se preocupam em mantê-los em boas condições. Acontece que cães e gatos sem cuidados podem adquirir parvovirose, cinomose, leptospirose, babesiose, giardíase, sarna, entre outros, inclusive doenças que podem ser passadas para humanos. 

  

A dirigente da Equipe de Controle Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente de Lajeado, Juliana Fava e Silva, explica que para evitar essas moléstias, é essencial a vacinação e cuidados básicos dos animais. “A falta de respeito das pessoas aos animais deixando-os expostos ao tempo, sem abrigo, sem alimentação e água, e até mesmo abandonando-os, é uma situação preocupante. As pessoas devem ter cuidados com seus animais, e isso é uma obrigação imposta pela legislação”, diz. O abandono e a falta de cuidados deixam os animais expostos a tudo que tem relação direta a zoonoses, que são doenças transmitidas ao homem. “Então, a conscientização da população sobre a posse responsável é importante para garantir não só a saúde animal, mas também a saúde humana”, fala. 

Ela cita ainda a Lei Municipal nº 7.960, de 15 de janeiro de 2008, no artigo 13, que é de responsabilidade dos proprietários a manutenção dos animais em perfeitas condições de alojamento, alimentação, saúde e bem-estar. Ainda as providências pertinentes à remoção dos dejetos por eles deixados em vias públicas e em locais particulares que possam gerar incômodo aos vizinhos, ficando o proprietário sujeito a penalidades previstas. Além disso, manter animais em lugares anti-higiênicos ou que lhes impeçam a respiração, movimento ou descanso, ou os privem de água ou luz, é considerado maus-tratos. 

Cuidados

Ao decidir ter um animal de estimação, a pessoa deve estar ciente de suas responsabilidades, ou seja, são responsáveis pelos mesmos até o final de sua vida. Os proprietários devem conhecer as necessidades básicas do animal quanto à alimentação, comportamento, higienização do bicho e do local que está alojado, sendo que é necessário sempre manter a carteirinha de vacinação e desverminação atualizada, seguindo orientação de um médico-veterinário. “Além disso, é necessário esterelização ou cuidados básicos para evitar uma cria indesejada”, aponta. 

Trabalho voluntário para salvar os bichos 

Há dez anos, Maria Izabel da Silva viu uma cena que a deixou consternada. Uma mulher batia com raiva em um gato. Apavorada, ela procurou alguém que protegesse os animais da ira e do descaso de alguns humanos. Como não achou, ela teve a ideia de fundar uma entidade. Então, em 4 de outubro de 2002 surgia a Associação de Proteção aos Animais São Francisco de Assis (Apasfa), de Lajeado. 
Hoje, atuando como presidente, Maria Izabel lembra que foi a pioneira na área. “Depois disso, outras associações na região surgiram, e a nossa é uma das poucas que ainda não têm um canil adequado para abrigar os animais”, fala. O espaço que a associação possui é uma espécie de canil improvisado, construído pelas voluntárias, com seis baias. Atualmente são cerca de 150 cachorros e 70 gatos que também ficam nos chamados lares de passagem, que são as casas de voluntários que abrigam os bichos até a adoção. Na casa da presidente são 20 cachorros e dois gatos. 
Depois da associação criada, Maria Izabel pode ver que os maus-tratos vão além do que ela imaginava. “Vemos muitas coisas por aí, sem falar que o abandono é imenso. São várias as vezes que simplesmente deixam animais no pátio da minha casa”, narra. Para tentar amenizar o problema, a presidente pede que as pessoas denunciem quando virem alguém abandonando um animal, atitude esta que tem aumentado com o passar dos anos. “É crime! Anote a placa e denuncie”, fala, lembrando que a Apasfa está precisando de voluntários que possam abrigar animais até a adoção. 

Maltratar animais é crime! 
Confira o que diz o artigo 32 da Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, sobre o assunto. 
“Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: 
Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa. 
1º – Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. 
2º – A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.” 
Responsabilidade 

Ter um animal em casa requer responsabilidade. “Ele precisa comer, tomar água, fazer suas necessidades fisiológicas e, provavelmente, pode estragar os móveis ou as plantas. E não adianta bater, para educar tem que ser com carinho e amor”, orienta. Também é necessário que o bicho seja castrado e receba todas as vacinas. 

Como adotar?  

O Centro de Controle de Zoonoses e Vetores (CCZV) de Lajeado realiza o recolhimento de caninos de rua, ou seja, sem proprietário conhecido, em situações críticas e necessitando de cuidados veterinários. Para dar o início a este processo de recolhimento, qualquer pessoa pode fazer a solicitação de serviço por telefone ou pessoalmente na Secretaria do Meio Ambiente. Após a solicitação, é realizada vistoria para avaliação e cuidados do canino. Depois dos procedimentos e sendo atestada a aptidão, os animais ficam disponíveis para adoção. 
As adoções ocorrem por meio do Programa Adote um Amiguinho, e a pessoa interessada deve levar CPF, carteira de identidade (RG) e comprovante de residência. O cãozinho pode ser levado na hora. O local para adoções é na Avenida Benjamin Constant, s/nº, no Bairro Conventos. Já o horário é de segunda a quinta-feira, das 8h30min às 11h30min e das 13h30min às 16h. Nas sextas, das 8h30min às 13h, sem fechar ao meio-dia. As visitações podem ser feitas de segunda a domingo, das 8h30min às 11h30min e das 13h30min às 17h. 

 

Bruna Lovato
brunal@informativo.com.br 

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Fauna silvestre: O papel dos animais no meio ambiente

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Os animais não estão no planeta por acaso. O biólogo Hamilton Grillo argumenta que a fauna silvestre presta, gratuitamente, serviços ambientais e outros de extrema importância para o planeta e para nós, humanos. “A fauna fornece alimento, aduba, ara e planta solos, incrementando a instalação de comunidades vegetais e recuperando áreas de solos degradadas. Auxilia a conservação de mananciais hídricos. A fauna poliniza, aumentando a produção agrícola e de vegetação nativa. Pode controlar vários tipos de pragas agrícolas ou urbanas – desde que estudadas suas necessidades biológicas e ecológicas e, a partir daí, estabelecidas técnicas de manejo”. Grillo complementa que os animais ainda têm sido fonte de conhecimento e produção de medicamentos importantes aplicados na manutenção da saúde humana, especialmente em doenças do coração.

 

“Se considerarmos as estimativas de valor para os serviços ambientais que os diferentes ecossistemas (e como parte imprescindível deles, a fauna) prestam para a humanidade, são cerca de US$ 33 bilhões anuais que a natureza fornece, tentando manter o planeta vivo, enquanto a humanidade, e seu estilo vaidoso de viver, faz exatamente o oposto”, compara o biólogo. Grillo chama a atenção, inclusive, para a conservação ambiental, quando ressalta que muitos dos ecossistemas se encontram em estado crítico de funcionamento. “Para os que só conseguem entender o mundo através da luz polarizada das cifras, este valor parece razoavelmente substancioso para pensar conservação e uso racional da fauna, da flora, da paisagem.”

 

Ciclo

A fauna silvestre é transformadora da matéria orgânica quando se alimenta de outro organismo ou serve de alimento, quando ingere e digere animais e plantas mortos e quando produz fezes e outros subprodutos da fisiologia de seu organismo. Quando um animal se alimenta de outro, transforma a matéria digerida do outro em seus próprios tipos de matéria corporal. A fauna silvestre também é transportadora de energia por meio de um ecossistema e mesmo entre ecossistemas diferentes (deslocamentos e migrações).

 

Museu de Ciências Naturais da Univates

 

A estruturação do espaço iniciou-se em razão da necessidade, surgida em meados de 1989, de organizar material didático e depositar objetos do acervo utilizado nas disciplinas de Zoologia, Botânica e Geologia dos cursos de Ciências. O centro abriga setores de pesquisa e possui sala de exposições aberta ao público, de segunda a sexta-feira, nos turnos da manhã, tarde e noite. As visitas podem ser agendadas pelo (51) 3714-7000, ramal 5504.

 

Susana Leite
susana@informativo.com.br


 

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Tração animal: Cavalo força no trabalho e amizade com o homem

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A vida do pedreiro Armindo Wiland (55) mudou drasticamente quando um problema de coluna o impediu de assentar tijolos na construção civil. Sem condições de fazer força, ele pensou: “Preciso de cavalos para me ajudar. Eu não tenho carro, não sei dirigir e preciso ganhar dinheiro”. Há 15 anos, ele optou por essa lida. 

Sabendo da importância dos companheiros Tostado e Baio, seu Armindo fez até uma escala de trabalho para os animais – um trabalha de manhã, e o outro, à tarde. “Tudo para não cansar demais. Como que se pode maltratar o que lhe dá o pão de cada dia?”, indaga. Armindo coleta papelão e outros materiais de reciclagem. Usa a carroça com a alternância de cavalos para recolher a matéria-prima do trabalho. 

O custo é alto. O ex-pedreiro compra ração, milho e complementa a refeição de Tostado e Baio com pasto. Tratar bem é respeito, não medo. Não há limite quando se ama o que se faz e quando se gosta dos colegas de trabalho Baio e Tostado. 

Armindo já viu gente maltratando cavalos. Ele explica que em Lajeado presenciou, há algum tempo, um proprietário surrando o bicho que estava doente. “Ele batia em cima das feridas do cavalo. O animal caía no chão de tanto apanhar”, lamenta. O carroceiro nunca mais viu o animal que apanhava, acha que deve ter morrido. 

A paixão de Armindo por seus colegas de trabalho é tanta que no fim de semana tem até outra condução para se locomover. No domingo, ele desfila de charrete com Baio e Tostado. Exibe seus animais, motivo de seu orgulho. 

Projeto de lei não sai do papel 

   

A secretária substituta de Meio Ambiente de Lajeado, Andréia Vieira Brisolara, explica que a cidade não tem uma lei que regulamenta – com regras claras – a utilização de animais para tração. “O município usa uma legislação federal, que prevê o resguardo da saúde do animal. O que fazemos também é verificar as condições a que ele é submetido”, explica. 

Assim como seu Armindo, Andréia já presenciou maus-tratos com cavalos. Em 2010, um animal teve de ser recolhido para tratamento. Logo após ele morreu. Quem sabe foi o mesmo que o carroceiro viu apanhando. 

Em 2009, um projeto de lei da Câmara de Vereadores de Lajeado tentou regulamentar o uso de cavalo na cidade. Na Lei CM Nº 010-01/2009, o município teria que cadastrar os animais para o controle do uso, com a inclusão de um chip de identificação. O cadastro seria gratuito, e os animais seriam monitorados quanto à utilização. Isso quer dizer que teriam jornadas de trabalho e cuidados especiais quando circulando pela cidade puxando carroças. 

Contudo, o projeto não vingou. O Legislativo retirou da votação a pauta. “Hoje, a gente controla a saúde dos animais e trabalha com denúncia. Quem vê maus-tratos tem que nos avisar”, avisa a secretária. 

Como cuidar de um cavalo que trabalha

  

Assim como qualquer trabalhador, quem executa uma atividade profissional tem que ser remunerado. No mundo dos cavalos, a remuneração entra como bons tratos e cuidados especiais, que começam na carga que ele pode transportar. 

Para o veterinário Luiz Clos Vallandro Marçal, um cavalo que pesa 300 quilos não pode carregar mais de cem – isso contando a carroça. “Se bem cuidado, ele pode trabalhar até oito horas por dia”, explica. O bicho que fica na lida oito horas tem que no mínimo descansar por 11 horas. A próxima jornada, só no dia seguinte. Cavalo não faz hora extra, e não dá só para cuidar da alimentação – que é muito importante. As partes locomotoras – as patas – são vitais para o animal. 

 ”Cavalos precisam estar com cascos bem aparados e também com ferraduras nas quatro patas. As vacinas têm que estar em dia. O uso de minerais na alimentação é importante. Eles precisam de força”, diz o veterinário.

 Fortes e frágeis 

Mesmo que o cavalo seja o símbolo da força, da virilidade e até da bravura, e eles são tudo isso, esses animais são dóceis e sensíveis. Captam o que os rodeia e mantêm uma espécie de comunicação extrassensorial com o dono. “Eles são bravos na forma de coragem em relação a cuidados, mas são animais que necessitam de carinho”, justifica o doutor Marçal. 

   

Burros de “carga” 

  

No que se refere aos maus-tratos, o veterinário que trabalha em Encantado, mas atende todo o Estado, conhece a realidade dos equinos. Ele conta que no Vale do Taquari, os registros de trabalho forçado e violência contra os cavalos são poucos. “É claro que existe, assim como em todo o país. Mas na região esse comportamento não é característico.” 
O veterinário diz que quando o cavalo é explorado, ele perde a característica de amigo do homem – dividida com os cães – e se torna “um burro de carga” apenas. “O cavalo, em sua plenitude, vai além do trabalho. Ele é um amigo fiel para toda sua vida. Já dizia Andy Adams: ‘Provavelmente esqueceremos alguns amigos e alguns rostos, mas alguns cavalos, seguro que nunca’.” 

Rodrigo Nascimento
rodrigon@informativo.com.br

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Eles estão encolhendo?

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Estudo recente, publicado na edição online The American Naturalist, indica que as altas temperaturas podem fazer com que determinadas espécies “encolham”. A consequência imediata é que a reprodução é comprometida, com menos crias nascendo, e uma provável alteração de toda a cadeia alimentar. Essa relação entre o tamanho e as alterações na temperatura, já comprovada anteriormente, mas nunca explicada totalmente, afeta somente os animais de sangue frio – como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios e répteis -, que dependem de fontes externas de aquecimento como a luz do sol para se manterem aquecidos. A pesquisa foi feita com 34 tipos de crustáceos copépodes, pelo doutorando Jack Forster, da Universidade de Londres. Segundo ele, as criaturas diminuíram uma média de 2,5% para cada um grau Celsius elevado. Forster diz que esse fenômeno mudaria a cadeia alimentar em duas frentes. Menores, os animais de sangue frio passariam a comer outras espécies. Por sua vez, quem está acima deles na cadeia alimentar teria que gastar mais tempo procurando comida para obter a quantidade suficiente. Ou seja, a codependência entre as espécies seria mudada e levaria um tempo para se adaptarem. Fonte: AmbienteBrasil.com

Gigliola Casagrande
gigi@inf0rmativo.com.br

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Proteção e defesa dos animais

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Entidades defendem mais qualidade de vida aos animais/divulgação

O diretor geral da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), Marco Autélio Corrêa, recebeu recente visita de integrantes de ONGs – que fazem parte do movimento Lugar de Animal é no Habitat Natural – para falarem sobre a defesa dos bichos. Maria Luiza Nunes, do Movimento Gaúcho de Defesa Animal, que conta com a participação de 24 associações de defesa animal e ambientalista do RS, entregou ao diretor geral um estudo e dossiê realizado pelo grupo, referente aos parques zoológicos e similares. Maria Luiza ressaltou que o objetivo do grupo não é terminar com os zoológicos, mas sim melhorá-los para dar mais qualidade de vida aos animais, além de incentivar as crianças aos estudos e respeito em relação aos bichoss. Naor Nemmen, da ONG Porto Alegre Melhor, presente na reunião, demonstrou interesse em parcerias com o governo em benefício dos animais. “Entendemos a necessidade de um diálogo entre o Poder Público e a sociedade civil organizada que resulte numa parceria saudável e produtiva, com caminhos conjuntos que possam ser trilhados para construir uma sociedade mais justa, ética e feliz para todos.” Marco Aurélio Corrêa enfatizou a importância do assunto, destacando que o governo quer trabalhar em cima deste tema. “Queremos aprofundar esta discussão para melhorar a qualidade de vida dos animais, incluindo também questões culturais.” Fonte: Agência de Notícias

Gigliola Casagrande
gigi@informativo.com.br

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