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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

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MAE 2012: Solenidade encerra projeto no dia 18

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
O lançamento do livro Meio Ambiente na Escola em Versos está marcado para o dia 18 de dezembro. A cerimônia ocorre no Jardim Botânico de Lajeado, às 14h. Nesta ocasião também serão entregues premiações às três escolas e aos três alunos vencedores do Concurso de Poesias. A solenidade marca o fim das ações do projeto em 2012.
Cinco mil exemplares do livro vão ser distribuídos na região e Estado. A publicação reúne as 52 poesias de alunos que se destacaram no concurso, além de um resgate histórico sobre o encarte impresso que, desde 1999, circula no jornal O Informativo. A coordenadora do projeto, Miriam Volkmer Destefani, acrescenta que outros conteúdos preenchem o livro, o qual dará a oportunidade de colocar nas estantes o retrato de um projeto que chega mensalmente a cerca de 14 mil alunos e a 58 escolas da região.
Concurso de Reportagem é o desafio em 2013

O ano das poesias nem terminou, e o Meio Ambiente na Escola já anuncia o próximo desafio aos alunos de Ensino Médio. Em 2013, o projeto vai lançar o Concurso de Reportagem. Os estudantes podem, desde já, ir pensando em temas como energia, reflorestamento, lixo, reciclagem, água, esgoto, fauna, flora, solo, ações comunitárias, curiosidades que podem render informações e boas histórias. “Resolvemos elencar vários temas, e outros podem surgir para abrir mais possibilidades dentro da diversidade do nosso Vale do Taquari”, explica a coordenadora Miriam.
A ação vai contar com suporte da redação do jornal O Informativo. Para ficar mais fácil para os alunos escreverem dentro das técnicas de jornalismo, será lançado um manual de redação. Também haverá oficina com os representantes das escolas. As melhores matérias jornalísticas serão publicadas em edição especial do suplemento e recebem prêmios. A exemplo das edições anteriores, três alunos e escolas vencedoras serão contemplados. A coordenadora comenta que também estuda a possibilidade de premiar o professor que mais se destacar. “O professor é o grande batalhador das salas de aula na execução destas ideias e seria justo ser brindado”, salienta.
Miriam acrescenta que a sistemática do projeto irá manter as ações paralelas. Além de levar informação ambiental com o encarte impresso mensal, o Meio Ambiente na Escola vai continuar distribuindo jornais às 58 escolas de Ensino Médio da região e às bibliotecas públicas do Estado. Também vai continuar visitando as instituições de ensino para divulgar o projeto e promover os bate-papos ambientais, a exemplo do que ocorreu em 2012. “Esta ação proporcionou levar histórias vivas às salas de aula, enriquecendo o trabalho e o contato com os alunos”, avalia.
Premiação
1º lugar
Um notebook: aluna Crislaini Rodrigues
Uma máquina fotográfica digital: Escola Estadual Gomes Freire de Andrade, de Teutônia
2º lugar
Um notebook: aluna Ana Paula de Borba Morás
Uma máquina fotográfica digital: Escola Estadual General Souza Doca, de Muçum

3º lugar
Um notebook: aluno Ezequiel Camargo dos Santos
Uma máquina fotográfica digital: Escola Estadual Reynaldo Affonso Augustin, de Teutônia
Cintia Marchi
cintia@informativo.com.br
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Verão: No ápice do consumo de energia

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
O consumo de energia elétrica no Rio Grande do Sul muda substancialmente do inverno para o verão, tendo em vista a grande diferença de temperaturas entre as estações. O que mais impacta para essa mudança é o intenso uso de aparelhos de refrigeração no verão, especialmente ar-condicionado, a irrigação das lavouras e a atividade industrial. O engenheiro eletricista da Certel, Samuel Vanderlei Deifelt, explica que existe uma saída econômica para o bolso e o para o meio ambiente no uso eficaz de condicionadores de ar, por exemplo. “A primeira medida a ser tomada é seguir as recomendações do manual de instalação dos equipamentos, pois neles o fabricante explica como deve ser realizada a escolha do local onde serão instaladas as unidades interna e externa do condicionador de ar (no caso dos splits).” Nestes casos, o principal objetivo é não obstruir a circulação de ar nas entradas e saídas dos equipamentos. Dessa forma, o equipamento tem condições de trabalhar em sua maior eficiência.
Quando os equipamentos não “conseguem” chegar à temperatura programada, o compressor não irá desligar nunca, fazendo com que a eficiência caia e a conta de energia aumente. Segundo a AES Sul, o consumo está diretamente ligado ao comportamento das pessoas. “O uso sem critérios faz com que se gaste mais energia, aumentando a conta mensal e prejudicando o meio ambiente. Quanto mais consumo, maior a necessidade de produção”, alerta a equipe técnica.

Clima versus consumo de energia
Cedidos pela Certel, os gráficos com as “curvas de carga” demonstram o consumo diário de energia ao longo do dia, nas quatro estações do ano (ver na página 7). Os maiores picos de consumo de energia no verão tendem a ocorrer durante as primeiras horas da tarde, geralmente das 14h às 16h30min. Deifelt explica que esse dado é aproximado. “O grande consumo neste período se deve aos equipamentos de climatização.” Durante o horário de verão, a curva de consumo fica mais distribuída durante o “horário de ponta” (das 18h às 21h).
No inverno, o maior consumo ocorre ao anoitecer. Neste horário, as pessoas voltam para casa e aí ocorre a coincidência de vários equipamentos que demandam energia estarem ligados ao mesmo tempo. Nos gráficos, é possível notar que os picos de consumo de energia mudam conforme a estação do ano.
Susana Leite
susana@informativo.com.br

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Exposição solar: Tempo nublado também é perigoso

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
O verão promete ser de muito calor e com temperaturas perto dos 40°C. Além disso, os raios solares estão cada vez mais fortes e prejudiciais à pele. Mas não é só em dias ensolarados que precisamos ter uma atenção especial na hora de passar o protetor solar e ficar exposto ao sol. Dias nublados são mais perigosos ainda.
Segundo informações do Centro de Informações Hidrometeorológicas (CIH) da Univates, no verão, quando ocorrem dias muito quentes e com maior quantidade de nuvens, a população tem a falsa sensação de que não precisa se proteger dos raios ultravioleta (UV). O tempo encoberto contribui para que os índices de UV não fiquem tão elevados, mas isso não quer dizer que não estejam presentes. É importante saber que os raios também passam pelas nuvens, só que de forma mais amena. Já em situação de tempo parcialmente nublado, quando o sol aparece entre nuvens, o índice de UV pode aumentar. “Neste caso, as nuvens contribuem para espalhar a radiação em direção ao solo. Então, não se pode esquecer de se proteger dos raios UV também em dias com a maior presença de nuvens, usando protetor solar, óculos de sol, bonés e evitando exposição entre as 11h e as 16h”, orienta a técnica do CIH, Juliana Tomasini.
Conforme a dermatologista Sueli Feldens, o uso de protetor solar diariamente, indicado para cada tipo de pele, cada faixa etária e com reposição de três em três horas, é fundamental para evitar os efeitos do sol. “Quando o tempo está nublado, os raios UV diminuem somente 40%”, diz. O ideal é utilizar o fator 15 e com proteção completa contra os raios UVA, UVB e infravermelho. “O período em que se deve ter mais preocupação em passar o protetor solar é dos 6 meses aos 20 anos. É a época em que o corpo está mais propício para que apareçam problemas no futuro, por isso é preciso uma atenção redobrada”, aconselha.
Pessoas albinas, com câncer de pele ou com casos na família devem usar fatores mais altos de proteção. “As áreas mais propícias no corpo para um câncer são a nuca e a parte de cima das orelhas”, alerta. Ela reforça que o tempo de exposição ao sol para curtir somente os seus benefícios varia conforme a idade, o tipo de pele, a cor dos olhos e a cor natural dos cabelos. “Por isso, a necessidade de procurar um dermatologista”, argumenta.
Qual a diferença entre o UVA e o UVB?

Sueli Feldens esclarece: “Para falarmos desse assunto temos que conhecer o Espectro Eletromagnético, que compreende todos os tipos de ondas magnéticas, visíveis e invisíveis ao olho humano. Essas ondas magnéticas  vão desde as ondas de rádio até os raios gama, passando, nesta ordem, das mais curtas para as mais longas. Os raios UV, ultravioleta, não são visíveis ao olho humano. O UVA  são as radiações logo acima da luz visível e são quase a totalidade dos raios UV que chegam à superfície da terra. Ativam a melanina, o pigmento que dá cor à pele, provocando o bronzeamento; ativam a vitamina D, que é obtida nos alimentos e produzida também pela exposição solar e indispensável para a fixação do cálcio nos ossos. Ainda interferem positivamente na produção de insulina, no tratamento de depressão, na regulação da pressão arterial. Por essas razões são indispensáveis para o ser humano. O abuso do UVA é que dá problemas, como queimaduras, envelhecimento da pele, entre outros. Já O UVB chega em menor quantidade à terra, e seu efeito é mais de calor, mas são mais danosos à pele do que o UVA, sendo comprovadamente cancerígenos”, complementa.

Susana Leite
susana@informativo.com.br

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O calor e o comportamento humano

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Se na natureza, o efeito verão provoca transformações, na vida dos homens também. De acordo com a psicóloga Adriana Maria Pivatto, sempre que se pensa ou se ouve alguém falar em verão, perpassa no pensamentos a imagem do calor, sol, praia, piscina, festas e corpo malhado. “Partindo disso, nossos comportamentos também acabam sendo modificados a fim de nos ‘adaptarmos’ à nova estação calor”, explica.
Segundo ela, pode-se dizer que todo comportamento é uma ação do organismo diante de uma determinada situação. “Assim, se durante o inverno permanecemos mais isolados, abusando de alimentos calóricos, não realizando atividades físicas, o estímulo do verão, que pede roupas leves, com o corpo mais exposto, uso de biquíni, por exemplo, faz com que a nossa preocupação com a aparência aumente consideravelmente.” Como consequência, o organismo se mobiliza a fim de adotar novos comportamentos que venham ao encontro da nova realidade do ambiente, no caso, o verão e o calor.
“Então, percebemos as pessoas iniciando dietas, indo para a academia, andando de bicicleta,  jogando futebol aos domingos, fazendo caminhadas no fim de tarde.” A psicóloga explica que ao “ver” os resultados, ocorre uma elevação da autoestima, o que leva a pessoa a se sentir melhor e mais alegre para sair com os amigos, entrar naquele vestido do Réveillon passado, colocar um biquíni novo, frequentar a piscina do clube. “E como os dias estão mais longos, curtir no fim de tarde um gostoso happy hour com agradáveis companhias.” Assim, o estímulo do verão é o principal responsável pela mudança do comportamento das pessoas nesta época do ano.
“Nosso comportamento nunca é uma ação isolada, e sim uma relação com precedentes e com consequências que modificam o organismo e o ambiente”, pontua Adriana. Portanto, qualquer pessoa que queira modificar seus comportamentos pode aproveitar o estímulo do calor para fazer as coisas. “Pois é no verão que tudo de bom acontece ou começa a acontecer”, convida.
Rodrigo Nascimento
rodrigon@informativo.com.br
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Efeito do verão:Tempo de transformação e calorão aos seres vivos

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A explicação sobre calor é um tanto quanto complicada. De acordo com a bióloga Cátia Viviane Gonçalves, calor é transferência de energia, e se alguém contasse que quanto mais baixa for a temperatura ambiente, mais calor há; e que quando a temperatura ambiente sobe para valores próximos à temperatura corporal, o mal-estar associado deve-se não ao excesso, mas sim à falta de calor, isso certamente chamaria a atenção. “Pois, cientificamente falando, é exatamente isso que ocorre no caso dos organismos homeotérmicos, como o do ser humano”, explica.

Quando a temperatura ambiente sobe acima da temperatura ideal, há uma redução na diferença de temperaturas entre o organismo e o ambiente. Isso gera uma redução da taxa de calor dirigida ao ambiente. “Para evitar esse aumento de temperatura, o organismo reage de forma a reduzir o máximo possível seu metabolismo, o que aumenta o desânimo nos dias quentes.” A reação no corpo humano é suar. O corpo precisa “se molhar”. Com a saída e evaporação do suor, o corpo consegue eliminar calor, equilibrar energia e aguentar as altas temperaturas.
Com os animais, a atenção está ligada ao bem-estar. Os cães não transpiram como nós. A respiração é a única forma de controlar o processo de refrigeração e manutenção da temperatura corpórea ideal. Por isso, quando submetidos a calor intenso ou situações de estresse, os cães podem não ter condições de perder calor e entram num processo conhecido como hipertermia. “O primeiro sinal que o animal precisa de resfriamento é quando se mostra muito ofegante. No quadro de hipertermia, a temperatura corporal pode atingir até 42°C, provocando vômitos, coagulação intravascular disseminada, edemas pulmonares, parada cardíaca e até mesmo chegar ao estado de coma,” explica o médico-veterinário Marcelo Quinzani.
Durante o verão também é mais comum a proliferação de pulgas e infestação por carrapatos. Nesse período, os banhos devem ser mais frequentes, pois diminuem o período de ação da maioria dos produtos usados no controle dos ectoparasitas. Neste caso, manter a pelagem do animal curta ajuda na visualização dos possíveis parasitas. “Na hora do banho é preciso observar se existe ou não a presença de parasitas, possíveis lesões por picadas, áreas avermelhadas pelo corpo ou mesmo hematomas” recomenda o veterinário. “No caso da presença de pulgas ou carrapatos, deve-se procurar um veterinário para fazer a indicação da aplicação dos preventivos e antiparasitários e de exames de sangue, se necessário.”
As plantas no verão precisam de muita água. Espécies de flores desabrocham na estação mais quente do ano, mas precisam do líquido que sai da terra para se recompor. “Cuidado para molhar as plantas no início da manhã ou no fim da tarde, quando já não tem mais sol, senão perdem bastante água com evapotranspiração”, recomenda a bióloga Cátia. No mais, é aproveitar as férias escolares que vêm chegando, mantendo o corpo e a natureza em sintonia com o sol mais quente.

Rodrigo Nascimento
rodrigon@informativo.com.br 

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terça-feira, 20 de novembro de 2012

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Meio Ambiente em Versos: o livro

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O Meio Ambiente na Escola vai encerrar o ano entregando à comunidade escolar e às bibliotecas de todo o Estado um livro que traduz a vida e a natureza em versos. A publicação, que será lançada em dezembro, contém 52 poesias, todas escritas por alunos de Ensino Médio e classificadas no concurso desenvolvido pelo projeto em 2012. No total, serão impressos cinco mil exemplares. A coordenadora, Miriam Volkmer Destefani, diz que um mínimo de 50 unidades vai ser enviado para cada instituição de ensino incluída na proposta; mil vão para as bibliotecas gaúchas; outras serão destinadas aos parceiros (Certel, Folhito, Prefeitura de Lajeado, Charrua, Univates, AES Sul, Corsan, Conpasul, Faros, HS Contabilidade e governo do Estado); e parte do material irá compor o acervo do Meio Ambiente na Escola.

Em cem páginas, o livro pretende sensibilizar os leitores. “É um conteúdo que vale a pena. Embora O Informativo seja responsável pela publicação, outros 52 autores deram sua contribuição para a literatura e para uma vida melhor, mais consciente”, destaca Miriam. Além de poesias, o impresso Meio Ambiente em Versos apresenta um resgate da história do projeto desde o seu início – em 1999, o jornal O Informativo já publicava suplemento com enfoque ambiental. Em 2007, a formatação passou a incluir um trabalho mais específico com as instituições de ensino. Desde lá, tem inovado a cada ano, propondo desafios às comunidades escolares. Primeiro foi lançado o concurso de redação e fotografia, depois se seguiram concurso de projetos ambientais, olimpíadas ambientais, festival de música e, por fim, concurso de poesias.

O livro também lembra as outras ações que agregam valor ao Projeto Meio Ambiente na Escola: seminários, apresentações artístico-culturais, bate-papos ambientais. “Existe uma formatação, mas durante o percurso, o projeto sempre traz novidades. Onde a equipe de trabalho vê uma brecha para fazer algo a mais, a equipe faz, e as escolas sempre são parceiras”, destaca a coordenadora. Algumas fotografias dessas iniciativas também vão estar estampadas na publicação. A obra ainda situa o Vale do Taquari na questão ambiental com base em dados de pesquisa.


Título: Meio Ambiente em Versos
Páginas: 100
Capa: Infoarte
Coleção: poesias
Autores: 52 alunos de Ensino Médio
Publicação: jornal O Informativo
Lançamento: dezembro de 2012

Cintia Marchi
cintia@informativo.com.br

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Mais de 400 participam do seminário do Meio Ambiente na Escola

terça-feira, 20 de novembro de 2012

No último dia 30 de outubro, o Meio Ambiente na Escola promoveu um seminário sobre sustentabilidade. A atividade reuniu mais de 400 alunos de escolas de toda a região. Eles estavam lá para ouvir as palavras da catadora de material reciclável Therezinha Ferreira, do professor Henrique Fensterseifer e do acadêmico de Ciências Biológicas Tomás Salvatori.

O primeiro relato foi da catadora de material reciclável e presidente da Associação Simon Bolívar de Lajeado, Therezinha Ferreira. Ela mostrou a história da associação, que surgiu depois de um grupo de moradores do Bairro Santo Antônio, com média de 45 anos de idade, ter desistido de procurar emprego por não possuir qualificação suficiente para uma vaga no mercado de trabalho. Depois de 12 anos, o trabalho organizado tem equipes que ajudam no recolhimento de lixo, na separação dos resíduos e na entrega do material para a empresa que faz reciclagem. O ganho por catador é de, aproximadamente, R$ 40, para cada três meses de trabalho.

O professor Henrique Fensterseifer foi o segundo a explanar, com a temática “Sustentabilidade e o Vale do Taquari”. “Desenvolvimento sustentável é satisfazer as necessidades do presente sem comprometer o futuro”, fala. Para que isso ocorra, é necessário o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico, o desenvolvimento sociocultural e a proteção ambiental. Na região, ele salienta que não existem mais terras adequadas e disponíveis para que se exerça a sustentabilidade. “O uso de agroquímicos ajudou na contaminação de plantas e águas, além da ocupação do espaço urbano. Além disso, os espaços agrícolas competem com as poucas áreas de matas nativas que temos.”

O último palestrante foi o acadêmico de Ciências Biológicas da Univates Tomás Salvatori. Ele usou como temática a “Pegada Ecológica”, que representa o espaço que cada um tem no mundo. “Cada opção nossa representa um tanto de recurso que será usado”, fala. Ele deu ainda dicas simples para tentar fazer a diferença. Uma delas é na ida ao supermercado, quando deve-se utilizar apenas uma sacola plástica para embalar os alimentos pesados na balança. “Coloque todos no mesmo saco e os códigos de barras todos juntos”, comenta. Também sugeriu que espaços como as universidades, por exemplo, tivessem estacionamentos numerados com preferência para aquelas pessoas que carregam vários colegas. “Assim diminuiria o número de pessoas que andam de carro e, consequentemente, poluem o ambiente, pois a liberação de gases poluentes seria menor”, ressalta.


Bruna Lovato
brunal@informativo.com.br

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